quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Transporte Coletivo – Aumento das passagens

Na tribuna da Câmara de Porto Alegre, na sessão plenária desta quarta-feira (20/02), Sofia  propôs que o valor da passagem de ônibus seja congelado por um ano. Ela lamentou que Porto Alegre esteja no topo das tarifas mais caras, onerando o custo de vida dos trabalhadores, e pediu que a Câmara debata o tema com muita atenção. “É pólvora pura, pois, quanto mais caro e ruim o transporte coletivo, mais carros circularão pela cidade”, acrescentou.

Sofia alertou ainda que as empresas de transporte coletivo já estão se beneficiando da redução do valor da energia elétrica e existe lei federal desonerando a folha de pagamento, o que permitiu a Canoas reduzir cinco centavos em sua passagem.

Buscando informações no MP sobre a cautelar que impede qualquer aumento da passagem

Foto Angelisa Silveira
A vereadora Sofia Cavedon e o vereador Marcelo Sgarbossa, ambos do PT da capital, reuniram-se com o diretor de Controle e Fiscalização da Supervisão de Auditoria Municipal do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Dr. Leo Arno Richert, que afirmou que o município segue impedido de reajustar as passagens de ônibus, pois tramita no TCE uma Medida Cautelar que está em análise no órgão. O encontro foi nesta terça-feira (19/02) na sede do TCE.

Com o aumento solicitado pelas empresas de 3,30 reais, a passagem de Porto Alegre será a mais cara de todas as capitais. Conforme Sofia, hoje ela é a segunda mais cara, só perdendo par São Paulo que hoje tem o maior valor.

Os vereadores também lembraram que em Canoas o prefeito diminui o valor da passagem em 0,5 centavos ao invés de aumentar, mesmo prevendo inflação. Sofia destaca ainda que a prefeitura não se manifesta sobre a nova Legislação Federal, em vigor desde janeiro deste ano, que desonera a folha de pagamento das empresas e que, segundo o Tribunal de Contas, com a retirada da frota reserva, possibilitaria até a redução da passagem e não o aumento abusivo proposto.

Alguns critérios para aumento de passagens:

Distâncias percorridas, estado das ruas, frota...entre outras. Claro que os critérios para região metropolitana não são os mesmo para a capital, lembra a vereadora, “mas mesmo assim o valor que a prefeitura quer cobrar é muito elevado se tirar como referência outras capitais e o exemplo de Canoas”, salientou.

Um dos critérios/cálculo que é feito para aumentar a passagem é a frota operante, só que a prefeitura faz um cálculo pela frota total; que são os ônibus que ficam na reserva. Isso não pode, segundo Leo Richert. “A prefeitura alega que estes ônibus da reserva são bastante usados”, ressalta Sofia.