quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Mercado Público – Sofia pede audiência pública para conhecer as novas medidas

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Na tribuna da Câmara de Porto Alegre nesta quarta-feira (07/8), a vereadora Sofia Cavedon (PT-PoA), pediu para que a Casa realize um encontro público para que o Executivo Municipal apresente todas as medidas novas que estão sendo tomadas em relação ao Mercado Público, sobre segurança, conforto e desburocratização. “Estamos órfãos do Mercado Público de Porto Alegre, lugar de encontro, lugar de patrimônio cultural, lugar de manifestações sociais, lugar de aquisição de produtos que não se encontram em lugar nenhum com a qualidade que têm e com o perfil do pequeno negócio familiar”, destaca.

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Sofia lembrou que muitos aspectos dos problemas do Mercado já foram pautados pela oposição, em muitos momentos, em muitas Comissões da Casa. “Quando discutimos, por exemplo, a ocupação do Largo Glênio Peres, estamos tratando do Mercado Público, daquele lugar, daquela ambiência, da proteção como patrimônio. Quando debatemos a cessão do Largo para a Coca-Cola - nós e o movimento social -, um dos temas que nós ouvimos dos permissionários era a insatisfação com as melhorias ou com a burocracia na solução dos problemas do Mercado Público”, salienta a vereadora.

Ela continua afirmando: lembro muito bem dos problemas dos banheiros, que até hoje não estão solucionados totalmente, a reforma lenta, que não se compreende porque o Mercado tem um Fundo. Tinha que ter uma forma menos burocrática de dinamizar os recursos daquele Fundo, para que o Mercado, que recebe milhares de pessoas todo o dia, fosse um primor de limpeza, de capacidade de acolhimento. Já falei do elevador, com péssimas condições para as pessoas com deficiência; da dificuldade com o telhado, sim, porque o telhado tinha goteiras em muitos pontos, e nós, vereadores da oposição, levantamos isso em vários momentos.

Monumenta

O que nos assusta, enfatiza Sofia, é que perdemos o Monumenta. Quero trazer aqui, em nome da Bancada do PT, o nosso carinho, o nosso abraço a toda a equipe do Monumenta que sofreu um baque. O Monumenta é um programa que faz a mediação dos recursos federais com a preservação dos bens culturais da nossa cidade. Toda a memória do Monumenta estava ali, os computadores queimaram totalmente. A UAMPA teve todos os seus registros queimados. Muitos nichos do Mercado sofreram um baque importante.

É obvio, continua a vereadora, que chama a atenção da cidade o fato de o Plano de Prevenção de Incêndio não estar aprovado; o fato de não se pensar medidas que, num incêndio iniciado à noite, imediatamente sejam acionadas; o fato de que tivemos autorização de mezanino em restaurantes - recebi essa denúncia -, que são vetados pela regra do Mercado Público. Então, tem puxadinhos, tem ajustes muito complicados naquele Mercado.

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A grande aprendizagem dessa tragédia é de que se trate com muito mais preciosismo, com muito mais profissionalismo aquele lugar, porque ele acolhe milhares de pessoas. Vazão vai ter, são quatro portas, não é essa a questão, a questão é todo o patrimônio cultural. Sei que foram perdidos muitos discos de vinil. O pessoal da feira do disco de vinil guardava os discos naquele lado, apenas uma pessoa tinha colocado o disco de vinil na noite anterior na exposição, os outros perderam todas as coleções que vendiam no Mercado Público. Nós temos um patrimônio imenso a preservar naquele lugar, não pode faltar um dispositivo que largue água, que acione um alarme, um alarme geral. É obrigatório em condomínios ter seguro e alarme.

Sofia finalizou pedindo à Casa que fosse marcada em uma Comissão, uma prestação de contas da Prefeitura de todas as novas medidas que estão sendo tomadas para o Mercado Público. “Elas tem que proteger as pessoas e os bens culturais que lá estão. Não pode ser no modelo que vinha sendo aplicado até então”, frisa a vereadora.

Fonte: Câmara Municipal de Porto Alegre.