domingo, 29 de setembro de 2013

Manifestantes ocupam Rua Luciana de Abreu em defesa de casarões antigos

"Todos que se importam com uma cidade sustentável e que prioriza a qualidade de vida, apoiam a preservação das casas da Luciana de Abreu - cá estou!" – Sofia Cavedon 

Foto Sofia Cavedon
Música, projeções em vídeo e pessoas de todas as idades, moradores ou não do bairro Moinhos de Vento, marcaram o Pare na Luciana, evento criado e divulgado via Facebook, com o objetivo de sensibilizar autoridades para a preservação do casario, construído na década de 1930, na Rua Luciana de Abreu

Nesta segunda-feira (30/9), o Ministério Público vai recorrer da decisão que, ao negar o valor histórico das construções da Luciana de Abreu, permitiu à empresa Goldsztein dar início à construção de um edifício de 16 andares no local.

Foto Sofia Cavedon
— Estamos confiantes, e na expectativa de uma atitude administrativa da prefeitura que considere a vontade da população local de preservar estas casas — disse o presidente da associação Moinhos Vive, Raul Agostini.

O evento, que começou por volta das 16h de dominmgo (29/9), contou com apresentações musicais e projeções de vídeo.

A escritora Carol Bensimon, que redigiu o manifesto contra a demolição das casas que está sendo divulgado nas redes sociais, comemorou a adesão da população.

Foto Divulgação Gabinete
Nos últimos dias, a construtora destacou que a documentação apresentada pelo MP não traz novidades ao processo, iniciado há 10 anos, que teve parecer favorável à Goldsztein. A construtora lembra que as casas ficaram de fora do inventário do patrimônio cultural do município, que prevê a conservação de 127 imóveis do Moinhos de Vento. O advogado da construtora, foi procurado por ZH entre às 17h e 20h30min, para comentar a manifestação, mas não atendeu às ligações.

Fonte: Portal da Zero Hora.