sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Piscina do Cecopam deverá abrir ainda em janeiro - Conquista das usuárias!

Foto Marta Resing
Após a visita da vereadora Sofia Cavedon (PT), pisicina do Cecopam deverá abrir ainda em janeiro

No dia 05 de janeiro a vereadora Sofia foi chamada pela Comissão de Usuárias do Centro de Comunidade Parque Madepinho - Cecopam,  no bairro Cavalhada, quando foi informada que a piscina do Centro não abriria neste verão de 2018. A parlamentar denunciou na imprensa e articulou reunião da Comissão de Usuárias com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Esporte, que já busca uma solução para reverter a situação.

Foto Marta Resing
Depois da reunião com a secretária Denise Russo, que tomou conhecimento de uma emenda de Sofia aprovada no valor de R$ 400 mil para a manutenção das piscinas públicas de Porto Alegre, o prefeito em exercicío Gustavo Paim visitou o local e prometeu ainda para janeiro a reabertura da piscina do Cecopam.

Veja também:
- Piscinas fechadas - Recursos de Emenda surpreendeu Secretária
- Piscina fechada - Usuárias/os do Cecopam não se conformam

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

#ComLulaemPoA

Sofia Cavedon convida todas e todos para estar em 
Porto Alegre na defesa pela Democracia e 
pelo direito de Lula ser candidato!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

PL da Guarda Municipal - Nota da Bancada de Oposição

Bancada de Oposição questiona legalidade de processo de votação na CCJ do PL da Guarda Municipal  

A Bancada de Oposição - PT e PSOL - na Câmara Municipal de Porto Alegre, em ofício assinado pelas vereadoras Sofia Cavedon (PT) e Fernanda Melchionna (PSOL) e o líder da Oposição, vereador Marcelo Sgarbossa (PT), questionam o presidente da Casa Legislativa sobre a legalidade do processo, à guiza de votação, da Redação Final do PLCE nº 06/17, que dispõe sobre a atividade de fiscalização das infrações administrativas no âmbito do Município de Porto Alegre, altera as atribuições da Guarda Municipal e dá outras providências.

A informação veio através do vereador Adeli Sell (PT),  membro da CCJ, que em ofício ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça aponta a irregularidade de chamar os membros que a compunham em 2017 para assinar a Redação Final do PLCE. 

Tanto o documento da Oposição como de Adeli enfatizam "que a Câmara Municipal se encontra em recesso, conforme o art. 51 da Lei Orgânica do Município, e consideramos ilegal a referida  a Comissão  aprovar redações finais, mesmo que geradas com data anterior ao recesso, uma vez que a data da prática do ato de votação é o que norteia qual a composição da Comissão deve ser a responsável pela aprovação das redações".

É destacada ainda nos ofícios que "uma vez encerrado o ano legislativo anterior, e com este o mandato das Comissões, somente  ocorram com a nova composição da Comissão, e no início do ano legislativo de 2018, no próximo dia 1º de fevereiro, sob pena de absoluta nulidade dos atos praticados."

Piscinas fechadas - Recursos de Emenda surpreendeu Secretária

Foto Sandra Ilíbio Braz
Em audiência nesta sexta, 05, com a vereadora Sofia Cavedon e uma comissão de Usuárias do Cecopam, a secretária municipal de Desenvolvimento Social e Esporte (SMDSE), Denise Ries Russo, surpreendeu-se com a informação de que uma emenda no valor de 400 mil reais havia sido aprovada para manutenção das piscinas comunitárias da capital.

Sofia cavedon, autora da emenda, sugeriu no encontro que o governo adite o contrato de oficineiros, segurança, vestiário e produtos químicos usando os recursos que ainda existem na emenda, para mais as piscinas  do Cecopam e Cegeb, que estão na lista para não abrir.

A secretária afirmou as lideranças comunitárias e usuárias do Centro que irá encaminhar ao governo uma reavaliação da situação.

Veja também:
Piscina fechada - Usuárias/os do Cecopam não se conformam
- Veja aqui a emenda aprovada.

