sábado, 15 de junho de 2013

Porto Alegre protesta contra o Estatuto do Nascituro

Foto Divulgação Gabinete
A distância entre as instituições e os direitos da mulher, nos faz marchar mais uma vez!Sofia Cavedon.

O estatuto do nascituro obriga a mulher vítima a dar curso à gestação, proíbe o aborto inclusive para fetos com anencefalia - retrocessos na lei, mais violência contra a mulher! - Campanha Ponto Final na Violência contra as Mulheres e Meninas.

Manifestantes vão às ruas em Porto Alegre 

Centenas de manifestantes se reuniram no Parque da Redenção, em Porto Alegre, neste sábado (15) para protestar contra o Estatuto do Nascituro, projeto de lei considerado pelos movimentos sociais um retrocesso para o direito das mulheres. O PL 478/07, aprovado na Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados na semana passada, pode proibir o aborto mesmo em casos de estupro e risco de vida para a grávida.

Foto Divulgação Gabinete
A proposta determina que os direitos do embrião devem ter “absoluta prioridade” e proíbe a “incitação” do aborto. Além disso, o projeto estabelece que as grávidas vítimas de violência sexual recebam pensão de seus agressores e, nos casos em que eles não sejam encontrados, o Estado garanta auxílio para as mulheres. O PL ainda precisa ser aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para depois ser votado pelo plenário e seguir para o Senado.

Foto Muriell Custodio Krolikowski/Sul21
Para Paolla Ungaretti, uma das organizadores do ato na capital gaúcha, é importante que a mulher tenha o direito de escolha. Ela explica que quem defende a legalização do aborto não planeja “obrigar” as grávidas a realizarem um aborto, bem pelo contrário. A questão é a autonomia da mulher sobre seu próprio corpo. “Muitas mulheres morrem por abortos clandestinos, e se o estatuto passar, vão morrer mais ainda”, lamenta.

De volta ao Arco, os participantes aplaudiram o ato e se reuniram para escutar as palavras finais de algumas das organizadoras. No megafone, elas explicaram que a luta não terminava ali. Os protestos irão continuar enquanto o Estatuto avançar. Ecoado pelos presentes, um dos gritos resumia a indignação das mulheres: “A nossa luta é todo dia, contra o estatuto, pela autonomia”.

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