terça-feira, 2 de junho de 2009

Sofia lamenta a lógica perversa do Camelódromo

A Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e do Mercosul (Cefor) da Câmara Municipal de Porto Alegre reuniu-se, nesta terça-feira (2/6), para tentar uma nova negociação entre os camelôs, atualmente conhecidos como comerciantes do Centro Popular de Compras (CPC), a Prefeitura e o administrador da Verdi Construtora. No encontro ficou assegurado o cancelamento da exigência de emissão de alvará para os auxiliares das bancas e a possibilidade de renegociação das dívidas dos camelôs inadimplentes, para que não haja despejo.

A vereadora Sofia Cavedon, que faz parte do Grupo de Trabalho (GT) que debate propostas para solução dos problemas enfrentados pelos camelôs no CPC, lamentou novamente a lógica perversa desse dito projeto social, onde o Executivo não responde as necessidades mais imediatas para viabilizar a sobrevivência dos camelôs. “Nesse modelo, não dá. Tem de ser subsidiado e investido pelo Governo. É concessão de uma área pública. E tem um sentido, o sentido social. Não é possível que uma senhora como a D. Maria (Dª Maria da Silva Carneiro - Foto), com mais de 70 anos, que sempre sobreviveu vendendo na rua, tenha agora a sua luz cortada devido à inadimplência”, enfatizou.

O presidente da Cefor, vereador Airto Ferronato (PSB), marcou nova reunião para o dia 23 de junho, às 10 horas, na sala 302 da Câmara. Serão discutidas as pautas: andamento do pedido do aporte da Caixa/RS para os comerciantes do CPC; criação de um fundo de emergência da associação dos lojistas junto com a prefeitura; implantação de um Tudo Fácil Municipal; funcionamento do restaurante na praça de alimentação e da garagem.

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