sexta-feira, 17 de novembro de 2017

EMEI Picai-pau Amarelo - Vaga asseguradas para 2018

Foto Marta Resing
Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Ministério Público Estadual (MP) foi aprovada por unanimidade na plenária extraordinária  realizada nesta quinta-feira, 16, pelo conselho Municipal de Educação (CME).

Após a luta  incansável das Mães e Pais da EMEI Picai-pau Amarelo, que contou com o apoio da vereadora Sofia Cavedon (PT), que intermediou e participou da audiência com o Ministério Público Estadual, o órgão encaminhou para o Conselho o TAC para a Secretaria Municipal de Educação (Smed) apontando a manutenção das vagas na Escola para 2018.

O despacho foi aprovado por unanimidade pelo CME. Conforme a presidente do Conselho, Isabel Letícia Medeiros, a Smed não havia consultado a entidade nem para abrir o anexo e nem para fechar as vagas.

"Não dá pra extinguir vagas", afirma a presidente informado que a Smed terá que manter o anexo, mesmo que irregular, funcionando por mais um ano, 2018, e terá todo o ano para regularizar a oferta de vagas" disse Isabel. 

A redução das vagas

Reprodução Web
A redução de vagas na Educação Infantil no bairro Centro Histórico iria ocorrer devido ao fechamento do anexo da Escola Municipal de Educação Infantil Pica-Pau Amarelo, no próximo ano.  No local funcionam, atualmente, quatro turmas, três de Jardim B e uma de Jardim A, todas em turno integral. No Jardim de Praça funcionam quatro turmas, no turno da manhã tem uma turma de Jardim A e uma Turma de Jardim B e no turno da tarde uma turma de Jardim A e uma turma de Maternal. A Escola fica na rua Fernando Machado, s/n, Centro Histórico, onde não existe nenhuma outra escola infantil pública.

Veja também:
- EMEI Picai-pau Amarelo - Fechamento de vagas foi levado ao MP de Contas
- Extinção do turno integral e maternal da EMEI Pica Pau Amarelo
- É um escândalo fechar vagas na Educação Infantil
- Contra o fechamento do turno integral e maternal da EMEI Jardim de Praça Pica-Pau Amarelo

Escola Sem Mordaça foi debatido em Audiência da APV

Assista a Audiência Pública Popular contra a Volta da Censura, promovida pela Associação dos Professores de Viamão (APV). 

O encontro contou com a participação de Sofia Cavedon, vereadora do PT da capital; Profª Russel Dutra da Rosa, da Frente Gaúcha Escola sem Mordaça; Aleff Fernando, da UEE Livre; Marco Sozo, do CEEd; e Anderson Vicente do Cpers, debatem o PL 024/17, na Câmara Municipal de Viamão.

 Assista aqui:
 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Pronunciamento de Sofia Cavedon em homenagem aos 75 anos do Sindha

Pronunciamento de Sofia Cavedon, líder da Bancada do PT, na sessão plenária desta quinta, 16, na homenagem ao Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha) por seu aniversário de 75 anos.

... Para os formadores de opinião, lideranças dos hotéis, bares e restaurantes, que não se enganem com a fala do prefeito, pois que seu combate ao funcionário público, arrocho, parcelamento salarial e ataques a direitos, estão causando redução de consumo e serviços ...

Sofia saudou os 75 anos do Sindicato e lamentou que os servidores e as 20 mil famílias as quais representam não possam mais consumir na área de lazer e entretenimento. Na sua opinião, a perda do poder de compra das categorias já tem impacto negativo na economia da cidade. Com os parcelamentos de 14 dias, assinalou, os servidores estão evitando riscos.

Cavedon disse não concordar com a atitude do Executivo por criar um ambiente negativo na cidade. Segundo ela, a atual política salarial do Executivo não é um bom caminho para os bares e restaurantes da cidade porque os funcionários públicos estão sem condições de usar seus recursos para frequentar esses estabelecimentos.

Assista:

Show A Vitória da Cidade- Neste Sábado!

O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre/Simpa e o Grupo  Desacomode-se promovem neste sábado, 18, a partir das 16h, Grande Show de Confraternização "A Vitória da Cidade", com o apoio dos artistas locais e a participação massiva dos talentos municipários, reforçando o compromisso com oEstado de grevena luta pelo Serviço Público de Qualidade, contra os ataques da atual administração municipal à categoria municipária e a privatização do DMAE.

