quinta-feira, 22 de maio de 2014

Asafom cobra mais repasses da Prefeitura a entidades que cuidam de crianças

A grande rede de atendimento da criança e do adolescente comunitária está mobilizada por melhorias nos convênios. Pelo menos o repasse integral do Fundeb, direito das instituições de educação infantil! Sofia Cavedon 

Foto Desirée Ferreira/CMPA
A Associação de Apoio ao Fórum Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Porto Alegre (Asafom) cobrou da Prefeitura reajuste nos valores que são repassados às entidades que trabalham com a proteção à infância e juventude. O presidente da Associação, Pedro Sergio Correa da Silva, que ocupou a Tribuna Popular da Câmara Municipal nesta quinta-feira (22/5), afirmou que atualmente há mais de 450 associações credenciadas organizando as entidades civis em defesa da criança e do adolescente em Porto Alegre.

O presidente relatou que há defasagem em quase todos os convênios. Segundo ele, a defasagem no valor dos recursos repassados chega a 47% na Educação Infantil, 48% no Serviço de Apoio Socioeducativo (Sase), 36% no Trabalho Educativo, 58% na Casa Lar e 21% no ProJovem.

Foto Desirée Ferreira/CMPA
Silva afirmou que "todos os anos as entidades passam por processos estressantes para garantir o repasse das verbas pela prefeitura de Porto Alegre". Ele relatou que as mais de dez reuniões com a prefeitura municipal nos últimos meses não trouxeram avanços significativos para a regulamentação dos repasses. "Estamos pedindo somente o mínimo para podermos trabalhar e nem isso temos assegurado pelo governo municipal", afirmou. O presidente da Asafom pediu para que todos os vereadores intercedam pela associação junto ao poder público municipal, "para que o futuro dos jovens esteja assegurado".

Foto Mario Pepo
Sofia Cavedon (PT) cumprimentou os dirigentes da Asafom e lembrou que em Porto Alegre há uma rede de atendimento à educação bem definida. "É uma rede que faz da capital uma cidade diferente de qualquer outra", afirmou. A vereadora ressaltou o esforço autônomo das entidades civis que exercem um trabalho de orientação às crianças e adolescentes sem nenhuma prioridade política do governo municipal.

A vereadora criticou o poder público por não recompor perdas históricas à educação municipal. Sofia pediu que a prefeitura negocie juntamente com a entidade e que priorize a educação e os jovens da capital.

Fonte: Portal da CMPA.

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