segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sofia pede auditoria nas contas da Carris

Foto Marta Resing
Sofia Cavedon (PT-PoA) entrou na manhã desta segunda-feira (03) com representação no Ministério Público de Contas (MPC), entregando documento com diversas denúncias de abandono companhia de transporte público da capital Carris, ao procurador geral do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RS), Dr. Geraldo Da Camino.

Sofia solicita ao TCE a realização de uma auditoria das contas e negócios de gestão da Companhia Carris Porto-Alegrense, em especial as que circundam os dois prédios inacabados, abandonados e se deteriorando, e a grave dificuldade de manutenção dos ônibus rodando, pela indisponibilidade de peças de reposição, denotando sérios problemas financeiros e/ou de gestão.

Conforme a vereadora são evidências verificadas in loco. “Uma avaliação de perto desta situação se faz imperiosa, nessa empresa muitas vezes premiada com destaques de gestão, e principalmente, porque é parâmetro para o controle e avaliação das empresas privadas que tem concessão”, destaca Sofia.

Os problemas denunciados pelos funcionários da empresa: 

Foto Marta Resing
 prédio administrativo levantado sem acabamento e com obras paralisadas há dois anos;
 fundações e primeira laje de uma creche para filhos de funcionários, também abandonada, com risco de queda, com nítido desperdício de recursos públicos;
 problemas na estrutura física da sede como a rachadura na marquise do portão central, apontada para os funcionários como perigosa;
 indicativo de permanente falta de peças de reposição para conserto dos ônibus, sendo que ontem, 02 de dezembro, eram 11 carros parados por falta de peças para reposição; Exemplo é carro número 0781, acessível e com ar condicionado e do ano de 2010, que está servindo de fornecedor de peças de reposição;
 informação que há permanente colocação de carros com a placa “recolhe” que passa em várias paradas sem pegar passageiros, para recuperar tempo para registro nas antenas de monitoramento da EPTC;
Foto Marta Resing
 permanente descumprimento das tabelas de horário por não haver carro para motoristas e cobradores saírem. Ex: carro 158, Rio Branco que nunca sai no horário, linha 525, sempre leva dois horários junto;
 problemas de conforto e manutenção das condições dos carros. Exemplo carro 674, da linha T2: ar condicionado estragado há 4 meses e janelas não abrem, ônibus 257, Campus Ipiranga além de não ter janela e ar não funcionando, chove dentro;
 a empresa aluga quatro contêineres, para uso como arquivo, com custo alto enquanto abandona construção do novo prédio;
 funcionários registram que houve a venda da folha de pagamento em 2007 e agora novamente e os altos recursos seriam investidos nos prédios mas estes estão parados;
 a reposição dos uniformes e fardamentos é descontínua e inadequada, expondo os mesmos ao uso de peças avariadas em serviço;
Foto Marta Resing
 o aumento progressivo dos CCs é apontado também pelos funcionários como gastos excessivos sem condições de serem suportados e vários sem qualificação técnica para ai estar e daí alguns problemas de gestão;
 convênios que angariam recursos como os anúncios nos ônibus - “busdoor” -, as multas como da Volkswagen, não tem controle de aplicação de conhecimento dos funcionários, além de mesadas passadas do orçamento da prefeitura.