O show será no Parque Farroupilha (Redenção), lado do estacionamento - Rua Setembrina (pertinho do espelho d'água)

Programação
16:00 - Tribo Brasil (MPB)
16:40 - Rapper Tyri com a BFN (Banca Forte da Norte)
17:00 - Mário Pirata e seu pandeiro (poesia e música)
17:15 - Banda RC7 (clássicos dos anos 70, 80, 90)
17:45 - Banda No Gracias (rock alternativo)
18:15 - Zé Caradipia voz e violão
18:40 - Banda Júlio Igrejas (ska/rocksteady)
19:15 - Front LR rap
19:45 - Nancy Araújo
20:00 - Banda ConservaSamba
20:30 - Banda Os Jardineiros (rock)
21:00 - Banda Puro Asthral (samba)

Estrutura
Feira AFRO | Artesanato oficina de geração de renda GeraçãoPoa | - Associação Construção | Kurtz Beer - ceva Old Captain | Mandrake Chopp Artesanal | Produtos MNPR-RS | Serigrafia de camisetas | Comes e bebes da economia solidária | Espaço criança | Auriculoterapia

Fonte: Evento na Página do Simpa no Facebook

Livraço em Defesa do Adote um Escritor na Feira do Livro

O mandato de Sofia Cavedon, vereadora líder da Bancada do PT na Câmara de Porto Alegre, convida para mais um livraço em defesa do programa Adote Um Escritor que será realizado neste sábado, 18, às 18h, na Feira do Livro (Praça da Alfândega)

O ato é em repudio as alterações feitas, pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), no programa de leitura Adote um Escritor, que descontentou as comunidades escolares e literárias. O ato será para reforçar a luta  pela manutenção integral do programa de leitura, que poderá ser extinto e está com seu formato original descaracterizado a partir deste ano, por decisão do prefeito Marchezan Jr.

Promovem o Livraço a Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura, Associação Gaúcha de Escritores (AGES), Câmara Rio-grandense do Livro, Clube dos Editores, Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ ) e Movimento "Sou Adote".

Leia também:
#SouAdote - Livraço na Redenção

Seminário sobre os 100 anos da Revolução Russa - Quarto encontro será dia 23/Novembro

O quarto encontro do Seminário Reflexões sobre 1917: Repensar um século de socialismo, será realizado na quinta-feira, dia 23 de novembro, e contará com a participação de Tatau Godinho, socióloga, ex-secretária de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres da Presidência da República e militante da Marcha Mundial das Mulheres e Raul Pont, professor, ex-deputado e ex-prefeito de Porto Alegre, que debaterão o Partido e novas formas de participação.

Promovido pelos mandatos da vereadora Sofia Cavedon, deputado estadual Jeferson Fernandes, deputados federais Elvino Bohn Gass e Pepe Vargas, o penúltimo encontro do Seminário será  às 19h, no auditório do SindBancári@s - Rua Gen. Câmara, 424 – Centro Histórico – Porto Alegre. O último evento do Seminário será no dia 14 de dezembro.

Partido e novas formas de participação será o debate em pauta. Conforme apresentação do Caderno 4 Opção Socialista, que orienta o conteúdo dos encontros, “Vimos que os Partidos não desapareceram e as disputas nas sociedades de democracia representativa passam por suas formas tradicionais. Como combiná-las? Como reinventá-las? Ou, o desafio é maior e exige mais inovação e outras formas que já apontem para uma democracia participativa. Esse é o debate”.

Nesta edição a publicação traz os textos: A construção partidária no atual período histórico, de Martin Mosquera; Reflexões sobre a “questão do partido”, de Pierre Rousset; e Novo período histórico e a questão do partido roteiro para um debate estratégico, de Carlos Henrique Árabe e Nalu Faria.

O Seminário

No primeiro encontro do Seminário sobre os 100 anos da Revolução Russa, Paulo Visentini e Eduardo Mancuso, discorreram sobre o centenário da Revolução Russa. No segundo encontro, Flavio Koutzii, Arno Augustin, e Marilane Teixeira debateram a Crise do Capitalismo - Crise Civilizatório. No terceiro, Nalu Faria, Margarida Salomão e Enéas de Souza, debateram Novas estratégias para o século XXI com enfoque nas questões de gênero e da ecologia.

