segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Sindicato Radialistas RS lamenta desrespeito à categoria

Foto Cristiane Moreira/CMPA
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão do Rio Grande do Sul (Radialistas RS), Antonio Edisson Peres, o Caverna, esteve presente, na tarde desta segunda-feira (22/9), na Tribuna Popular da Câmara da Capital, para ressaltar o Dia do Radialista, comemorado ontem (21/9), e falar sobre os baixos salários e a falta de registro profissional.

Segundo Peres (conhecido como Caverna), a classe patronal não respeita a categoria. “Essa direção vem fazer enfrentamento ao capital, à RBS e à ausência do cumprimento da lei que diz que precisamos de registro para exercer a profissão de radialista”, anunciou.

“A RBS é a empresa dos baixos salários”, criticou o sindicalista. De acordo com ele, o primeiro objetivo é a luta pela campanha salarial. Conforme os dados trazidos pelo orador, 70% dos funcionários da companhia ganham até três salários mínimos. “Como a RBS mantém o monopólio da comunicação no Estado, a empresa acaba puxando os salários para baixo”, explicou.

Falta de registro 

Outro problema citado por Peres diz respeito aos trabalhadores que não possuem registro profissional e trabalham em meios de comunicação. “O exercício ilegal da profissão é crime. Queremos mostrar que não viemos para brincar. Não fomos eleitos para brincar com a classe de radialistas”, afirmou. “Alguns trabalhadores acham que podem entrar pela porta dos fundos.” Conforme Peres, já houve reunião com a Polícia Civil e com o Ministério Público para tentar resolver a questão.

De acordo com ele, será feito pedido à Polícia Federal para que haja abertura de inquéritos contra empresas que acreditam que qualquer um pode ser radialista. “A maioria das empresas comandadas pela RBS permite que qualquer pessoa assuma uma mesa de rádio. No entanto, isso é para profissionais. A categoria precisa ter dignidade, já que a classe patronal não faz por isso”, disse. 

Fonte: Portal da CMPA.