terça-feira, 29 de outubro de 2013

Conduto Álvaro Chaves coloca a cidade em risco, alerta Bancada do PT

Foto André Ávila-CP Memória
Inaugurada em 2008, ao custo de R$ 59 milhões, a maior obra de drenagem da Capital voltou a apresentar falhas colocando em risco a segurança de cidadãos e da infraestrutura da cidade. No sábado (26/10), um buraco com mais de dois metros de profundidade, na rua Dr. Timóteo (entre Tobias da Silva e Marquês do Herval), surpreendeu os portoalegrenses.

O problema tem como origem a obra do conduto Álvaro Chaves-Goethe, cuja estrutura já havia rompido em fevereiro devido às chuvas, quando a estrutura do duto (calculada originalmente para suportar 13 metros³ por coluna d’água) rompeu com um índice de apenas cinco metros³.

Foto Tonico Alvares/CMPA 
Porém, tais fatos não chegam a ser nenhuma surpresa. Desde 2005, a Bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) denuncia que a alteração no projeto original de engenharia, concebido em 2000, além de ter aumentado o custo em R$ 17 milhões, eliminou as medidas de segurança previstas inicialmente.

O relatório do Conselho de Engenharia (Crea-RS) é muito claro: “O uso de metodologia hidráulica foi insuficiente na mudança do projeto; o uso de critérios estruturais e construtivos foi inadequado; a execução da obra se deu com dificuldade operacional; a gestão da execução da obra foi uma gestão frágil com concepção de gestão de projeto com aspecto difuso [...] não compatíveis com a boa técnica construtiva.”

Por isso, a Bancada do PT na Câmara Municipal, mais uma vez, vem a público denunciar que a obra do conduto Álvaro Chaves, tal como executada, coloca sob risco de desmoronamento o asfalto de toda a estrutura que reveste a tubulação, ao longo dos seus mais de 15 quilômetros.

Em face disso, a Bancada do PT defende: 

1. que a Prefeitura de Porto Alegre contrate empresa para realizar uma reavaliação completa de todo o percurso, custeado pelo consórcio que realizou a obra, com o acompanhamento da Comissão Externa designada para a avaliação do primeiro rompimento;
2. que a Prefeitura exija do consórcio a reconstrução de todos os pontos que forem apontados pela avaliação;
3. que órgãos de controle, como os Ministérios Públicos Estadual e de Contas, investiguem as condições em que a obra foi realizada e responsabilizem aqueles que colocaram a cidade em risco.

Bancada do PT na Câmara Municipal de Porto Alegre.