quarta-feira, 16 de abril de 2014

Ato Público dos Municipários cobra abertura de negociação

Foto Divulgação Simpa
Mobilizados pelo Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), servidores públicos da Capital ocuparam o Paço Municipal na manhã dessa quarta-feira (16) para protestar contra o governo municipal, que ainda não abriu a negociação da data-base 2014 e não apresentou nenhuma resposta à pauta de reivindicações. O Ato Público foi definido na Assembleia Geral, realizada no início do mês de abril, com mais de 2.000 servidores, e que deu início a Campanha Salarial deste ano.

Na terça-feira (15), a reunião com o Comitê de Política Salarial da Prefeitura não avançou em nenhum dos itens da pauta. A direção do Simpa prepara a convocação de uma nova Assembleia Geral dos municipários, para definir os rumos da mobilização da categoria.

Monitoras participam do Ato e continuam na luta pela gratificação 

Foto Divulgação Atempa
Numa mobilização crescente, a luta das monitoras é pela gratificação de R$ 600,00, apresentada pelo prefeito Fortunati no ano passado, até a aprovação do plano de carreira que contemple o Padrão 7 para todas. “Não vamos nos intimidar com as ameaças da Smed. Queremos a gratificação até a mudança de padrão. O Fortunati diz que não tem dinheiro para a categoria, mas tem para a Copa”, afirmou a monitora Luciana Rodrigues de Souza durante o Ato Público.

Outros representantes estiveram no protesto, defendendo o fim da discriminação e da violência contra as mulheres e a devolução dos descontos efetuados na greve da saúde em 2011.

A Cooperativa CrêSer também pediu a palavra para reivindicar a manutenção do EJA em sua instituição. Eles pedem para a prefeitura a nomeação de cinco professores para o seu quadro, que se encontra defasado.

Principais itens da pauta 2014:

• Reajuste salarial de 20% referente às perdas salariais e o IPCA integral;
• Reajuste do vale alimentação para R$ 23,00 extensivo aos aposentados(as);
• Cumprimento da Lei nº 11.080 que prevê o reajuste do piso salarial, imediatamente à alteração do salário mínimo;
• Implantação de um plano de carreira com isonomia salarial que não retire direitos e garanta ascensão funcional para toda categoria;
• Gratificação temporária até que se implante a isonomia salarial no Plano de Carreira, no valor de R$ 600,00 para todos(as) os(as) trabalhadores(as) que não têm gratificação, incluindo aposentados(as) e celetistas. (SMAM, SMOV, SMURB, DMLU, DEP, DEMHAB, SMIC, SME, FASC, SEDA, SMDH, SMC, Governança, Comunicação, Monitoras e Funcionários(as) de Escolas;
• Criação de legislação municipal que regulamente o grau máximo de insalubridade aos trabalhadores(as) da saúde e seu pagamento imediato;
• Implantação imediata de um plano de saúde extensivo aos familiares e aposentados(as).

Fontes: Portal do Simpa e da Atempa.