sexta-feira, 16 de maio de 2014

Alteração da Lei das ERBs e o perigo para a população

Foto Divulgação Gabinete
Está prestes a ser votado na Câmara Municipal de Porto Alegre, o projeto de Lei do Executivo que altera a legislação sobre as Estações Rádio Base (ERBs). A proposta encaminhada ao Legislativo, no fim do ano passado, prevê alterações na Lei nº 8.896, de 26 de abril de 2002, ampliando os locais para instalações de antenas de telefonia.

Para aprofundar o debate, a Bancada do PT participou da reunião, realizada nesta sexta-feira (16/5), com o professor Álvaro Salles, da Ufrgs, e com a conselheira da Agapan, Ana Valls, que ratificaram os sérios riscos para a saúde da população caso seja aprovado o projeto da prefeitura. “Mexer na atual Lei das Antenas de Rádio Base é permitir a regularização de irregularidades e colocar ainda mais risco para a população”, afirmaram.

Foto Site Baguete
Professores destacam perigos no uso do celular 

O professor Álvaro Salles alertou que o maior perigo é manter o aparelho de celular encostado no corpo, em especial à cabeça. Isso porque, conforme estudos, para cada milímetro que se afasta o aparelho da cabeça, decresce o perigo da radiação no cerébro do usuário. Salles citou estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde, que relacionam o aumento de câncer na carótida ao uso excessivo de celulares. Como forma de diminuir riscos, o professor aconselha o uso de celulares apenas quando não tiver um telefone de linha fixa próximo; evitarem a utilização de equipamentos tipo wireless, além das operadoras escolherem frequências com menores riscos à saúde humana e obedecerem normas e limites de segurança. 

A conselheira da Agapan, Ana Valls, destacou os principais tópicos da “Carta de Porto Alegre”, produzida em 2012 e encaminhada aos governos municipal, estadual e federal, contendo, entre outras sugestões, a adoção de alternativas tecnológicas adequadas, mediante, por exemplo, a utilização preferencial de meios que se utilizam de fibras óticas e cabos coaxiais; a redução a exposição da população a este tipo de radiação; e que seja proibida a localização de antenas das operadoras próximo a áreas residenciais, hospitais e creches, ou direcionadas aos mesmos.

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