segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Desrespeito com as trabalhadoras

É a terceirização que ataca e fragiliza a luta pelos direitos do trabalho

Em mais um episódio de atraso no pagamento dos salários, terceirizadas/os da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre receberam apenas hoje, 14 de janeiro, o salário do mês de dezembro.

Sofia Cavedon novamente acionada pelas funcionárias falou com o secretário de Educação, com o Vice-prefeito e com a empresa Multiclean.  "É inaceitável que isso esteja ocorrendo novamente. Além da responsabilidade ser empurrada entre a Smed e a empresa contratada, esta reiteradamente não cumpre com as suas obrigações diante de mulheres, a maioria trabalhadoras, que cumprem muito bem as suas funções nas escolas do município".

Deixo aqui meu protesto e minha pressão para que o governo assuma a sua responsabilidade, já que é ele que terceiriza.

Demos férias para a Sofia


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Abertas as piscinas comunitárias de Porto Alegre

O mandato de Sofia Cavedon estava representado pelo assessor José Carlos Porto, um dos fundadores do Cecopam. 

Com o olhar atento durante o ano que passou para que não ocorresse o mesmo que em janeiro de 2018, Sofia Cavedon e o Movimento em defesa do Esporte, Lazer e Recreação comemoram que a Prefeitura cumpriu com seu dever e a população já pode aproveitar as piscinas públicas municipais.

Apesar de Marchezan ter vetado em março do ano passado a emenda de Sofia que destinou R$ 400 mil para a manutenção das piscinas no Orçamento Municipal, o veto foi derrubado pela Câmara de Vereadores/as e garantiu a verba. Este ano  também ficou garantido através de emenda popular, os recursos de R$ 500 mil para a manutenção das piscinas comunitárias.

Piscinas abertas

Cecoflor (Centro de Comunidade Vila Floresta) - rua Irene Caponi Santiago, 290, bairro Vila Floresta
Cecopam (Centro de Comunidade Parque Madepinho) - rua Arroio Grande, 50, Cavalhada
Ceprima (Centro de Comunidade Primeiro de Maio) - rua Comoati, 64, bairro Santa Maria Goretti
Cevi (Centro Comunitário Vila Ingá) - rua Papa Pio XII, 350, bairro Passo das Pedras
A piscina da Restinga - Cecores (Centro de Comunidade Restinga), na rua Economista Nilo Wulff, 50 - deve abrir até sábado, 12.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

O ano em que a educação terá que ser brava! Por Sofia Cavedon

Foto Leonardo Cardoso/CMPA
Artigo publicado no Portal Sul21 em 02 de janeiro/2019

Era dia 27, dois depois do Natal, entre os feriados de fim de ano, quando um caminhão encostou em frente ao prédio da escola e as caixas com materiais pedagógicos, as cadeirinhas, os balanços e os livros de literatura infantis foram sendo retirados, dando adeus ao riso das crianças, às correrias, rodas e cantorias infantis. A EMEI Unidos da Paineira foi fechada . Sim, ela que nasceu ao lado de uma paineira pela união de moradores na luta por moradia e pelos direitos de suas crianças, sucumbiu ao governo municipal que faz conta de subtração quando se trata de políticas sociais e carreiras públicas tentando passar serviços e patrimônio público para a iniciativa privada explorar.

Cada escola é uma fome a menos, escreveu Carlos Nejar. Fome de ser gente, fome de felicidade, fome que manifesta a barriga vazia. Que importa isso para os que propagam o estado mínimo? Mistificam a concentração de renda e patrimônio pela falsa meritocracia, controlam ideologicamente com sua riqueza, a consciência coletiva para naturalizar essa concentração e a exclusão da grande maioria.

Eles condenam a infância a ficar sem escola ao abrir mão da soberania sobre o pré sal, ao favorecer sonegação e ofertar incentivos reduzindo receitas que financiariam a educação.