Para a próxima edição estarão presentes:  Miguel Rossetto, Tereza Campello, Aniger Ribeiro e Carlos Henrique Árabe.

Calendário
- 14 de Dezembro – Quinta-feira - 5º Debate – Reflexões sobre o Socialismo

Assista aqui
- Primeiro encontro
- Segundo encontro
- Terceiro encontro

Banda Trabalhos Espaciais Manuais lança 2º EP na 3ª Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres

A Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres é uma iniciativa de Sofia Cavedon (PT), construída com o Sindicato dos Artistas do RS (Sated).

Foto Sofia Cortese
Lançamento do Segundo EP* da Banda Trabalhos Espaciais Manuais, mais conhecida como TEM, será nos dias 24 e 25 de Novembro, sexta e sábado, às 20h, no Teatro Glênio Peres da Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva, 255). O show faz parte da programação da 3ª Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres da Casa Legislativa. A classificação livre.

A TEM é uma pequena orquestra de música popular que surgiu em Porto Alegre e está em atuação desde 2013. A banda desenvolveu sua sonoridade e conquistou seu público através do formato Baile-Show, onde estilos como o samba, o funk e o rock'n'roll são misturados com pitadas de jazz em uma atmosfera dançante, permeada por temas marcantes e solos catártico.

No início como trio, hoje a banda é formada por 10 músicos, e toca, desde a tradicional formação do rock com baixo, guitarra e bateria até teclas, sopros e percussão.

Entrada gratuita: Os ingressos estarão disponíveis na semana de 21 a 24/11, das 9 às 12 horas e das 14 às 18 horas, no Memorial da Câmara, no Térreo. Caso sobrem entradas, poderão ser retiradas no saguão do Teatro antes do início das apresentações. Informações: (51) 3220-4318.

Confira a programação da 3ª Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres.

Com informações da Página no Facebook da Banda.

*Extended play (EP) é uma gravação em disco de vinil ou CD que é longa demais para ser considerada um single e muito curta para ser classificada como álbum musical.

Sofia participa de atividade cultural no Espaço de Arte Viandantes

Foto Estela Vilanova
Integrante da Comissão de Educação e Cultura na Câmara de Porto Alegre e uma incansável lutadora dessas temáticas, Sofia Cavedon, vereadora do PT da capital, esteve na noite desta quarta-feira, 15, na inauguração da Biblioteca Hessiling do Espaço de Arte Viandantes em Viamão.

Foto Estela Vilanova
Após conhecer o espaço, Sofia participou da atividade cultural que contou com a apresentação do Recital Duo de Cordas, com Paula Bujes e Pedro Huff, e o lançamento do Livro Solde Primavera de Neiva Camillis.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Dilma diz que 2018 será oportunidade para país retomar a democracia

Foto Roberto Stuckert Filho
Não há como aprovar mais medidas antipopulares, como a reforma de Previdência e a venda da Petrobras, elas não passam”, destacou a ex-presidente, ao afirmar que em 2018 golpe pode entrar na terceira etapa

por Redação RBA

Dilma disse que o golpe atual, midiático, parlamentar e institucional, “mata de fome e leva à miséria

São Paulo – A ex-presidente Dilma Rousseff disse hoje (15) no parlamento da União Europeia, em Estrasburgo, França, que em 2018, com as eleições para presidente, a sociedade brasileira terá a oportunidade de interromper o golpe em curso no país, que começou como o impeachment sobre seu mandato, aprovado pelo Senado em agosto de 2016.

Dilma disse que para as elites, as eleições do próximo ano podem representar a terceira etapa do golpe, para prosseguir a agenda de reformas neoliberais. “Não há como aprovar mais medidas antipopulares, como a reforma de Previdência e a venda da Petrobras, elas não passam”, destacou.

Dilma discursou durante 18 minutos, e além de dizer sobre a importância do voto popular para o país retomar a democracia, destacou que a esquerda não tem um Plano B, que o seu único plano é disputar as eleições com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante sua fala, Dilma comparou o golpe civil-militar de 1964 com o atual golpe institucional, parlamentar e midiático. Segundo ela, enquanto o golpe anterior lançava mão da força da repressão, o golpe atual “mata de fome e leva à miséria”.