Piscina fechada - Usuárias/os do Cecopam não se conformam

Foto Marta Resing
Em visita na manhã desta sexta-feira, 05, ao Cecopam - Centro de Comunidade Parque Madepinho - Sofia Cavedon, vereadora integrante da Comissão de Educação e Esporte da Câmara de Porto Alegre, reuniu-se com a Comissão de Usuárias e Usuários de Centro que reivindicam a abertura para banho e recreação da piscina pública que atende a toda a comunidade do entorno.

 A comunidade está inconformada com a situação e se considera discriminada pela gestão municipal já que a alegação para a não abertura das piscinas é a contenção de despesas. No orçamento para 2018 foi aprovada uma Emenda de Sofia destinando R$ 400 mil para a manutenção das piscinas...
Foto Marta Resing
A comunidade está inconformada com a situação e

Sofia Cavedon conseguiu agenda ainda para esta tarde (15h) para que a Comissão fale com a secretária municipal de Desenvolvimento Social e Esporte (SMDSE).





 Assista as manifestações:

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

As escolhas de Marchezan fazem mal à cidade de Porto Alegre

Foto Marta Resing
Prefeito Marchezan prefere reprimir manifestações dos Movimentos Sociais a investir em políticas públicas... as escolhas do prefeito estão fazendo mal a cidade de Porto Alegre, está trazendo prejuízos a toda população...

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint Hilaire, na Lomba do Pinheiro, foi assaltada por falta de Guarda Municipal à noite e nos finais de semana...


Assista a manifestação de Sofia Cavedon que visitou 
a Escola no início da tarde desta quinta, 04.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Abandono do CEU, na Lomba, foi denunciado hoje em dois Ministérios Públicos

Foto Sofia Cavedon
No sábado, dia 30 de dezembro, Sofia Cavedon e diversas lideranças do bairro visitaram o CEU. (Veja vídeo abaixo)

O abandono e degradação do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) no bairro Lomba do Pinheiro, Zona Leste de Porto Alegre, foi denunciado nesta quarta-feira,03, no Ministério Público Federal e no Ministério Público de Contas do RS.

Foto Sandra Ilíbio Braz
Lideranças da região e a vereadora Sofia Cavedon (PT) protocolaram a denúncia no Ministério Público de Contas do RS quando tiveram audiência com o Procurador-Geral Dr. Geraldo Costa Da Camino, que irá analisar s documentos entregues, e no Ministério Público da União, onde foram reuniram-se com o técnico do MPU, Luiz Carlos da Silva.

Foto Sandra Ilíbio Braz
Conforme Sofia Cavedon, vereadora integrante da Comissão de Educação e Esportes da Câmara Municipal de Porto Alegre, a preocupação com a situação do CEU é com o total abandono da gestão municipal provocando a depredação do local. “Tudo que foi possível retirar, foi retirado. Vaso sanitário, todos os investimentos de acabamento, esquadrias, tudo foi retirado, tudo material caro. Só ficou o grosso, o material bruto. Tive vontade de chorar quando soube disso”, diz. “É um prejuízo material, mas também é um prejuízo de direitos. Aquele lugar era para estar funcionando a pleno, com oferta de esportes e cultura para a comunidade. Mais de 2,2 milhões de recursos federais já foram empregados na obra”, enfatiza a vereadora. Para Sofia o abandono da obra se agravou no último ano com a extinção da Secretaria Municipal de Esportes e sua aglutinação em um Departamento, hoje também sem direção, e a retirada da segurança do local.

Foto Sofia Cavedon
Com contrapartida da Prefeitura de cerca de R$ 360 mil e contrapartida da Caixa Econômica Federal de mais de R$ 500 mil para finalizar o Centro, o CEU, por uma resolução federal, deve ser finalizado até 2018. Caso contrário, a Prefeitura terá que devolver a quantia investida pela Caixa, cerca de R$ 2,2 milhões.

