domingo, 27 de maio de 2012

Projeto Jardinar - Convênio pode acabar e prejudicará adolescentes

foto elson sempé pedroso/cmpa 
Presidente da Câmara, do mesmo partido do Prefeito, quer romper com projeto para jovens

Os adolescentes que participam do projeto Jardinar, da Câmara Municipal de Porto Alegre, serão prejudicados com o encerramento do convênio.

O atual presidente da Câmara de Porto Alegre, vereador Mauro Zacher (PDT) está por encerrar o projeto de trabalho educativo com jovens da Associação Beneficente Amurt-Amurtel, que mantém convênio com a Casa Legislativa desde setembro do ano passado (2011).

A ação prejudicará dez jovens em situação de vulnerabilidade social, oriundos do Trabalho Educativo e do Projovem Adolescente, pois, conforme o presidente da Amurt-Amurtel, Luiz Mincarone, “nem o primeiro módulo do convênio será cumprido o que não permitirá que os alunos recebam a certificação”. O convênio foi assinado em 08 de setembro de 2011, na gestão da vereadora Sofia Cavedon (PT-PoA), com o objetivo de qualificar os estudantes carentes da cidade através da educação para o trabalho no campo da jardinagem. 

Veja matéria no Correio do Povo publicada na edição deste Sábado (26).

Projeto social de jovens em risco
foto cristiano estrela/CP
Estudantes que realizam formação na Câmara podem não concluir aprendizado Crédito: CRISTIANO ESTRELA O aprendizado em jardinagem de dez jovens em situação de vulnerabilidade social, previsto para um ano, conforme convênio entre a Câmara de Vereadores e a Amurt-Amusrtel, será encerrado quatro meses antes do prazo, com a negativa da presidência da Câmara em renovar o acordo.

Luiz Mincarone, diretor da Amurt, explica que em 5 de maio de 2011 foi assinado acordo de apoio à formação em jardinagem de dez jovens estudantes entre 16 e 18 anos, selecionados para trabalhar nos jardins na Câmara, recebendo bolsa de R$ 390,00, mais planos de saúde, alimentação, vale-transporte e carteira assinada. Mas um aditivo na documentação atrasou o início do trabalho, que ocorreu em agosto, como seleção de jovens, de diferentes locais da cidade, encaminhados por entidades ligadas à Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc).

Pelo projeto, os jovens receberiam, por um ano, orientação técnica em jardinagem de pessoal contratado. Luiz revela que o primeiro repasse foi em agosto, destacando que o gasto com o projeto foi menor que os R$ 17 mil mensais previstos. Na sua avaliação, o dano maior é psicossocial, além do prejuízo à formação, quase em fase de conclusão. Hoje, os jovens cumprem aviso prévio e trabalham ate 1 de julho, caso a renovação não ocorra.

O diretor-geral da Câmara, Sérgio Gualdi, argumenta que a decisão segue o critério de conveniência e oportunidade avaliados pelo dirigente da Câmara. "Negamos, em razão de não termos conhecimento sobre o regime de seleção desses jovens." Alega que deveria ser aberta possibilidade a outras instituições. "Além do mais, a Câmara não tem por finalidade institucional promover ações sociais dessa natureza."

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