quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Ciclistas realizam bicicletada contra mudança no Plano Cicloviário da Capital

Foto Vicente Carcuchinski/CMPA 
Ato foi contra revogação da obrigação de investir 20% das multas em ciclovias e educação 

Estamos com os ciclistas: não há acordo com a desvinculação dos recursos das multas de trânsito com a construção de ciclovias! Recebi, pela Mesa Diretora da Casa, documento deles contra o projeto de lei do executivo que tramita neste sentido.” – Sofia Cavedon 

Foto Vicente Carcuchinski/CMPA 
Em uma "bicicletada" na noite desta terça-feira (12/11), ciclistas protestaram contra proposta de alteração no Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI) de Porto Alegre. O alvo do grupo é um projeto da prefeitura que busca revogar o dispositivo responsável pela destinação de 20% da arrecadação com multas para construção de ciclovias e campanhas educativas.

As cerca de 30 pessoas que participaram do ato saíram do Largo Zumbi dos Palmares por volta da 19h30min e percorreram ruas do bairro Cidade Baixa. Na sequência, se dirigiram ao Paço Municipal, onde entregaram uma petição com mais de 2 mil assinaturas a uma servidora do governo municipal.

Foto Vicente Carcuchinski/CMPA 
Quase uma hora depois do início, os ativistas chegaram à Câmara de Vereadores — onde foram recebidos pela vereadora Sofia Cavedon (PT). Também foi entregue uma cópia da petição e feito um convite para que os parlamentares pedalem com o Massa Crítica em uma sexta-feira pelas vias da Capital.

— Estou recebendo em nome da mesa diretora e encaminharei ao presidente, doutor Thiago (Duarte, chefe do Legislativo) — afirmou Sofia, chamando o projeto do Executivo de "traição à luta do movimento".

O vereador Marcelo Sgarbossa (PT), que fez o trajeto junto do grupo, definiu as reivindicações dos ciclistas como a busca de "um outro modelo de cidade":

— (O movimento) Têm um simbolismo, ele representa as pessoas que optaram pelo uso da bicicleta. Essa luta é para que não haja um retrocesso na lei.

O projeto do Executivo também propõe a criação de um fundo para o PDCI. O argumento da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) é que a lei ignora o investimento proveniente de contrapartidas, que ultrapassaria o equivalente ao percentual exigido.

Fonte: Portal da Zero Hora.