Conforme Vosmar Nascimento Viana, líder comunitário e coordenador do Fórum de Segurança da Lomba do Pinheiro, com a estrutura parcialmente construída, o CEU é um espaço criado para atividades de esporte, cultura e lazer da comunidade. As obras iniciaram em 2013 e estavam previstas para terminarem em junho de 2016. Entretanto, em dezembro de 2015 a empresa parou a construção, alegando que não estava recebendo os pagamentos. Os recursos provêm da Caixa Econômica Federal, que exige contrapartida da Prefeitura para repassar os valores. Conforme o contrato, a Caixa é responsável pela construção do Centro e o município pela área no entorno. Se a Prefeitura não realiza as benfeitorias, o banco não paga a empresa.

Foto Sofia Cavedon
A atual administração municipal em março de 2017 rompeu o contrato. Em audiência, solicitada pela vereadora Sofia, na Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre no dia 18 de a abril de 2017 o diretor de obras prediais, Alexandre Cavagni, que fiscalizava o CEU desde esse período, contou que realizou uma série de reuniões com a Caixa e a antiga Secretaria Municipal de Esportes (SME) para agilizar a retomada das obras. Porém, não obteve resposta da Secretaria e escreveu um parecer, em junho de 2016, aconselhando a Prefeitura a exigir que a empresa retomasse o serviço ou cancelasse o contrato. “Nós não podemos nos intrometer na SME e dizer que tem que ser multado”, relatou.

Os contatos para o término do CEU foram retomados com a nova administração municipal e em março de 2017 o contrato foi rompido. Como não houve outros concorrentes na licitação, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim) afirmou na reunião da CECE que iria fazer um levantamento com novo orçamento para concluir os 20% restantes da obra, que seria repassado à Caixa. Após a aprovação, ocorreria um novo processo licitatório e a construção deveria ser retomada em 180 dias.

Assista aqui a manifestação de Sofia na visita realizada no dia 30 de dezembro de 2017.
         

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

2018 - teremos outra história para contar!


“Um ano perdido”, muitos dirão: de crise política, econômica, ética... - Por Sofia Cavedon

Artigo publicado na edição impressa desta sexta-feira, 29/12 do jornal Correio do Povo.

O ano de 2017 é mais do que isso: ano de achados, eu afirmo. Porque diante dos ataques do movimento “escola sem partido”, revelaram-se grandes professoras que se movimentam pela Escola sem Mordaça. Para a volta da censura na cultura, mais uma vez, a irreverência insurgente da Arte, a manifestação inequívoca e rigorosa dos artistas e intelectuais, a coragem do movimento LGBTI, todos denunciando a hipocrisia da sociedade que explora a sexualidade para o lucro e explora a inocência do senso comum contra a liberdade!

Aos que não respeitaram em 2017 a liberdade das mulheres, da sexualidade, da religião, com tentativas de retrocessos até na legislação, novas marchas, novas faixas, jovens vozes: Meu Corpo, Minhas Regras, senhores e senhoras!

Aos que querem vender tudo: a água, a Carris, o pré-sal, a FM Cultura, o Banrisul, ecoou a vaia, o combate sem trégua, nas ruas, nos parlamentos, as petições, as ações, as votações populares.

E aos que pedem, cegos pelo medo - ingênuos talvez, autoritários quiçá - a volta da ditadura militar, os testemunhos de Flavio Koutzii - história sofrida de novo, livro que acende memórias e consciências - do Raul Pont, ensinando e persistindo na resistência, do Raul, o Ellwanger, cantando, organizando para que se repare, se puna e não se esqueçam que sem democracia é a morte, é a arbitrariedade. Por suas e tantas outras incansáveis vidas dedicadas a ela: ditadura nunca mais!

E aos que impuseram em 2017 menos direitos ao trabalho, à vida e à aposentadoria, se levantam sindicalistas, mulheres campesinas, juventudes com determinação: revogar com a força popular.
Aos que autorizam racismo, machismo, homofobia - no vestibular, na política, na piada, na confraria - a combatividade e autoridade dos “Joãos e das Marias”. Esses sim, os verdadeiros soberanos da história, da cidade, da vida.

