quarta-feira, 10 de abril de 2013

Os 100 piores dias do governo Fortunati

Na tribuna da Câmara desta quarta-feira (10/04), Sofia Cavedon (PT), afirmou ser emblemático e simbólico um novo governo fazer o balanço de seus 100 primeiros dias.

A vereadora citou o Jornal do Comércio que apontou os 100 piores dias do governo Fortunati. “De fato, foram três meses bastante turbulentos”, salientou ao dizer que um dos principais problemas da atual administração foi a falta de diálogo com a população.

Conforme Sofia, três problemas se destacam: a trincheira da Anita Garibaldi, o corte de árvores na Usina do Gasômetro e o aumento das passagens dos ônibus urbanos. Nestas três situações, disse Sofia, houve importante reação da cidade, que reclamou da falta de diálogo com a prefeitura.

Fonte: Portal da CMPA.

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Trechos extraídos da matéria publicada no Portal Sul21, desta quarta-feira (10/04).

Foto Ederson Nunes/CMPA
...Sofia Cavedon (PT) também destaca o aumento de cargos em comissão. “O Governo fechou 2012 com um déficit orçamentário de R$ 59 milhões e muito se deve aos crescentes gastos com cargos comissionados. Mesmo assim, no final do ano aprovou um aumento de R$ 8,5 milhões anuais com CCs. Há uma distribuição de cargos para garantir uma grande coalizão”.

Os cem dias de governo Fortunati foram marcados por vários grandes protestos, por dois motivos diferentes: o corte de árvores em frente à Usina do Gasômetro para alargar a Avenida João Goulart e o aumento das passagens de ônibus. Nos dois a Prefeitura acabou tendo, ao menos temporariamente, que ceder aos apelos da população, graças a decisões judiciais.

Sofia Cavedon também afirma que atual gestão municipal é autoritária, especialmente porque busca acelerar obras da Copa e não debate com a comunidade. “Houve problemas com a comunidade na obra do Gasômetro com o corte de árvores, mas também há na Anita Garibaldi, na Vila Tronco. É um governo que busca agilizar obras sem mediação com a comunidade, sem buscar alternativas para preservar o meio-ambiente. É uma gestão autoritária”, afirma.

Ela também critica a condução da Prefeitura quanto aos protestos contra o aumento da passagem. “Define o aumento sem dialogar com a sociedade, depois diz que vai dialogar e chama entidades estudantis que sequer faziam parte do movimento contra o aumento. Isto revela o caráter autoritário da administração”, afirma a petista.

Sobre ação do MPC referente a Arena do Grêmio

...em janeiro deste ano o Ministério Público ajuizou ação questionando na Justiça o fato de a Prefeitura ter assumido – de forma sigilosa, segundo o órgão — contrapartidas que cabiam à OAS no empreendimento da Arena e seu entorno. “A minha avaliação é de que o Governo Fortunati, agora eleito prefeito, explicitou ter mais compromisso com a especulação imobiliária, com grandes empreendimentos, que com o desenvolvimento harmônico”, afirma Cavedon.

“A Arena ainda tem um interesse esportivo e de entretenimento, mas haverá shopping, prédios residenciais, são grandes empreendimentos privados que ficarão sem contrapartida. Ao lado, há uma comunidade extremamente carente e o Programa de Entrada da Cidade está atrasado. Mostra a priorização do capital privado”, completa a vereadora.

Leia a íntegra da matéria no Portal Sul21.