terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Cece volta a debater situação dos alunos surdos do CMET Paulo Freire

A vereadora Sofia Cavedon (PT) questionou a decisão da Secretaria em agrupar todos os alunos surdos da rede municipal de ensino em uma mesma escola e observou que a Salomão Watnick está em processo de ampliação, não tendo ainda ensino para jovens e adultos. Ela também considerou a posição da SME antidemocrática. “A secretaria tenta consolidar uma opinião e presta um desserviço aos alunos surdos”, disse a vereadora, enfatizando que “é extremamente grave o que estamos presenciando, além da indiferença com pais e alunos”.
Foto Jonathan Heckler/CMPA

Alunos querem permanecer no CMET 

A Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre deu seguimento à reunião que tratou, na última terça-feira (11/12), sobre a decisão da Secretaria Municipal da Educação (Smed) de retirar alunos surdos do projeto político-pedagógico do Centro Municipal de Educação do Trabalhador (CMET) Paulo Freire.

De acordo com a Smed, 61 alunos que estudam no CMET Paulo Freire seriam transferidos para a Escola Municipal de Ensino Fundamental de Surdos Bilíngue Salomão Watnick no início de 2013. Ainda de acordo com a secretaria, a intenção é transferir todos os alunos surdos para uma única escola municipal, a Salomão Watnick.

Foto Jonathan Heckler/CMPA
Há cerca de um ano, o CMET Paulo Freire está sediado no prédio antes ocupado pelo colégio Santa Rosa de Lima, na Rua Santa Teresinha, Bairro Santana. O diretor do CMET, Gilberto Maia, disse que a iniciativa da transferência aconteceu por solicitação da Smed. “A partir daí os trâmites começaram, inclusive com reuniões com o Conselho Municipal de Educação”, disse Maia.

A presidente do Conselho Municipal de Educação, Regina Scherer, disse que o Conselho Municipal está envolvido com esse processo desde 2010. "O princípio da gestão democrática está estabelecido legalmente e não vamos abrir mão dele. Não podemos analisar um projeto que não tenha sido aprovado pela comunidade escolar."

Leandro da Silva Lopes, estudante do CMET Paulo Freire, criticou a decisão da SME em transferir os alunos. " Fui informado de que eu terei de mudar de escola no ano que vem. Mas a Escola Salomão não é boa, fica mais longe, e o deslocamento de ônibus é mais demorado. Nossa vontade tem de ser respeitada, queremos ficar no prédio atual.”

No final do encontro, por solicitação do presidente da Cece, ficou acertado que será marcada uma reunião com a secretária Cleci Jurach.

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