quarta-feira, 23 de julho de 2014

Margs ganha mais espaço

Foto Osmar do Prado e Silva
Uma notícia que vai alegrar a cena cultural do Rio Grande do Sul: o Museu de Arte do Estado (Margs) será ampliado, com um prédio anexo. – Sofia Cavedon.

Há seis décadas, a então Casa das Molduras abrigava a exposição Arte brasileira contemporânea, a primeira mostra que marcou a consolidação do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs). No evento, em 1955, o então diretor e fundador da instituição, Ado Malagoli, reuniu obras de 33 pintores. Sessenta anos depois, ocupando um espaço de 5,5 mil metros quadrados e com 850 artistas no acervo, o Margs conquista um velho desejo de várias gestões: um prédio anexo.

Foto Marco Quintana/JC
Gaudêncio Fidelis, diretor do Margs, celebra aniversário do museu com futura expansão 

Localizado atrás do museu, o antigo edifício da Receita Federal sempre foi alvo de anseio de diretores anteriores, mas uma ideia que nunca se concretizou por razões políticas. O atual estágio das negociações se deve a questões espaciais. O local ainda está ocupado por funcionários da Receita. Apenas essa questão impede a ocupação do edifício pelo Margs. “A Receita Federal se pronunciou inteiramente a favor. Esse imóvel tem vias arquitetônicas que dialogam e demonstram clara vocação para ser uma continuidade do museu”, confirma Angelo Oswaldo, presidente do Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram).

Oswaldo anunciou ainda que o anexo terá uma coleção dedicada a Carlos Azevedo Moura, conhecido como Carlito Moura, possuidor de um legado de objetos provenientes da imigração europeia no Rio Grande do Sul. Fidelis explica que, “com esse anexo, o Margs dará o salto que precisa. Teríamos a possibilidade de ampliar a reserva técnica, que está chegando no limite do espaço, aumentar ainda a área de restauro e conservação e, essencialmente, a de exposições”. Ele informa também, caso isso não se concretize, o museu pode parar de aprimorar o acervo. Segundo Fidelis, otimista, a ideia é ocupar a área nova até 2015. Entretanto, para Oswaldo, presidente do Ibram, o prazo é curto demais.

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