Não tem problema pagar taxas bem superiores à inflação pela dívida pública para garantir lucros indecentes do capital especulativo e pagar salários miseráveis às professoras e professores que garantem a educação pública brasileira – única porta de entrada para a dignidade humana da maioria do povo pobre brasileiro.

Os mesmos defensores do estado mínimo que fecham escolas, falam pejorativamente da bolsa família que nem acolhe todos os 55 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, enquanto 70% dos juros da dívida pública vão para os 0,1% mais ricos do país: bolsa-rico define Cattani em seu livro “Ricos, podres de ricos”. Dívida Pública esta que compromete 50% dos impostos arrecadados pelo governo, estima o estudo do mesmo autor.

Então, para o povo não entender isso, fecham escolas, atacam a carreira, terceirizam e contratam professor temporário – querem voltar a entregar educação pobre para pobre,   e amordaçada, para que reproduza a versão dos vencedores.

Pois bem, a educação estará no centro da luta de classes – que nesse momento tem no novo presidente do Brasil um grotesco representante das elites econômicas que vivem da exploração da classe trabalhadora cada vez mais precarizada e do conservadorismo repressor das liberdades – e terá que decidir para que serve o conhecimento que produz.

Mães da Escola Infantil Unidos da Paineira que testemunham com a vida de seus filhos e filhas o valor de uma educação pública de qualidade e emancipatória, decidiram resistir e persistir na luta por sua reabertura! Vamos com elas fazer o mesmo pela educação pública brasileira!

(*) Vereadora de Porto Alegre eleita deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Fonte: Portal  Sul21.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Sofia acompanha votação na Assembleia

Acompanho hoje a votação de projetos importantes na Assembleia Legislativa do RS.

Da nova estrutura do governo de estado apresentada pelo novo governador, uma eu aplaudo: a recriação das Secretarias da Cultura e a do Esportes - Essas duas áreas merecem ter identidade, estrutura e orçamento e vamos lutar muito por elas...

Mas teremos uma perda importante que são as Secretaria do Meio Ambiente e a Secretaria de Desenvolvimento Rural... Para a nossa Bancada do Partido dos Trabalhadores, isso é uma ação equivocada...

Também estou aqui em solidariedade aos professores/as. Vamos lutar muito pela educação!

domingo, 30 de dezembro de 2018

Feliz Ano Novo!

“Ninguém solta a mão de ninguém” diz que não estamos sozinhos - Seremos resistência!

Feliz Ano Novo!



sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Adeus, Ano Velho - Por Sofia Cavedon (*)

Foto Giulia Secco/CMPA
Artigo publicado no Portal Sul21 no dia 28/Dez/2018

Realmente um ano para superar, esse 2018.

Tememos por nossa democracia em vários momentos em que a violência ocupou o lugar das regras democráticas e em que a batalha virtual pelo poder deturpou a informação, violou a dignidade dos oponentes, flexibilizou direitos da condição humana flertando perigosamente com o fascismo – a destruição do outro, seu contrário.

Tememos pela educação atacada no seu fundamento: processo libertário porque processo de constituição do humano, pois essa é a condição que carateriza e nos diferencia dos outros seres vivos – decidir quem somos, do que gostamos, no que acreditamos.

Tememos pela vida – eis que a exacerbação da violência autorizada para o enfrentamento da violência, chegou à apologia e simbologia da política. A posse de alguns deputados eleitos ser desenhada por sinais de metralhadora sendo disparada ao ar é em si, a renúncia da política.

O bonito é que esses temores e outros tantos, não paralisaram a consciência coletiva da aposta no processo democrático de evolução do país. “Seremos resistência” é o recado que saiu da voz dos jovens de mãos dadas nas escolas, no traço do desenhista, nas cores lilases das mulheres, no multicolorido da luta LGBT, no black vermelho amarelo do povo negro, na palavra crítica, contundente cantada do Slam, no samba de raiz que organiza a roda da resistência no Brooklin da universidade, na reocupação do Arado pelo povo indígena – todos avisando que seremos muitos reivindicando respeito à soberania do povo escrita na constituição.