Com tantos “achados”, não podemos dizer que 2017 foi perdido. Ninguém pode desanimar. É possível acreditar que com política e poesia, debate, luta e empoderamento popular, em 2018 teremos outra história para contar!

Sofia Cavedon - Vereadora do PT/PoA

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Por que querem prender o Lula?

Porque, se presidente, vai revogar as medidas golpistas como a reforma trabalhista e a venda e patrimônio, porque vai empoderar o povo pobre, negro e as mulheres! 

Dia 24 de janeiro Porto Alegre será mais uma vez centro da atenção do país e em alguma medida, do mundo. Aqui, onde mora a legítima presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, foi acelerado o julgamento de processo sem provas, contra o ex presidente. 

Aqui, onde quatro Fóruns Sociais Mundiais trouxeram gente de todo o mundo para sonhar junto outro mundo, vai acontecer um Fórum Social Extraordinário de denúncia de mais esta arbitrariedade que tenta aprofundar o golpe que impõe ao povo brasileiro menos direitos. Estejamos junt@s!


Assista a manifestação de Sofia na reunião do Diretório Estadual do PT/RS
 

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Balanço da Bancada do PT de 01 ano de desgoverno em Porto Alegre

Foto Marta Resing
Aqui o Balanço da Bancada do Partido dos Trabalhadores, liderada por Sofia Cavedon, de 01 ano de desGoverno Marchezan em Porto Alegre, apresentado na entrevista coletiva  para a imprensa, realizada nesta quinta-veira, 21, na Câmara Municipal da capital.

PORTO MENOS ALEGRE  - GOVERNO DO CAOS

O ano de 2017 ficou marcado em nível nacional pelo aprofundamento do golpe. A reforma trabalhista que retirou direitos sem aumentar o número de empregos formais, a isenção de R$ 1 trilhão para grandes petrolíferas internacionais, a tentativa ainda em curso de acabar com a aposentadoria a partir da reforma previdenciária, o corte de direitos sociais, entre outras ações, demonstrou ao conjunto da população que o golpe era para favorecer a elite conservadora brasileira e as grandes multinacionais estrangeiras.

Representantes desse projeto em solo gaúcho, Sartori e Marchezan buscaram estabelecer ações de desmonte do serviço público e a tática do caos financeiro para vender o patrimônio público, atingir o funcionalismo e o conjunto da população. Com o parcelamento salarial de milhares de servidores e servidoras, a economia é prejudicada com o encolhimento do poder de compra e a falência da cadeia produtiva, em especial quando esta é formada por micros e pequenos agricultores, comerciantes e prestadores de serviço. Sem poder de compra, parcela significativa da população deixou de fazer girar a economia e o desenvolvimento passou a andar para trás. Somente quem ganha com processos como esses são os grandes empresários e o mercado financeiro que sobrevive de crises. A consequência é o aprofundamento da desigualdade em nosso país, estado e município.

Aliado a esses temas, 2017 trouxe de volta antigos conceitos positivistas e fascistas. A partir de um conjunto de grupos ultraliberais motivados pelo ódio e pelo preconceito, busca-se estabelecer a censura cultural, a intolerância de classe e religiosa, o racismo, a homofobia e a xenofobia e nosso país. Porto Alegre governada por Marchezan acabou no centro desse processo a partir da censura à exposição Queermuseu. A tentativa de colocar mordaças na arte, na cultura e em escolas são exemplos claros da tentativa de fazer nosso país voltar a um passado sombrio e antidemocrático.

