domingo, 6 de abril de 2014

Descomemorando os 50 Anos do Golpe - Escolha mudar a política

Sofia Cavedon, vereadora petista da capital, participou ativamente das atividades de descomemoração dos 50 anos do golpe militar no Brasil. Durante a semana Sofia integrou-se a campanha em apoio ao Plebiscito Popular pela Constituinte. A campanha do mandato - Escolha mudar a política - visa construir, junto com a sociedade civil e organizada, a instalação do Comitê de Porto Alegre para organizar o Plebiscito que será realizado na semana de 7 de setembro.

Bar do Antonio foi reduto de militantes da resistência
Notícia da edição de 07/04/2014 do Jornal do Comércio

Os calouros dos anos sessenta na UFRGS - em encontro no tradicional bar do Antonio na semana das descomemorações - seguem refletindo conosco as conjunturas e as lutas - sempre jovens, portanto!” – Sofia Cavedon 

Foto Divulgação Gabinete
Espaço era ponto de encontro de universitários na mobilização contra a ditadura militar 

Ativistas que combateram o regime militar voltaram a se reencontrar no campus central da Ufrgs

Até a década de 1970, o Bar do Antonio era ponto de encontro de estudantes e militantes que estudavam no campus Central da Ufrgs, onde funcionava a maioria dos cursos oferecidos pela universidade – inclusive o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), conhecido por formar um núcleo crítico ao regime militar.

Nas mesas do estabelecimento, os frequentadores discutiam arte, debatiam ideias políticas, planejavam manifestações e, em alguns casos, formavam grupos que, posteriormente, se tornaram guerrilhas armadas. Muitos dos antigos clientes do Antonio, que hoje são professores, políticos, se reuniram no local para relembrar os acontecimentos daquela época, atendendo ao convite do deputado estadual Raul Pont (PT), que participou da luta armada através do grupo Política Operária (Polop).

O encontro que reuniu ex-estudantes que frequentaram o Bar do Antonio durante os anos 1960 foi marcado por rememorações do período que sucedeu o golpe militar.

Leia a integra da matéria no Portal do Jornal do Comércio.

 Ato de Descomemoração 50 anos do golpe

Painel "50 anos do golpe civil-militar de 1964" analisa contexto político que levou à deposição de Jango 

Foto Thanise Melo/Agência ALRS 
A interferência dos ciclos históricos de desestabilização política na América Latina na construção do golpe militar de 1964, a defesa da revisão da Lei da Anistia e a expectativa positiva quanto ao interesse da juventude na elucidação da história recente do país foram os temas desenvolvidos no painel “50 anos do golpe civil-militar de 1964”, ocorrido na quinta-feira (3), no plenarinho da Assembleia Legislativa. 

Promovidas pela bancada do PT na Assembleia Legislativa, PT do Rio Grande do Sul e Fundação Perseu Abramo, as palestras do ex-deputado Flávio Koutzii e do secretário de Cultura de Brasília, Hamilton Pereira da Silva, integraram o ato “Descomemoração do Golpe Civil-Militar de 1964”, que também contou com lançamento de obras literárias.

Foto Thanise Melo/Agência ALRS 
O evento foi conduzido pelo deputado Raul Pont, que elogiou a série de atividades desenvolvidas pelo governo do Estado e instituições sobre a passagem dos 50 anos da queda do governo João Goulart. “A ditadura de 1964 provocou que a esquerda tradicional se repensasse, pois o que conhecia do Brasil era muito precário. Temos de dar importância à teoria, ao estudo, ao debate, temos muito que aprender e ensinar. Uma coisa que estes 50 anos nos ensinaram é que temos de ter atenção é com a direita. Na esquerda, nós nos ajeitamos“, refletiu.

O evento foi aberto com o lançamento da Revista Perseu Especial – 1964-2014: Cinquentenário do Golpe, e da reedição do livro e “Pau de Arara – A Violência Militar no Brasil” (1971), de Bernardo Kucinski e Ítalo Tronca. 

Saiba mais no Portal do PTSul.

 Veja também: 
50 Histórias do Golpe - Ubiratan de Souza (história 3) 

O PT/RS publica, a partir do dia 1º de abril de 2014, quando a sociedade brasileira descomemora os 50 anos do golpe militar de 1964, uma série de 50 histórias sobre o período da ditadura. A terceira história é de Ubiratan de Souza, hoje dirigente petista, que participou da luta armada na Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), do Capitão Carlos Lamarca.