A ex-presidente disse que o pedido de impeachment, apresentado em março de 2015, surgiu para desestabilizar o seu governo e colocar no Planalto uma pessoa que não teve votos. “A segunda etapa do golpe (depois do impeachment) é executar o programa neoliberal, que muda as relações de trabalho”, afirmou, referindo-se ao decreto do governo Temer que tentou acabar com a fiscalização do trabalho análogo à escravidão.

Dilma citou também a venda de terras a estrangeiros, que também consta da agenda de Temer, e o fim de licitação em venda de patrimônio público. “Esse programa não tem mandato popular. A eleição (de 2014) foi tensa porque havia dois projetos a serem discutidos”, afirmou.

Fonte: Portal da RBA.

“Começa uma longa marcha para reconstruir o país, recuperar direitos, reflorestar as palavras”

Foto Guilherme Santos/Sul21
Livro “Flavio Koutzii, Biografia de um militante revolucionário” (Editora Libretos) foi lançado na Feira do Livro de Porto Alegre. 

Flavio Koutzii: “Tenho o acalanto confortante de ter vivido muito mais do que minhas mortes prenunciavam”. 

“Mesmo no tempo mais sombrio temos o direito de esperar alguma iluminação”. A escolha de epígrafe feita pelo historiador Benito Bisso Schmidt para abrir a biografia de Flavio Koutzii marca o que o biografado acabou definindo como atualidade inesperada da obra. A reflexão de Hannah Arendt, em “Homens em Tempos Sombrios” dialoga com as sombras que voltaram a encobrir o presente e de como alguns exemplos de vida podem lançar alguma luz sobre elas:

“(…) mesmo no tempo mais sombrio temos o direito de esperar alguma iluminação, e que tal iluminação pode bem provir, menos de teorias e conceitos, e mais da luz incerta, bruxuleante e frequentemente fraca que alguns homens e mulheres, nas suas vidas e obras, farão brilhar em quase todas as circunstâncias e irradiarão pelo tempo que lhes foi dado na Terra (…)”.

Foto Guilherme Santos/Sul21
O lançamento de “Flavio Koutzii – Biografia de um militante revolucionário (De 1943 a 1984” (Editora Libretos), no final da tarde de terça-feira (14), foi ele próprio um momento de iluminação. A sala Leste do Santander Cultural ficou completamente lotada, deixando muita gente no lado de fora. Depois, uma longa fila se formou na Praça de Autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre, em busca de uma assinatura do militante revolucionário criado no Bom Fim e que saiu mundo afora para defender os ideais que forjaram sua alma e sua trajetória política. Em um encontro carregado de emoção, autor e biografado falaram sobre o longo e penoso caminho que percorreram para reconstruir a memória de uma vida em tempos sombrios que, numa dramática ironia, voltam a sobrevoar o presente.

Algumas nuvens dessas sombras sobrevoaram recentemente o próprio local onde ocorreu o lançamento do livro. Na abertura do encontro, o jornalista Rafael Guimaraens lembrou o episódio do cancelamento da exposição Queer Museu pelo Santander Cultural. “Há algumas opiniões que defendem que devemos boicotar o Santander. De uma parte, essa não é uma atividade do Santander, mas sim da Feira do Livro, e não haveria tempo hábil para encontrar outro local. Se houvesse o boicote, isso significaria mudar de local toda a programação cultural da Feira. O que estamos fazendo é lembrar o episódio e criticar a postura adotada pelo Santander Cultural”.

Professor do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Benito Schmidt não pode participar presencialmente do lançamento, pois encontra-se nos Estados Unidos em atividade acadêmica. Mas ele gravou um vídeo falando sobre o sentido do livro e acompanhou, pela internet, a fala de Flavio Koutzii e as intervenções do público. A obra, segundo ele, resultou de um encontro entre uma pesquisa acadêmica que buscava um personagem cujo percurso falasse sobre a história latino-americana recente e a disposição de Koutzii em contar um pouco das escolhas feitas por ele e por sua geração e dos valores que as motivaram. “Entender a trajetória do Flavio é entender uma época complexa, onde muitas pessoas fizeram escolhas difíceis, entre elas, a luta armada contra ditaduras latino-americanas”, disse o historiador, que acrescentou:

Foto Guilherme Santos/Sul21
“Esse é um livro acadêmico, mas também é uma obra de intervenção na luta atual contra o obscurantismo e o autoritarismo”.