Porto Alegre no caminho do ódio e da falta de democracia

Desde o início, o atual governo municipal tem como marca a geração do confronto e do ódio. Primeiro foram as polêmicas sobre finanças com o prefeito anterior. Logo após, iniciaram-se ataques contra partidos políticos, sindicatos, servidores/as públicos/as e comunidades. Os maiores exemplos desse processo de ataques e formação do ódio  estiveram presentes em críticas descabidas e desrespeitosas protagonizadas a vereadores e vereadoras via redes sociais, no acolhimento no gabinete do gestor municipal de uma pessoa acusada de agredir servidores/as municipais e na participação do prefeito em congresso em São Paulo onde afirmou que teria "raízes para arrancar" em nossa cidade, referindo-se a parlamentares de partidos de oposição, e sobre a necessidade de mudar a legislação para "amarrar" administrações futuras eleitas pelo voto da população no intuito de dificultar que estas pudessem gerir a cidade. Também atacou o conjunto do parlamento com palavras que, mesmo em contexto político, não são aceitáveis e demonstram que o chefe do Executivo pode não estar à altura do cargo para o qual foi eleito.

Paralelo a isso, o cancelamento do Orçamento Participativo, as ofensas do prefeito a líderes comunitários durante reuniões dos fóruns regionais, a proibição de manifestações em locais onde o gestor está, a tentativa, através de projeto de lei, de limitar as ações dos conselhos municipais demonstram a indisposição do atual prefeito em governar com participação popular e democracia.

A cidade à venda

Ao apostar no caos, o governo Marchezan busca desenterrar o discurso ideológico e a surrada prática neoliberal de apropriação do patrimônio público por alguns empresários. Fato que contribuiu para a retirada de direitos da população onde isso ocorreu. Três exemplos claros sobre o fracasso desse modelo estão na tragédia ocorrida em Mariana (MG), nos constantes recordes de reclamações dos consumidores na área de telefonia onde as empresas não respeitam seus usuários/as, no aumento brutal das tarifas onde os serviços de água e esgoto foram repassados à iniciativa privada.
Desde que a atual gestão assumiu, há o objetivo de repassar para a administração de grandes empresários locais que, além de símbolos da história da cidade, movimentam a pequena economia local. É o caso, por exemplo, do Mercado Público. Já com relação ao Gasômetro e a orla do Guaíba, existe a clara intenção de sua elitização e o afastamento da população de baixa renda de um dos locais turísticos mais conhecidos de Porto Alegre.

A privatização do DMAE significará o fim de uma empresa pública lucrativa para os cofres públicos é essencial para a qualidade dos serviços de água e esgoto em Porto Alegre. Assim como em todos os municípios onde isso ocorreu, a tarifa dos serviços aumentará e não mais haverá compromisso com a qualidade de serviços.

Sobre a Carris, empresa pública cujos 145 anos se confundem com a história da cidade e com a história do transporte coletivo no país, o governo Marchezan pretende ficar com eventuais passivos e dívidas e privatizar linhas altamente lucrativas com os sistemas transversais. É preciso afirmar que eventuais problemas de gestão devem ser corrigidos e não justificam a privatização de uma empresa que, quando bem administrada, foi considerada a melhor do país. A Carris deve ser fortalecida e continuar pública. Seu papel vai além das linhas que opera. A Carris é responsável também por regular a qualidade do transporte coletivo na cidade, o qual, na atual gestão, é cada vez mais deficitário. Qualquer valor repassado pela prefeitura para a manutenção da empresa, não pode ser considerado “déficit” e sim investimento na qualidade do transporte.

O andarilho da propaganda enganosa

E o povo se iludiu com o discurso fácil de campanha. As prioridades seriam segurança pública, saúde e geração de empregos. A prefeitura seria gerida por um corpo técnico selecionadíssimo, através do “banco de talentos” e a estrutura administrativa seria de vanguarda. Ele seria um prefeito presente, que seguiria andando pelas ruas da cidade como na campanha e teria diálogo e trabalho como marcas de governo. O funcionalismo seria valorizado e teria estímulo para executar tarefas.

Depois de um ano de gestão (ou falta dela), o que percebemos é que todo o prometido seria perfeito, não fosse o caos instalado na cidade, admitido pelo próprio chefe do Executivo. Concluímos que o discurso fácil e inconsequente tornou toda a estrutura da prefeitura confusa e ineficiente, sendo ela tomada por apadrinhados políticos que se revezaram nos cargos de secretários, diretores e assessores.