“Ninguém solta a mão de ninguém” diz que não estamos sozinhos, que os haitianos e os venezuelanos não estão sozinhos; que as crianças sem vaga na educação infantil não estão invisíveis; que os jovens assassinados diariamente na barbárie do estado paralelo das drogas seguem nos indignando; que as meninas e mulheres violadas terão nossa mão; que quem vive do trabalho e perde cada vez mais os direitos, terá apoio para a organização e a luta; que diante da voracidade dos negócios e dos lucros, vamos proteger a água pública, a terra para plantar sem veneno, a cidade para todos e todas terem teto que os abrigue e espaço para sonhar.

Feliz Ano Novo!

(*) Vereadora em Porto Alegre, eleita deputada estadual pelo PT nas eleições de 2018.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Fechar Escola Infantil é crime!

E a prova está na lista de crianças não contempladas em cada escola que visitamos nessa manhã!

Agora no MP aguardando o plantão para tentar recurso sobre a Unidos da Paineira.

E os dados da pobreza na infância só pioram! Queremos resposta dos órgãos de controle das responsabilidades dos governos!



domingo, 23 de dezembro de 2018

sábado, 22 de dezembro de 2018

Sobre o DMAE assumir as atividades do DEP

Manifestação de Sofia Cavedon, vereadora do PT, líder da Oposição e deputada estadual diplomada, na sessão plenária desta Quinta-feira - 20/Dez - que aprovou o projeto de lei do executivo municipal autorizando o DMAE a assumir as funções do DEP - Câmara de Porto Alegre.

No debate que nós fizemos sobre DEP e DMAE, que vimos fazendo desde outubro, quando a nossa bancada denunciou no Ministério Público do Patrimônio, e apresentamos uma CPI da regulamentação da estrutura, já denunciávamos que recursos do DMAE estavam indo para o caixa único. É importante saber que votamos hoje de manhã exatamente para cessar essa sangria, para dar nitidez, porque, na sequência da nossa denúncia, um mês depois, foi lançada, no Diário Oficial, a nova estrutura, apenas a estrutura. Um mês e meio depois, aparece a denúncia da perda dos R$ 150 milhões do DEP. 

Pois nós dizíamos: os recursos do DMAE, tarifa 3, estão indo para o caixa único, porque não há mais DEP. É uma tarifa que é para manutenção de rede, que é para conservação, para limpeza, para boca de lobo. Quem é que está controlando se esses recursos não estão sendo perdidos em outras funções? Pois esse debate com a sociedade não existe. Esse debate do projeto que nós fizemos hoje de manhã, com o DMAE, não houve, e os funcionários se queixam com razão. Nós pudemos fazer um pouco de conversa com o DEP e com o DMAE, no telefone, com alguns funcionários, porque não tínhamos,  inclusive, o projeto à disposição.

Agora vem uma mudança nas verbas de representação, e é incrível porque tem uma coordenação da democracia participativa. Mas onde está a democracia participativa nesta Cidade, onde nada é debatido? Mas aí tem uma verba de representação. Aí nos antigos CARs, atuais CRIPs, todo mundo vai ter a sua representação, só que nada do que é
encaminhado pela população tem solução. 

Dez mil pedidos ao DMAE não têm resposta, não têm solução, porque não funcionam os serviços, não funciona a relação com a comunidade, não funciona a articulação entre as secretarias. Ora, podem dizer que a prefeitura está demorando, mas está quase terminando a gestão do prefeito, já vai para o segundo bimestre da gestão do prefeito.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Sofia Cavedon se despede do Parlamento Municipal

Foto Leonardo Contursi/CMPA
A vereadora Sofia Cavedon (PT) usou a tribuna da Câmara Municipal de Porto Alegre na noite desta quinta-feira (20/12), durante sessão extraordinária, para se despedir dos colegas vereadores e vereadoras. Ela foi eleita deputada estadual e ocupará uma cadeira na Assembleia Legislativa a partir de 2019. 

Disse que durante os 18 anos que esteve na Casa aprendeu muito. “Aqui tive a oportunidade de ser presidenta e pude estar na ponta da maior representatividade que é o Parlamento Municipal”.