“A minha experiência é completamente singular, ser biografado e ainda estar vivo”, brincou Koutzii na abertura de sua fala que apontou o caráter doloroso do mergulho que fez em sua própria vida. “Foi um processo de emergência permanente da memória, algo doloroso, pois não há um mecanismo que selecione os momentos de alegria e afaste os momentos de dor. No intercâmbio com o biógrafo, fui aprendendo muito com ele e ele comigo. Esse percurso teve situações dolorosas. Pouco a pouco, vai se percebendo a montagem da minha própria história como se fosse um grande espelho”. À irrupção de dois níveis de memória, somou-se o tema do envelhecimento, acrescentou, lembrando que foram sete anos de conversa para a produção da biografia, lançada agora quando ele está com 74 anos.

No posfácio, intitulado “Sou um deles e todos eles sou eu”, o biografado resumiu assim esse trabalho de mergulho na própria memória:

“A biografia é a implosão da memória, desorganiza a narrativa do biografado, que não sabe como cairão as peças. Se reabre a vida para outra fase – viver coexistindo todo o tempo com a respiração da elaboração biográfica. Passa a ser uma grande incerteza, um maldito labirinto, e estabelece, rapidamente, uma tensão brutal entre o passado e o breve presente. (….) Tenho o acalanto confortante de ter vivido muito mais do que minhas mortes prenunciavam, e mais, ter conseguido (com o que sobrou) juntar os pedaços e fazer caminhos”.

Foto Guilherme Santos/Sul21
Além de interpelar a sua própria memória, contou ainda Flavio Koutzii, o processo de construção da biografia foi sofrendo um deslizamento e começou a se mesclar com os trilhos do presente da política brasileira. “São períodos distintos, mas eles acabam se encontrando no presente. Não tem como não misturar. Essa trajetória acaba interpelando o que estamos vivendo hoje. A minha vivência e a de outros combatentes da minha geração interroga o trágico presente que vivemos. Neste sentido, o livro acabou adquirindo uma atualidade paradoxal e inesperada”.

O biografado destaca dois personagens nesta atualidade: Che Guevara e Lula. “A atualidade de Che não é uma literalidade. Não é que eu ache que devemos partir para a luta armada, mas sim olhar para o símbolo e o exemplo que ele deixou, um exemplo de vida verdadeira, de entrega e de coragem”. No posfácio, Koutzii resume assim o exemplo de Che: “ele lutou, chegou ao poder, renunciou, continuou a lutar e deu a vida”. Quanto a Lula, “ele não é nenhum Che”, frisou, mas é um herói dos nossos tempos que, agora, tem a força moral de, sitiado, caminhar pelo país numa caravana que guarda uma analogia com a caminhada da Coluna Prestes.

Essa atualidade, concluiu, articula a vivência de várias gerações que foram para o olho da tempestade, experiência esta que interroga e trata das lutas de resistência do presente. No texto que encerra o livro, Flavio Koutzii fala sobre essas lutas que se abrem para as novas gerações: “Agora, aqui, começa a longa marcha para reconstruir o país, recuperar direitos, reflorestar as palavras, reler os poemas, ouvir nossas canções”. E, na forma de um PS, lamenta a partida de um companheiro: “Marco Aurélio Garcia, farás muita falta. Pô, logo tu que me recrutaste.”

Fonte: Portal Sul21.

A utopia contra a escola racista, excludente e com partido

Foto Reprodução TVT
Família educa e a escola ensina. Para Macaé Evaristo, esse debate é falacioso: ‘A sociedade, a escola, as instituições, as pessoas, todos nós educamos e deseducamos’.

Racismo, discriminação, inclusão social, o partido por trás da ideologia da Escola sem Partido, reforma do ensino médio, privatização e Emenda Constitucional (EC) 95/2016, que congela investimentos federais e prejudica o setor. Esses e outros temas foram abordados na noite de terça-feira (14) pela secretária estadual da Educação de Minas Gerais, Macaé Evaristo, durante entrevista no primeiro programa Entre Vistas, da TVT.

A partir de perguntas formuladas pela presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, a diretora da Faculdade de Educação da PUC de São Paulo, Madalena Guasco Peixoto, a pedagoga Selma Rocha e o professor do Cursinho da Poli Gilberto Alvarez – com mediação da apresentadora Carol Pinho –, Macaé critica a decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No último dia 4, a ministra negou pedidos da Procuradoria Geral da República (PGR) e Advocacia Geral da União (AGU) para que redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com teor considerado ofensivo aos direitos humanos pudessem ser zeradas.