E o que dizer das acusações de os/as funcionários/as municipais serem os obstáculos para reequilibrar as finanças do município e empecilho para o Executivo colocar a mão na massa. Sem contar os rompantes de mau humor do prefeito que, como uma metralhadora giratória, encaminha projetos mal discutidos e elaborados que não prosperam na Câmara Municipal.

Infelizmente, hoje temos uma cidade abandonada, suja, insegura, sem investimentos em infraestrutura e, pior, sem perspectiva de mudança. As soluções do prefeito são as mais frágeis e erradas: aumentar tributos, arrochar os salários dos/as funcionários/as e venda de patrimônio público. O discurso fácil da campanha se repete e já sabemos que a solução passa longe daquilo que seria de fato o ideal para Porto Alegre.

 A desvalorização do Funcionalismo Público
 
O prefeito de Porto Alegre elegeu os/as servidores/as municipais como seus inimigos, pois todos os projetos enviados à Câmara Municipal se resumem em formas de retirar direitos conquistados durante muitos anos de construção com governos anteriores e que estão instituídos no Estatuto do Servidor Público de Porto Alegre, nos Planos de Carreira e na Lei Orgânica, numa clara tentativa de responsabilizar o funcionalismo pela situação financeira da Prefeitura.

Em janeiro, alterou a rotina das escolas, sem diálogo, desrespeitando os conselhos escolares e com graves consequências à comunidade escolar. Também reduziu as horas extras dos setores operacionais da Prefeitura, transformando a cidade em um caos nunca visto antes na história de Porto Alegre.

Enviou à Câmara de Vereadores projetos que atacam os direitos dos/as servidores/as: retirada da reposição salarial anual; licença-prêmio, propostas de redução de gratificações e regimes especiais de trabalho; parcelamento do salário e 13º e pagamento até o 5º dia útil do mês seguinte.

Aprovou aumento da alíquota de contribuição previdenciária de 11 para 14%, o que significará mais descontos na folha dos/as servidores/as; está parcelando os salários desde junho, com consequências drásticas ao funcionalismo e à economia da cidade.

Após 40 dias de greve dos/as municipários/as, o Prefeito retirou o PLCE 11 (ataques ao Plano de Carreira) de tramitação, mas sequer marcou reunião com o SIMPA para qualquer negociação; e em 13 de dezembro retomou a tramitação do Projeto e encaminhou à Câmara projeto de parcelamento do 13º.  Resultado disso é a retomada da greve pelo funcionalismo público no dia 20 de dezembro.

Todas estas atitudes do Prefeito demonstram seu desrespeito com os/as municipários/as que durante anos se qualificaram, prestaram concurso público para atuar em suas áreas. O assédio moral com os servidores, a arrogância e o autoritarismo são as marcas desse Prefeito que não tem nenhuma capacidade de gerir o município. O prefeito não se importa com o povo de Porto Alegre, em especial com as pessoas das regiões mais vulneráveis que dependem exclusivamente dos serviços públicos.

Autoritarismo e falta de diálogo com a cidade

Foto Marta Resing
Porto Alegre, que já foi a capital mundial da democracia participativa, está sendo calada pelos atos e determinações de Marchezan. O temperamento belicoso e autoritário tem trazido muitos danos para a cidade.

Em menos de um ano como prefeito, Marchezan mostrou sua forma de governar: não dialogar com a população, proibir manifestações onde vai, suspender o Orçamento Participativo, retirar as funções históricas dos conselhos setoriais, desrespeitar a autonomia dos/as vereadores/as, não receber os/as servidores/as, mandar bater em funcionários/as públicos/as, não pagar o salário em dia mesmo com dinheiro em caixa e destratar os próprios secretários e assessores que preferem pedir demissão a continuar com maus tratos.

