quinta-feira, 16 de maio de 2013

Justiça autoriza derrubada de árvores na Avenida Beira-Rio em Porto Alegre

Foto Mario Pepo
Sofia Cavedon acompanhou a deisão junto com o movimento ambientalista, lideranças da região e movimentos sociais, que lutam contra a derrubada das árvores. Às 21h desta quinta-feira (16/5), o Movimento Ocupa Árvores  realizará ato de resitência com apresentações culturais, ao lado da Câmara de Vereadores.

Arte Julhana B. Pohlmann/Júlia P. de Mattos
E nesta sexta-feira (17/5), Sofia  informa que está agendada audiência com o Procurador–Geral de Justiça do Ministério Público do RS, Dr. José Barrôco de Vasconcellos, às 14h30min, no MP/RS (Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, nº 80, 14º Andar, Torre Sul), quando será solicitado ao órgão, recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) no caso das árvores.

Manifestantes seguem acampados em área próxima ao Gasômetro.

A Justiça gaúcha decidiu, na tarde desta quinta-feira (16), pela liberação do corte das árvores na área da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. A decisão da 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) foi unânime – e a derrubada de cerca de 115 árvores para a continuidade das obras de ampliação da Edvaldo Pereira Paiva pode ser retomada a qualquer momento. Não há data prevista para o recomeço das obras.

Os votos favoráveis foram do relator Carlos Eduardo Duro, da presidente da Câmara Cível, Maria Isabel Souza, e do desembargador Eduardo Kraemer. Entre os argumentos usados durante o julgamento, está o fato de que as árvores, além de exóticas, foram plantadas em uma área de aterro – ou seja, não são alvo de preservação e podem ser removidas em prol do desenvolvimento da cidade.

Para Cesar Cardia, a argumentação utilizada para justificar a liberação foi “assustadora” 

O julgamento foi acompanhado por ambientalistas que, mais do que decepcionados com o resultado da votação, se disseram assustados com a argumentação utilizada. Para Cesar Cardia, integrante da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Nacional (Agapan), vindas da Justiça “essas ideias deixam a gente estupefato”. Cardia opinou que “esta é uma obra sem necessidade”, e que a via pode existir sem que a vegetação seja removida. “A situação só pode ser revertida outra vez se a população não permitir a derrubada”, completa Cardia.

Leia a íntegra da matéria no Portal Sul21.