sexta-feira, 24 de maio de 2013

Carris: paralisação expõe problemas do transporte público de Porto Alegre

Foto Divulgação Gabinete
Da frota de 371 ônibus da Companhia Carris Porto-Alegrense, maior empresa de transporte de Porto Alegre, apenas seis saíram da garagem na manhã desta sexta-feira (24). A rotina de 150 mil passageiros foi afetada por conta de um protesto dos rodoviários da empresa pública, que denunciaram perseguição interna por meio de demissões por justa causa e uma possível privatização da Carris. Os funcionários foram às ruas a fim de manter o dissídio conquistado em negociação no começo do ano e evitar a venda de 10% das linhas radiais para a iniciativa privada.

Funcionários denunciam que número de CCs na Carris triplicou nos últimos anos

Foto Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
A fiscalização dos serviços da Carris é feita por monitores treinados e remunerados por Função Gratificada. De acordo com Alceu Weber, este é um dos cargos que incham a empresa pública e acabam aumentando os gastos do transporte coletivo. “Existe hoje o triplo de Cargos em Comissão do que oito anos atrás. Eram 16 cargos, hoje são 53. Os vencimentos de alguns chegam a R$ 10 mil. Além das Funções Gratificadas, existem 47 monitores no quadro e 83 cargos na folha. Onde estão? Então fica muito fácil produzir custo e justificar depois o gasto excessivo para ter o aumento tarifário”, argumenta o servidor.

Gestores municipais relacionam dificuldades da Carris com necessidade de reajuste tarifário 

Foto Divulgação Gabinete
A discussão sobre o valor da tarifa está dependendo de decisão judicial, desde o acolhimento da liminar do vereador Pedro Ruas para suspensão do reajuste de 2013, em abril. O tema parece estar preocupando os gestores municipais, pois estava na ponta da língua de todos que estiveram reunidos com os rodoviários nesta sexta-feira. Ao deixar a conversa sobre a paralisação dos servidores, todos utilizaram o mesmo argumento. “Tem que fazer parte desta discussão o valor da tarifa de ônibus. Não existem altas isenções, nem dinheiro público que garanta um trabalho de qualidade”, disse Sebastião Mello.

Leia a íntegra da matéria no Portal Sul21.