sábado, 28 de abril de 2012

Sarau aborda a adoção

foto mario pepo
foto mario pepo
O mandato da vereadora Sofia Cavedon (PT) realizou nesta sexta-feira (27/4), na CIA de Arte, o sarau “Bonecos e adoção: cultura e humanização”. O evento integrou a XXIV Semana de Teatros de Bonecos, realizada pelo Centro de Referência Teatro de Bonecos RS e pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculos de Diversões do Rio grande do Sul (Sated/RS). O deputado estadual Adão Villaverde (PT) esteve presente.

Alessandra Gudolle falou sobre “Mitos e verdades sobre a adoção” e Maria Cristina da Costa abordou “A experiência da Casa Amarela no acolhimento institucional de crianças e adolescentes”. Sofia disse que há cinco vezes mais pessoas cadastradas para adotar do que crianças a serem adotadas. “O problema são os critérios”, afirmou.

Alessandra contou sua experiência pessoal. Mãe biológica de dois filhos autistas, de oito e quatro anos, ela sempre sonhou em adotar uma criança, mesmo antes de ser mãe pela primeira vez. “Existem vários tipos de gestações, uma delas é a do coração”. Hoje ela tem uma “filha de coração”, com quem mora junto, além de outros “filhos e afilhados espalhados pelo Brasil”. Alessandra faz parte de uma comunidade na rede social Orkut – “Eu quero adotar uma criança” – que aborda temas como motivação para a adoção, adoção de crianças especiais, entre outros. “Já ajudei várias crianças e jovens, que hoje estão adotados. A comunidade conta atualmente com mais de sete mil membros.

Maria Cristina contou que a Casa Amarela, casa de acolhimento, foi fundada em 2000 e abriga jovens de 12 a 19 anos. Ela e o marido Gilmar vinham notando que havia muitas crianças pequenas pelas ruas de Porto Alegre e ficaram preocupados. Um dia, cinco jovens dormiram em frente à sua casa. Foi o início da gestação da Casa Amarela. “Acolhemos os jovens por dois meses na nossa casa”, relembrou Cristina. Depois, vimos a necessidade de ter um espaço maior para eles. Então, fundaram a ONG Instituto Recriar.

Já passaram pela Casa Amarela mais de 60 jovens, sempre de 13 em 13. “Esse é o número ideal para uma convivência harmoniosa”, explicou Cristina. Eles têm acesso à cultura, à saúde física e mental, à aprendizagem, devido às parcerias e grupo de apoiadores. “A Casa funciona basicamente com doações”, diz.

O sarau contou ainda com música de Ubiratan Carlos Gomes, esquetes resultantes das oficinas do Centro de Referência do Teatro de Bonecos RS, e Grupo Camaleão, entre outros.

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