sábado, 7 de junho de 2014

Presença de Dilma e Lula no Encontro do PT gaúcho consagra pré-candidatura de Tarso à reeleição

Foto Mauro Schaefer/CP 
Com a presença das duas maiores estrelas nacionais do Partido dos Trabalhadores, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT gaúcho lançou, na noite desta sexta-feira (06), a pré-candidatura à reeleição do governador Tarso Genro (PT), da sua vice, Abgail Pereira (PC do B), e do concorrente ao Senado, ex-governador Olívio Dutra (PT).

O ato, que reuniu partidos aliados – PTB, PROS, PC do B, PTC, PR e PPL, ocorreu durante o 21º Encontro Estadual do PT do Rio Grande do Sul, realizado no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa, que também homologou as pré-candidaturas proporcionais, entre elas a de Sofia Cavedon, vereadora da capital.


O Encontro também foi acompanhado pelos ministros gaúchos Miguel Rossetto, do Desenvolvimento Agrário, e Henrique Paim, da Educação.

Antes de começar o ato político foram exibidos os depoimentos da presidente Dilma, do governador Tarso e do presidente nacional do PT, Rui Falcão, que foram veiculados no programa do PT na televisão. Também foram exibidos os memes de Tarso feitos a partir de uma foto vistoriando obras da Corsan. Além disso, foi veiculado o jingle da campanha eleitoral de 2010 de Tarso. Enquanto isso, os militantes ensaiaram cantos para receber os pré-candidatos ao Planalto e ao Piratini: “1, 2, 3 é Dilma outra vez, 1, 2,3,4 é Tarso outra vez”.

Olívio e a importância da política

Foto Ramiro Furquim/Sul21
Mais aplaudido de todos, o ex-governador Olívio disse que Dilma e Tarso “expressam um projeto que faz bem para o Brasil e para o Estado”. O presidente de honra do PT gaúcho destacou, ainda, a importância da política para implantar ações em prol da população. “A política é a construção do bem comum com o protagonismo das pessoas, com a ideia de que o Estado tem de funcionar bem para todos, senão para a maioria”, concluiu, sob os gritos de “Olívio, Olívio…”.

Foto Ramiro Furquim/Sul21
Contagiado pela empolgação da militância com Olívio, Tarso fez um discurso entusiasmado. Em sua manifestação, o petista defendeu as políticas implantadas no campo econômico e social dos governos Lula e Dilma. Sobre sua chapa, o chefe do Piratini disse que é “a consolidação da unidade, que é programática, de princípios e de mudanças”. Já em relação a sua gestão, o governador disse que, com ajuda dos aliados, resgataram o crescimento do Estado. “Ninguém vai derrotar o Rio Grande porque a derrota da nossa coligação seria a derrota do Rio Grande”, finalizou ele.

Lula cutuca adversários 

“Toda vez que um tucano fala em choque de gestão, sei que o trabalhador vai entrar pelo cano” 

Foto Ramiro Furquim/Sul21
Presidente nacional de honra do PT, o ex-presidente Lula começou seu discurso de 20 minutos saudando a volta de Olívio na disputa eleitoral. “Fiquei muio feliz de você voltar a concorrer a um cargo público. A tua presença lá (Senado) vai engrandecer a tradição gaúcha”, elogiou. Apesar de garantir que não falaria mal da mídia, não resistiu: “Por conta do tratamento que a imprensa tem dado ao governo da Dilma, o povo brasileiro não sabe 30% do que o governo da Dilma está fazendo”. Disse, ainda, que tem se dedicado a conversar com as pessoas que “falam mal do governo” e do PT para mostrar os avanços no país desde a sua gestão, que começou em 2003, até administração da presidente Dilma.

O ex-presidente, que foi bastante aplaudido, ressaltou o aumento da geração de empregos com carteira assinada, do crescimento econômico e dos avanços sociais, ao mesmo tempo em que fez referência às ações do governo Tarso dentro desse mesmo cenário. “Nós temos instrumentos e argumentos para eleger a Dilma, o Tarso, o Olívio”, frisou ele, acrescentando que é preciso “preparar nossos militantes”, para que saibam os avanços ocorridos no Brasil a partir do seu governo. Contudo, ele admitiu que há ainda muito o que fazer no país. Mesmo sem tocar no nome do senador Aécio Neves, pré-candidato a presidente pelo PSDB, Lula cutucou o político: “Toda vez que um tucano fala em choque de gestão já sei que o trabalhador vai entrar pelo cano”, referindo-se a uma das principais bandeiras defendidas pelo principal partido de oposição à administração petista. Dilma sai em defesa do seu governo 

Nem na ditadura se confundia Copa com política

Foto Ramiro Furquim/Sul21
A presidente Dilma encerrou o ato, assumiu o microfone disposta a defender com unhas e dentes seu governo. Em 50 minutos de manifestação, ela enumerou obras pelo Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul, e falou sobre sua afinidade com o Estado, que a acolheu, já que é mineira de nascimento. “Eu sou uma brasileira privilegiada: sou ao mesmo tempo mineira e gaúcha. Em Minas Gerais, tem minhas origens, mas aqui no Rio Grande do Sul estou em casa”, confessou ela.

Antes de entrar nas ações do seu governo, elogiou Olívio por quem confessou“ter um fraco”, uma vez que foi secretária de Minas e Energia do ex-governador e também por admirar “sua dignidade”. “Me deu imensa alegria ver o Galo Missioneiro nessa eleição”, afirmou ela. Para entrar nas realizações do seu governo, a presidente começou dizendo que queria conversar sobre “as batalhas que vamos enfrentar”. Ela declarou que se na primeira eleição de Lula “a esperança venceu o medo”, agora “a verdade vai vencer toda essa quantidade de mentira e desinformação espalhadas pelo país”, referindo-se às críticas a sua gestão. Além de destacar a redução da desigualdade, Dilma citou a criação de programas sociais, os reajustes do salário mínimo e a geração de empregos com carteira assinada, que, segundo ela, alcança o número de 20 milhões.
Também citou obras de infraestrutura especialmente no Rio Grande do Sul, como a Rodovia do Parque, a construção de moradias do programa Minha Casa Minha Vida e o Polo Naval de Rio Grande.

Aproveitou ainda para dar um recado aos quem duvidam que as construções da ponte sobre o Rio Guaíba e do metrô de Porto Alegre saiam do papel. Ela prometeu que as duas obras serão realizadas. “Nós temos um atestado de fazer obras, ninguém poderá dizer que não vamos fazer. Nunca se investiu tanto no Rio Grande do Sul, em parceria com o governo do Estado”, afirmou ela, referindo-se às ações já feitas em solo gaúcho.

“Nem na ditadura se confundia Copa com política. Quando estávamos presos, durante uma Copa, ninguém torceu contra o Brasil”.

Para finalizar seu discurso, tocou em um dos assuntos mais polêmicos do momento: a Copa do Mundo. Apesar de muitas das obras estarem sendo realizadas na véspera da competição, ela garantiu que os investimentos não sendo feitos em virtude da Copa, citando como exemplo a ampliação de aeroportos. “Tudo isso é legado brasileiro, não foi para atender a Copa. É padrão Brasil, não é padrão Fifa”, concluiu Dilma, sob muitos aplausos.

Com informações do Portal Sul21.