terça-feira, 18 de março de 2014

Governo ainda não entendeu a importância estratégica de valorizar as Monitoras

Foto Marta Resing
Bravas monitoras, mobilizadas e aguerridas, procuramos fortalecê-las e representá-las na dura luta com o governo, que ainda não entendeu a importância estratégica de valorizá-las!” – Sofia Cavedon 

Após lotarem o auditório Ana Terra da Câmara de Vereadores, na manhã desta terça-feira (18/3) para a audiência da Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público Municipal, a tarde as monitoras foram para frente da Prefeitura, enquanto a Comissão de Negociação reunia-se com o Vice-prefeito da capital e com a Secretária de Educação de Porto Alegre.

Foto Marta Resing
No encontro com o governo municipal, após mais uma rodada de manifestações em defesa da valorização das monitoras, foi formado um Grupo de Trabalho (GT) que no mesmo momento construiu uma nova proposta para a categoria, frente a posição irredutível do Executivo de mudar o padrão seis para sete da categoria.

Foto Marta Resing
Conforme Sofia Cavedon, vereadora do PT que acompanha a luta das trabalhadoras desde 2007, a nova proposta é que a Prefeitura dê um abono até o final deste ano, sendo que a partir de janeiro de 2015 passe a categoria para o padrão sete. É preciso esclarecer que a ideia de o padrão sete vigorar em 2015 ainda será avaliado pelo Prefeito, conforme o documento. “A mudança de padrão só vai sair com muita pressão”, afirma a parlamentar.

Foto Marta Resing
As monitoras reuniram-se a noite em assembleia geral com as direções da Atempa e do Simpa. Até o momento desta publicação ainda não tínhamos o resultado final do encontro.

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Na manhã desta terça-feira (18/3), dezenas de monitores de escolas infantis do Município estiveram no plenário Ana Terra, da Câmara Municipal de Porto Alegre. A reunião foi chamada pela Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) e pela Frente Parlamentar em Defesa do Servidor Público Municipal e do Serviço Público de Qualidade para discutir a manutenção do veto à isonomia salarial da categoria, que paralisou as atividades durante todo o dia.

Foto Marta Resing
O veto parcial do Executivo, que foi mantido pelo plenário da Casa em votação no dia 12 de março, diz respeito à emenda nº 1, de autoria da vereadora Sofia Cavedon (PT), que altera a proposta original de modo a garantir aos atuais detentores do cargo de monitor, com formação de Ensino Médio, a isonomia de remuneração salarial, padrão 7, em relação aos detentores de cargos que possuem nível superior. 

Representando a Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (Atempa), Silvana Moraes lembrou que a categoria se encontra em estado de greve. “A Prefeitura estabeleceu um compromisso de construir junto com a gente uma proposta que contemple os interesses das monitoras. Só falta agora a mudança da matriz salarial. É isso que estamos buscando”, disse.

Pelo Sindicato dos Municipários (Simpa), Silvana Conti sugeriu a realização de uma Audiência Pública para que a Secretaria Municipal da Educação (Smed) faça prestação de contas. “São mais de mil CCs (cargos em comissão) na Prefeitura. Como é que eles não têm R$ 200 para aumentar a faixa salarial das monitoras? Falta vontade política para valorizar a educação”, afirmou.

Foto Francielle Caetano/CMPA
Quando se abriu espaço para as falas do público, as monitoras ressaltaram que trabalham 12 horas por dia para cuidar das crianças atendidas nas escolas infantis, e que isso não é considerado ilegal pela Prefeitura. Também foi lembrado que o Executivo ofereceu dinheiro em gratificações, o que comprovaria que não existe o problema financeiro alegado pela Prefeitura.

Vice-presidente da Cece, Sofia Cavedon alertou para a possibilidade de radicalização do movimento. “As monitoras estão em estado de greve, mas o relato que estão dando aqui é que tem feito de tudo para não deixar a população desguarnecida. Se as coisas não avançarem, é possível que as escolas fiquem totalmente fechadas”, disse a vereadora da oposição.

No começo da tarde desta terça-feira (18/3), a questão da isonomia salarial de monitores de escolas infantis da Capital voltaria a ser discutida em uma reunião marcada para o Paço Municipal com representantes da categoria, Prefeitura e da Câmara.

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