sábado, 28 de setembro de 2013

Candidatos à presidência do PT debatem em Porto Alegre

O PT se questiona: que partido o Brasil precisa para aprofundar as mudanças? E nós queremos mais justiça social, cultura, democracia - por isto apoiamos Paulo Teixeira.” – Sofia Cavedon

Por Samir Oliveira/Sul21

Foto Sofia Cavedon
Os seis candidatos à presidência nacional do PT expuseram suas ideias na noite desta sexta-feira (27/9) em Porto Alegre. O quinto debate do Processo de Eleições Diretas (PED) do partido ocorreu no plenário da Câmara de Vereadores e contou também com a presença de candidatos aos comandos estadual e municipal da legenda.

Com maior ou menor intensidade, todos os candidatos defenderam que o partido intensifique uma agenda política à esquerda, tanto em suas instâncias internas quanto no programa de governo a ser construído para a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição em 2014. Outros pontos mencionados por todos os adversários foram a modificação da política de alianças, as manifestações de junho deste ano, a democratização da comunicação, a relação entre o partido e os governos petistas, e a modificação de procedimentos internos.

“O PT precisa estar à esquerda do governo”, defende Paulo Teixeira 

Foto Ramiro Furquim/Sul21  
O deputado federal Paulo Teixeira começou seu discurso elogiando o governador Tarso Genro – que pertence à mesma corrente que ele, a Mensagem ao Partido -, a quem ele creditou o feito de ser o único a “conceder o passe livre a todos os jovens” e “abrir a cancela dos pedágios privados”. Para ele, o Rio Grande do Sul “demonstra que tem uma política contra o neoliberalismo dos anos 1990”.

O parlamentar defende o que chama de Revolução Democrática para o PT nacional. “Na política de alianças, temos que começar com os partidos com os quais temos identidade programática na esquerda. Se não for assim, ao invés de nós mudarmos o Brasil, os aliados é que irão nos domesticar”, entende. Ele criticou a submissão do PT ao senador José Sarney (PMDB) no Maranhão. “Não podemos aceitar que Sarney ligue para a direção nacional do PT pedindo para que se retire da televisão um programa partidário”, disse.

O deputado também fez coro às críticas ao ministro da Comunicação Paulo Bernardo. “Precisamos ter nitidez política, para que um filiado nosso não dê entrevista à revista Veja afirmando que o PT é contra a liberdade de expressão, como fez Paulo Bernardo”, disparou.

Paulo Teixeira ainda lamentou a permanência de Cândido Vaccarezza na presidência da comissão sobre reforma eleitoral. E afirmou – apontado para os aliados de Jairo Jorge no plenário – que “todos votaram pela expulsão de Vaccarezza da comissão, menos o Campo Majoritário”. Ao final do discurso, o deputado disse que “o PT precisa estar à esquerda do governo”.

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