segunda-feira, 31 de março de 2014

Aprovada a criação do Parque do Gasômetro sem o rebaixamento da avenida

"Mais uma derrota ontem do sonho de uma cidade para as pessoas - atenção para os parlamentos conservadores, que priorizam o tal do progresso do cimento e dos automóveis, que sustentam governos assim - em maioria neste Brasil, que só vamos mudar com a reforma da política Constituinte Exclusiva Já!" - Sofia Cavedon

Emenda que previa rebaixamento da avenida João Goulart para unificar áreas verdes foi rejeitada pelo Legislativo 

Os vereadores de Porto Alegre aprovaram o projeto de lei que cria do Parque do Gasômetro, ontem, durante sessão marcada pela polêmica entre a base do governo e militantes de movimentos sociais que ocuparam as galerias do Legislativo.

Ambientalistas criticaram a rejeição de rebaixamento da avenida 

Tristemente rejeitada a emenda do rebaixamento da João Goulart e a realização de concurso para qualificar o Parque Gasômetro - sai a Lei com uma via de seis pistas no meio.” – Sofia Cavedon 

O principal motivo de descontentamento foi a rejeição da emenda proposta por integrantes do PT que previa o rebaixamento da avenida João Goulart para passagem de veículos. Apesar da derrota neste item, os manifestantes comemoraram a inclusão da Usina do Gasômetro no parque – no texto original, o Executivo justificou a ausência afirmando que o espaço já integra o Parque da Harmonia. A emenda que prevê o impedimento do uso da Praça Júlio Mesquita como estacionamento foi aprovada. O texto segue agora para sanção do prefeito José Fortunati (PDT).

Foto Elson Sempé Pedroso/CMPA
Com o projeto aprovado ontem, o Parque do Gasômetro terá como limites a Usina do Gasômetro, as praças Brigadeiro Sampaio e Júlio Mesquita, além da área que atualmente é propriedade da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), entre a rua Washington Luiz e a avenida João Goulart, em frente à Câmara. Além da delimitação da área e do impedimento de estacionamento na praça, os legisladores também aprovaram uma emenda que determina que o projeto urbanístico para integrar a Usina do Gasômetro às outras áreas do parque deverá privilegiar pedestres e pessoas com deficiências em relação aos veículos – proposta considerada uma alternativa à derrota na emenda que previa o rebaixamento. A previsão de realização de concurso público para o projeto de revitalização do espaço, apresentada por Sofia Cavedon (PT), também foi rejeitada.

Para os vereadores da base do governo e os independentes, a aprovação da matéria foi uma vitória para a cidade.

Foto Elson Sempé Pedroso/CMPA
Porém, para os integrantes da oposição, a aprovação da criação do parque não teve gosto de vitória. Além de criticar a rejeição da emenda sobre o rebaixamento da via, a oposição utilizou a tribuna para repudiar o corte de oito árvores no entorno da Usina do Gasômetro para o seguimento das obras de duplicação da avenida Beira-Rio – a retirada dos vegetais, ocorrida na madrugada de ontem, foi autorizada, após batalha judicial de um ano entre o Ministério Público e o Executivo. “Este projeto é insuficiente para a nossa cidade, e o governo parece não ouvir o que diz a população”, reclamou Sofia Cavedon (PT).

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