terça-feira, 12 de agosto de 2014

Ocupação Iluminados Por Deus - Reintegração de posse acontece de forma tranquila na Zona Sul de Porto Alegre

Foto Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21 
Sofia Cavedon, vereadora do PT da capital, teve importante papel de mediadora para que a reintegração de posse no terreno da Avipal fosse de forma pacífica e para que as famílias fossem encaminhadas para programas de moradia. “Foram várias reuniões com órgãos públicos que trataram do encaminhamento de moradia dos ex-ocupantes da área da Avipal. O Governo do Estado está se propondo a pagar o segundo período de aluguel social, até conseguirem as casas”, informa a parlamentar.

Batalhão de choque da BM acompanhou operação, mas não chegou a entrar no terreno 

As famílias que ocupavam o terreno da antiga Avipal, na Zona Sul de Porto Alegre, foram despejadas na manhã desta terça-feira (12). A ação aconteceu de forma pacífica, com o efetivo da Brigada Militar acompanhando os oficiais de justiça que anunciaram a reintegração de posse. Os moradores se reuniram após ser notificado e optaram por sair com tranquilidade, colocando seus pertences nos caminhões fornecidos pela proprietária da área.

Foto Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21 
O processo começou por volta das 8h e deve seguir durante a tarde. Os acessos das estradas João Salomon e João Vedana à Avenida Cavalhada foram bloqueados pela EPTC para realizar o despejo.

Na manhã desta segunda-feira (11), foi realizada uma reunião dos moradores com representantes do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), que se comprometeu a auxiliar com aluguel social no valor de R$ 300 ou encaminhar as famílias para albergues. Durante a tarde, uma equipe da Secretaria de Habitação do Estado (Sehabs) cadastrou as pessoas para encaixá-las em programas de moradia a médio ou longo prazo.

Apesar da manhã começar com clima tenso, com alguns moradores sendo impedidos pela Brigada Militar de entrarem no terreno ocupado há pouco mais de um mês, as negociações para a reintegração aconteceram de forma tranquila. “Não queremos conflito maior, as pessoas não vão exatamente resistir, mas muitas não têm para onde ir”, explicou a moradora Sthefany Paula.

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