sexta-feira, 8 de março de 2013

Mulheres denunciam violações nas obras da Copa em Porto Alegre

Manifestantes pedem maior participação popular no reassentamento das famílias despejadas graças à duplicação da Avenida Tronco

Foto Divulgação JNMC
Cerca de 700 mulheres da Via Campesina, do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) e do Levante Popular da Juventude realizam nesta sexta-feira (8) ações de protesto contra a duplicação da Avenida Tronco, realizada para a Copa do Mundo. As moradoras da região também participam do ato, que integra a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres do Campo e da Cidade / 8 de março.

As manifestantes denunciam violações de direitos humanos e sociais, caracterizadas pelo despejo forçado das 1500 famílias que moram no leito da Avenida. O ato começou com uma concentração na esquina da Rua Padre Nóbrega com a Avenida Cruzeiro às 9h e terminou por volta do meio-dia, na frente do Departamento Municipal de Habitação (Demhab).

De acordo com Adélia Azeredo Maciel, integrante do Comitê Popular da Copa, o grupo havia planejado entrar no Demhab, onde entregariam um documento para o diretor, Everton Braz. No entanto, ao chegarem no local, encontraram os portões fechados e a Guarda Municipal armada em frente ao prédio. Por se tratar de um protesto pacífico, as mulheres preferiram não insistir. Mas logo o diretor foi ao pátio e conversou com elas. “Ele se comprometeu com a gente. Combinamos de montar uma equipe e ele está a disposição para nos receber e conversar”, relatou Adélia.

Nesta manhã, também como parte do Jornada Nacional, um grupo de cerca de 500 mulheres do MST ocuparam a sede do INCRA em Porto Alegre. Elas buscam visibilizar a pauta geral do movimento, reivindicando maior agilidade na aquisição de terras, marcação de lotes e fornecimento de água potável para as famílias assentadas.

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