segunda-feira, 24 de março de 2014

Audiência Pública Parque do Gasômetro

"O movimento ambientalista quer o rebaixamento na avenida João Goulart, a integração das praças e o concurso público para a revitalização da praça." - Sofia Cavedon

Arte Mario Pepo
Sofia apresenta emendas ao Projeto do Parque do Gasômetro que será votado nesta quarta-feira 

Proposta de rebaixamento da avenida João Goulart para integrar áreas verdes e realização de concurso público para a elaboração do projeto, são as duas emendas apresentadas pela vereadora Sofia Cavedon (PT/PoA) ao Projeto de Lei Complementar (PLC) 20/2013, que institui o Parque do Gasômetro. 

A proposta será votada na quarta-feira (26/3) na Câmara Municipal de Porto Alegre. O projeto surgiu após o movimento Ocupa Árvores, gerado no conflito entre o Executivo, associações de moradores, ambientalistas e o Ministério Público sobre os limites da área no entorno da Usina do Gasômetro para a duplicação da avenida Beira-Rio. O projeto prevê como limites do parque as praças Brigadeiro Sampaio, Júlio Mesquita e a área que atualmente é de propriedade da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), entre a rua Washington Luiz e a avenida João Goulart, em frente à Câmara.

Conforme Sofia a primeira emenda de sua autoria solicita a interligação do parque com a orla do Guaíba, através de um rebaixamento da avenida João Goulart. “Esse projeto compensa a perda do debate sobre a duplicação da Beira-Rio e a retirada das árvores do Gasômetro (no entorno da usina). O governo buscou a negociação e está delimitando a área. Mas o que nos falta é a integração entre a orla e as praças. Se isso não for feito agora, que pelo menos haja uma previsão”.

Já na segunda emenda ao projeto, a parlamentar petista institui a realização de concurso público para a elaboração do projeto do Corredor Parque do Gasômetro. Para Sofia a proposta valoriza os arquitetos locais impedindo a dispensa de concorrência como o Executivo Municipal fez, chamando de fora do estado um especialista que não conhece a cidade e muito menos discute com a população.