terça-feira, 3 de setembro de 2013

Greve dos Professores - Somos solidários

Veja abaixo a Declaração de voto da Bancada do PT referente a Moção de Solidariedade aos professores em greve*, aprovada por unanimidade, na sessão plenária da Câmara de Porto Alegre nesta segunda-feira (2/8). (Clique em cima da imagem para ler)



Transcrevemos abaixo a manifestação de Sofia Cavedon na tribuna da Casa Legislativa da capital:
Foto Francielle Caetano/CMPA

Solidariedade é muito pouco para os professores do Estado do Rio Grande do Sul, porque o que esses professores enfrentaram, em especial nos governos ditatoriais, no último Governo, o Governo Yeda, de implantação da meritocracia, da tentativa de terminar com o plano de carreira, de esvaziamento das equipes pedagógicas – isso, sim, aconteceu; um esvaziamento brutal das equipes pedagógicas das escolas, um abandono da estrutura física e um arrocho salarial que leva a categoria dos professores estaduais a estar muito longe do salário digno que merece.

Somos solidários aos professores estaduais; tanto somos que o Governo do Estado do Estado do Rio Grande do Sul se nega a mexer no Plano de Carreira, mesmo que às vezes a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) dê a entender que é importante fazer. Nega-se a mexer no Plano de Carreira mesmo que todos os estados que dizem que pagam o piso o tenham feito para fazer a demagogia de dizer que estão pagando o piso.

O Governo do Estado não vai transformar o piso em teto e os professores estaduais estão compreendendo que alterar a sua condição de indignidade impetrada por governos de direita - esses sim, traidores da Educação - só vai ser resgatado em médio prazo, porque não existe mágica em curto prazo.

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, em todos os itens que a categoria propôs, no Congresso do CPERS que eu assisti também, atendeu a todos os itens, todos: abonou as faltas, as implicações no Plano de Carreira, que tanto o Governo Rigotto como o Governo Yeda aplicaram à categoria; terminou com o SAERS (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Rio Grande do Sul), que era reivindicação da categoria; está aplicando o Plano de Carreira recuperando as promoções que nunca mais aconteceram, só aconteceram no Governo Olívio e depois não aconteceram no Governo Rigotto e não aconteceram no Governo Yeda. O Plano de Carreira era profundamente desrespeitado! Sem promoção o professor não tem salário digno.

O atual Governo do Estado acelera, como nenhum governo fez, a recuperação salarial dos trabalhadores em educação. O comparativo está aqui nestes gráficos, e diante de fatos não há contestação. Aqui está o gráfico que diz que em quatro anos os professores terão 76,68% de aumento, sendo que 50% desse aumento real - não é aumento real, é recuperação de perdas do achatamento que essa categoria vem sofrendo com ajustes com o estado mínimo.

Comparando com os governos anteriores, Yeda e Rigotto, é patético: 24%, 26% perderam até para a inflação, enquanto nós recuperamos 50% de aumento real.

Então não tem mágica, os professores estão em grande minoria em greve porque sabem disso, porque sabem que há grande investimento e recuperação física das escolas, porque sabem que há investimento em equipamentos, que há investimento no trabalho pedagógico com muita formação.

Sofia Cavedon – PT/PoA 

* Proposta apresentada pela Bancada do PSOL.