“Da mesma maneira que você não aceita um erro de concordância, de gramática, acho péssimo poder aceitar que em uma prova do Enem a gente possa promover discursos de ódio, que ferem princípios constitucionais, principalmente em momento de cisão no tecido social brasileiro, como agora”, disse. “Eu avalio essa medida deseducadora quando passamos a ser permissivos com esse tipo de narrativa e a gente volta à origem dessa matriz que estruturou o Estado brasileiro, racista, sexista, machista, excludente, que acha que tem cidadão de segunda categoria.”

Ela considera falacioso o debate sobre o papel da família, de educar, e da escola, de ensinar. “A sociedade, a escola, as instituições, as pessoas, a gente educa e deseduca, em ambientes educadores ou que deseducam. Por exemplo: uma criança aprende sobre racismo na escola. No ambiente familiar ela não tem consciência do racismo. O primeiro ambiente que ela vai conviver fora do ambiente doméstico que ela aprende que tem alguma coisa que a coloca em situação desigual a outras crianças. Então se a gente aprende sobre racismo na escola, a gente também pode aprender a respeitar as outras pessoas independentes da sua origem, raça, condição social, orientação sexual.”

Século 19

Para a dirigente da Educação mineira, a EC 95 equivale a decretos do governo brasileiro do final do século 19, que impedia a escolarização de escravizados. E depois da Lei do Ventre Livre, um decreto que impedia a escolarização de negros libertos.

“Negros só poderiam ter educação se tivessem mais de 14 anos, se fosse no período noturno, e se o professor o aceitasse. Então, para mim, a Emenda 95 é tão destruidora como esses dois decretos, por levar nosso país de volta ao final do século 19. Excluir a maioria das nossas crianças, dos nossos jovens ao direito da educação”, disse.

Na avaliação de Macaé, a ideologia da chamada “Escola sem Partido”, cujo debate avança pelo país, é a de uma escola com partido. “Não querem revelar, mas tem o lado da censura, do atraso, da opressão que se levanta contra um processo de democratização da educação que garantiu a entrada de crianças, jovens e adultos que haviam ficado de fora durante um bom tempo.”

“É perversa porque usa da desinformação, faz um chavão que todo mundo acredita nisso – escola sem partido – mas a escola tem de saber da agenda e das pautas de todos os partidos e todos os movimentos. Não existe uma neutralidade a partir do desconhecimento. O direito de aprender está diretamente ligado a liberdade de ensinar e liberdade de pesquisa. Essa incursão, na verdade, é a mesma que estamos vendo de censura nas artes, a toda produção”.

Primeira negra a ocupar uma secretaria estadual da Educação, Macaé é  responsável pela contratação de 50 mil profissionais de educação e pela criação de um programa estadual discutido com alunos e professores para aumentar atividades extracurriculares em cultura, esportes, saúde, ciência, tecnologia, direitos humanos e educação profissional no ensino médio. Bem diferente do Ministério da Educação de Michel Temer, que “reformou” essa etapa do ensino sem ouvir o que pensa a comunidade.

Fonte: Portal RBA.

Assista a entrevista:

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Educadores fecham as portas da Federasul e exigem audiência, mas governo se esconde


Foto Cpers
Após reunirem-se em frente à sede do CPERS, em Porto Alegre, educadores de diversas regiões do Estado seguiram em caminhada até a Federasul, onde trancaram as portas de acesso ao local como forma de pressão para que o governo recebesse o Comando Estadual de Greve.

“O vice-governador, José Paulo Dornelles Cairoli, veio desta casa. Este prédio, assim como o da FIES, representa os empresários que sonegam impostos que não entram nos cofres públicos para honrar os nossos salários. Desde 2015, quando o governo começou a alegar a crise, estamos denunciando isso. Hoje, viemos aqui dizer para os empresários que o pagamento do 13º salário, até 20 de dezembro, é um direito nosso. Viemos aqui para dizer que assim como os empresários, que sugam o Estado, impedindo que possamos receber nossos salários em dia, parando as nossas vidas, hoje nós vamos para o funcionamento desta casa”, declarou a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer em frente a Federasul.

Os educadores permaneceram no local até o início da tarde, quando seguiram em caminhada até o Palácio Piratini.