Ressaltou o “jeito teimoso” de conduzir o mandato. “Cada vez que votamos um projeto, nos deparamos com um dilema, seja lutando por mais emprego, mais segurança ou cidadania. Não é fácil, pois sempre temos que fazer escolhas”.

Sofia lembrou que veio de Veranópolis carregada de princípios. “Trouxe da minha terra natal valores de trabalho e religião”.

Falou também que levará para o Estado os dilemas do cotidiano de Porto Alegre. “Jamais vou esquecer as lutas por mais trabalho e moradia. Aprendi muito com essas batalhas”.

Sofia ainda agradeceu a bancada petista na Casa e aos funcionários. 


quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Marchezam marca negativamente, mais uma vez, a história de Porto Alegre

Prefeito coloca mais um degrau na escala de destruição da educação de Porto Alegre. Nunca vivemos uma situação de precarização tal e agora teremos contratação temporária por dois anos!

É estratégia desse governo a não valorização da educação e mais, não conseguimos garantir a realização de concurso público. 

A Câmara autoriza o prefeito a precarizar e a entregar a escola pública pobre, para pobre.

Hoje é um dia muito triste para a nossa cidade, para a educação, para os professores e professoras. E sinto muito ter que viver isso, ter resistido e não ter conseguido impedir.

Todas as emendas apresentadas por Sofia foram rejeitadas.

A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, na manhã desta quarta-feira (19/12), projeto de lei e mensagem retificativa do Executivo que autorizam a contratação temporária de 240 professores para a Secretaria Municipal de Educação (Smed).

Diplomação de Sofia Cavedon Deputada Estadual

Foto Ronaldo Quadrado
Professora de Porto Alegre, Sofia foi eleita para o seu primeiro mandato de Deputada na Assembleia Legislativa do RS.

A diplomação ocorre nesta quarta-feira (19) às 16h30min, no Teatro da Ospa.

PARLAMENTO 2019 - Sofia Cavedon (PT)

Matéria publica no Portal da Assembleia Legislativa do RS

A feminista Sofia Cavedon foi eleita com 32.969 votos para o seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa, sendo a maioria deles (23.983) em Porto Alegre, onde foi vereadora por cinco legislaturas consecutivas. Ela é uma militante da igualdade de gênero, especialmente na educação.

Em 2011, presidiu o Legislativo de Porto Alegre e, por várias ocasiões, a Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude. Em julho de 2018, assumiu a liderança da oposição, no momento em que a Câmara Municipal se transformou em foco das atenções da política de Porto Alegre por conta da votação do chamado “pacote de Marchezan”, que incluía aumento do IPTU e mudanças nas carreiras dos servidores. É de sua autoria a lei que instituiu a Procuradoria Especial da Mulher na Câmara de Vereadores da Capital.

Sofia é professora dos anos iniciais e de Educação Física na rede municipal de ensino. Foi dirigente da Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras e do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre. Uma das construtoras do Projeto Escola Cidadã e defensora da escola sem mordaça, foi secretária adjunta da Educação da Capital e titular da pasta de 2002 a 2003.

Natural de Veranópolis, 55 anos (2/8/63), Sofia tem como plataforma o fortalecimento da Educação e da Cultura, o empoderamento feminino, uma economia e ambiente sustentáveis e a alimentação saudável. Defende a inclusão, a diversidade e a saúde pública. Posiciona-se contra as privatizações e em defesa das empresas e bancos públicos e das fundações.

A deputada eleita acredita que a população fará o verdadeiro debate sobre a situação do Estado e do País no período pós-eleitoral. Para ela, a campanha, marcada por fake news”, foi pródiga em disseminar preconceitos e ódio e pobre no debate de ideias. No Rio Grande do Sul, em sua opinião, “a farsa do Regime de Recuperação Fiscal e a mentira de que o Banrisul estava preservado” colaboraram para a realização de um segundo turno sem contraponto de projetos.