quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Oposição quer explicações da Prefeitura sobre alagamentos e danos do conduto Álvaro Chaves

Matéria publicada no Portal da Rádio Guaíba 720AM 

Pedido de comparecimento de representante do Executivo na Câmara será avaliado na próxima segunda-feira 

Foto Divulgação Web
Um dia após o temporal inundar dezenas de vias em Porto Alegre, a oposição protocolou pedido para que a Prefeitura preste esclarecimentos sobre as obras realizadas para evitar alagamentos. Os vereadores vão questionar, por exemplo, sobre as condições do conduto Álvaro Chaves, que custou R$ 59 milhões e não aguentou o volume de água, disse a vereadora Sofia Cavedon (PT/PoA).

A parlamentar revelou ter suspeita de que mais de 20% do projeto original do conduto foi alterado durante a execução das obras, o que pode ter reduzido o custo e a qualidade. Além disso, Sofia disse acreditar que a limpeza das bocas de lobo pelo Departamento de Esgoto Pluvial (DEP) e o recolhimento do lixo pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) são deficientes, o que prejudica o escoamento da água.

A vereadora lembrou ainda que os problemas causados pelo temporal atingiram vários pontos da cidade. Informou que na Restinga Velha, extremo Sul da Capital, por exemplo, dezenas de moradores enfrentaram meio metro de inundação dentro de casa. O pedido de comparecimento de representante da Prefeitura na Câmara será avaliado na próxima segunda-feira pela mesa diretora da Casa.

Ouça o áudio: Vereadora Sofia Cavedon (PT)

Fonte: Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba 

Na tribuna da Câmara

Foto Lauro Alves/Agencia RBS
Na sessão plenária desta quinta-feira (21), Sofia Cavedon também falou sobre o Conduto Álvaro Chaves: “Uma obra dessas, com mais de dois metros de altura, não pode correr o risco de ruir”. Sofia espera que o Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) seja mais presente na cidade. “Os serviços de descontinuidade do DEP têm trazido muitos prejuízos a Porto Alegre.”

Sugeriu que haja, na semana que vem o comparecimento do DEP e da Smov à Câmara Municipal para analisar como está sendo tratado o escoamento de água e o que já está previsto para promover a manutenção e ampliação dos sistemas de drenagem pluvial. “A prefeitura tem que ter um plano de ação emergencial de trabalho”, afirmou.

Fonte: Portal da CMPA.