No local, professores e funcionários de escola denunciaram o descaso do governo Sartori com os direitos dos educadores e com a educação pública. A categoria já está a 70 dias em greve, sem que o governo apresente uma proposta que atenda as principais exigências do magistério estadual: garantia dos salários pagos em dia, até o último dia do mês conforme prevê a Constituição; garantia do pagamento do 13º salário até 20 de dezembro deste ano e abertura de uma Mesa de Negociação para discutir a recuperação das perdas inflacionárias, que já chegam a 21,85%.

Foto Cpers
Está nas mãos do governo o término da Greve dos educadores

Em frente ao Palácio do Piratini o Comando de Greve Estadual, mais uma vez, solicitou audiência com o governo. Após alguns minutos de espera, o segurança da casa informou que o governo não teria como atender o Comando hoje e que não há previsão para um novo encontro.

“Em Assembleia, decidimos que continuaríamos em greve e hoje já estamos aqui embaixo de um sol escaldante buscando a negociação para tentarmos resolver o impasse. O governo, que investe forte na mídia, não venha falar que tem responsabilidade com os alunos, pois se tivesse nos recebia e apresentava uma proposta decente. A responsabilidade da continuidade da greve tem nome, endereço e CPF, é José Ivo Sartori. O único responsável para cada a dia mais que estivermos em greve.

Queremos somente aquilo que o governo nos retirou nesses três anos: a reposição salarial de 21,85%, pagamento do 13º até o dia 20 e a garantia de que não teremos mais nossos salários parcelados. O governo disse que a partir de agora vai endurecer. Nós estamos acostumados, porque a nossa vida já está muito dura esses três anos. Nós queremos uma ação do governo e essa ação é nos receber para uma negociação de verdade. Continuamos na luta”, afirmou Helenir.

Fonte: Portal do Cpers.

Comissão visita obras da Orla do Guaíba

Foto Andielli Silveira/CMPA
Sofia Cavedon (PT) deseja que a característica do acolhimento do povo que utiliza a orla se mantenha no local. “Que não se tenha uma elitização, que seja um espaço de congraçamento.A parlamentar ainda falou da necessidade da presença de comunicação visual, como orientação de placas de segurança e de educação ambiental. Sofiatambém solicitará uma audiência pública a respeito do uso concedido e a adoção de espaços de comércio na região.

A Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece), da Câmara Municipal de Porto Alegre, visitou na manhã desta terça-feira (14/11) as obras da orla do Guaíba. Os/a vereadores/a foram verificar o andamento do projeto de revitalização do local, na Zona Sul da cidade. Com 90% da obra concluída, a vista para a orla do Guaíba começa a tomar forma na cidade. De acordo com os fiscais Fábio Falkemberg e Oscar Coelho, arquitetos responsáveis pela coordenação da reestruturação do local, a expectativa é entregar tudo pronto até dezembro deste ano, com o prazo máximo até fevereiro de 2018. Para Coelho, as questões de estruturação e ordens técnicas foram todas superadas até o momento.

Foto Andielli Silveira/CMPA
De acordo com ele, a maior parte de infraestrutura está concluída, restando a fase de acabamento de pinturas, paisagismo e alguns pontos internos. Questionado sobre o espaço dedicado ao estacionamento de automóveis no entorno, o arquiteto declarou que é um fator a ser resolvido e que depende também de outros setores públicos envolvidos. “O projeto vai na tendência mundial, não prioriza o automóvel e, sim, o transporte coletivo, pedestres e ciclistas”, disse Coelho. Já Falkemberg destaca que os pontos de acesso à orla do Guaíba agora permitem melhor acessibilidade à população, como o ponto de acesso da Usina do Gasômetro, um dos trechos mais frequentados pelos porto-alegrenses. A iluminação dos 300 metros de piso com pontos de fibra ótica também é mais um destaque do projeto, assim como os balizadores que irão dividir a ciclovia, conforme ele.

Foto Andielli Silveira/CMPA
Quanto à parte comercial, a consultora Alda Lucas, representante da Secretaria Municipal de Parcerias e Estratégias (Smpe), afirmou que a questão está em fase de desenvolvimento. A estrutura apresenta quatro bares ao longo da orla do Guaíba e um restaurante panorâmico em frente à Usina do Gasômetro. “A licitação e a permissão de uso [para os bares e o restaurante] ainda precisam ser feitas. Devem sair até o final do ano”, pontuou Alda.

Fonte: Portal da CMPA.