Procedimento intolerante, avesso a conversa e ao debate aberto com a comunidade, tomar medidas sem discutir com quem será afetado, enviar projetos surpresa para a Câmara de Vereadores/as sem dialogar com a própria base, anunciar a venda de patrimônio da cidade sem consultar a população tem sido a lógica do prefeito desde que assumiu. Atos que prejudicam os serviços públicos, transtorna os/as servidores/as e gera muita insegurança e incerteza sobre qual será seu próximo destempero.
Suspender a Educação de Jovens e Adultos nos bairros sem avisar, mudar a rotina das escolas sem conversar com os trabalhadores da educação, suspender linhas de ônibus sem avisar os/as usuário/as são alguns resultados práticos desse desrespeito com os/as porto-alegrenses.

O apreço pela truculência, intolerância e o ódio aos diferentes, mostra o total despreparo para a função republicana de um prefeito que deve governar para toda a sua gente, com transparência e democracia. Ao contrário. Recebeu no seu gabinete integrantes do grupo fascista MBL após agredirem servidores/as municipais/as que se manifestavam pelos seus salários, num péssimo exemplo de conduta pública; proibiu manifestações quando vai às comunidades com sua equipe no programa Prefeitura nos bairros, e autorizou a Guarda Municipal a agredir trabalhadores que se manifestavam em frente à Prefeitura. Chama os vereadores de cagões em palestra fora do estado, demonstrando a incapacidade de respeitar a autonomia dos poderes.

Em poucos meses, 14 dirigentes que ocupavam Cargos em Comissão, pediram para deixar seus postos por desavenças com os procedimentos truculentos e raivosos do chefe do Executivo.  Essa instabilidade faz mal para Porto Alegre e tem forçado a diferentes segmentos a protestarem, como foi o caso dos/as servidores/as que fizeram a maior greve da história da capital, do movimento dos integrantes dos 29 conselhos setoriais para evitar a desestruturação do controle social e da gestão participativa por meio desses fóruns constituídos pela cidadania ao longo dos últimos 30 anos.
No canetaço com consultorias clandestinas, ou reunindo apenas com empresários em horários fora dos turnos habituais, Marchezan gera um conjunto de inquietações, protestos e instabilidades por conduzir a administração da capital para atender demandas de empresas e não atender os cidadãos, buscando terceirizar serviços e entregar empresas públicas que foram modelos nacionais de desempenho de qualidade.  E ele mesmo afirma: a elite deve governar.

Em menos de um ano, a população se sentiu abandonada por quem deve cuidá-la e nossa cidade ficou menos alegre e mais desumana. A síntese está na própria declaração feita a empresários: “Não será ninguém mais do que a elite da comunicação, a elite empresarial e a elite política que farão as reformas tão necessárias. Delegar isso ao ‘seu João’ e à ‘Dona Maria’ é irresponsabilidade”, disse.

Iniciativas da Bancada do PT

1. Participação em:
- Frentes Parlamentares: em Defesa do Direito Social ao Esporte, Recreação e Lazer, em Defesa dos Povos Tradicionais de Matrizes Africanas, em Defesa da Carris e do Transporte Público, de Incentivo à Leitura e Literatura, em Defesa da Previdência Pública; do Turismo; em defesa do Artesanato e Economia Solidária; em defesa da estratégia da saúde da família e seus profissionais;
- CPI da Telefonia Móvel;
- Comissões Especiais: sobre os projetos do Funcionalismo, sobre os projetos do Transporte e sobre o Mobiliário Urbano;

 2. Realização de três Colóquios:
 - Qual a CARRIS que queremos?
 - Reforma Política e Diretas Já;
 - Municipários/as e Serviços: em pauta projetos que atacam a categoria municipária e os serviços públicos;

3. Denúncias ao Ministério Público de Contas e ao TCE:
 - A contratação irregular da Comunitas/Falconi pela Prefeitura de Porto Alegre;
 - O sucateamento da Carris, a desvalorização e o descumprimento dos direitos dos seus servidores e solicitação de auditoria;
- A nomeação retroativa de CCs de “voluntários” do “Banco de Talentos”;
- A falta de vagas na EMEI Santo Expedito devido à falta de profissionais;
- A situação do Fundo Municipal para Restauração, Reforma, Manutenção e Animação do Mercado Público de Porto Alegre cujos recursos têm sido destinados ao caixa único da prefeitura;
- A falta de professores/as e a alteração da rotina escolar na Rede Municipal de Educação de Porto Alegre;
- A falta de autonomia do DMAE e redução do número de funcionários/as;
- O parcelamento dos salários dos/as servidores/as municipais de Porto Alegre;
- A situação do Cais Mauá, cujo patrimônio público está sofrendo processo de degradação;
- A contratação, pela Prefeitura, de empresa privada para realizar serviço de vigilância, enquanto está em vigência concurso público para preenchimento de vagas na Guarda Municipal;
- O cumprimento dos termos do Edital e do Termo de Permissão de Uso com a devolução do Araújo Vianna para o município e indenização após o fim da permissão em 17/05/2017 à Opus;
 -A redução de vagas na Educação infantil no bairro Centro Histórico, devido ao fechamento do anexo da EMEI Pica-Pau Amarelo;
- A falta de repasse dos recursos do PNAE e atrasos no Kit Rancho para as creches comunitárias conveniadas com a Prefeitura.
 - Sobre o convênio firmado pela prefeitura de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal de Educação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com elevada contrapartida e sobre recursos do Funcriança transferidos para o caixa único da prefeitura;

4. Ações na Justiça: com o PSOL contra a retirada da gratuidade da segunda passagem; contra a sessão da Câmara de Vereadores/as que aprovou aumento da alíquota do PREVIMPA de 11 para 14%;

5. Emendas: 
Ao PPA: Construção da UPA Partenon, enfrentamento à DST-AIDS, regularização fundiária, fortalecimento das unidades e galpões de reciclagem, urbanização de áreas verdes, ampliação dos projetos de esporte e lazer nas comunidades, infelizmente rejeitadas;
À Lei de Diretrizes Orçamentárias: com o objetivo de proteger a categoria municipária, contra o parcelamento de salários, reduzindo cargos comissionados e consultorias externas, infelizmente foram rejeitadas;   
Ao Orçamento 2018 aprovadas: recursos para o Programa Adote um Escritor, em uma emenda conjunta; a elaboração de projeto de ampliação da EMEI Pica-Pau Amarelo; a implantação de rede pluvial na Rua Paraí; a manutenção de piscinas comunitárias, além de importantes emendas populares para a cultura. Também a reforma e qualificação do atendimento na Unidade de Saúde São Carlos, a manutenção dos espaços de esporte e lazer no Morro da Cruz e convênio com a ACERGS para atendimento de 800 pessoas com deficiência visual.

Vereadores/a - Aldacir Oliboni, Adeli Sell, Marcelo Sgarbossa e Sofia Cavedon, Líder da Bancada do PT. Com apoio da Executiva Municipal do PT de Porto Alegre.

Assista aqui a entrevista coletiva da Bancada de Oposição:

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

... é um prefeito maldoso... não ficará impune!

 Manifestação de Sofia Cavedon, líder da Bancada do PT, na sessão plenária desta quarta, 20:

... Nossa indignação está traduzida em iniciativas: apresentamos substitutivo, denunciamos ao MP Federal descumprimento da legislação, ao MP de Contas o não cumprimento do 13º tendo recursos do DMAE, por exemplo, e mantendo em sigilo as receitas, escondendo a verdadeira situação da prefeitura... NÃO FICARÁ IMPUNE!!

...além de arrogante, além de debochado, de incompetente, é um prefeito MALDOSO!... é um prefeito que tem maldade no coração.. sem nenhuma sensibilidade...

. .. uns dizem, mas não tem dinheiro pra pagar o 13º... mas porque não anteciparam o IPTU, as guias estão chegando hoje nas casas....e isso é de propósito. É pra dizer que não tem dinheiro no dia 20 em caixa...

 ... nós agimos e lutamos em nome da justiça e da dignidade... 

 Assista aqui: