domingo, 23 de novembro de 2014

Parada Livre e Marcha Lésbica celebram a pluralidade dos corpos em Porto Alegre

Foto Filipe Castilhos/Sul21
O mandato da vereadora Sofia Cavedon (PT) esteve presente na Parada Livre que aconteceu neste domingo, na Redenção em Porto Alegre. Sofia está participando da Conferência Nacional de Educação (Conae) em Brasília.

Todos os anos, um dia do mês de novembro traz novas cores para o Parque da Redenção, em Porto Alegre, com a celebração da Parada Livre. Em sua 18ª edição, o evento, além de ter ares de festa, é também instrumento de luta e reivindicação de direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs). Neste ano, a Parada aconteceu junto com a 8ª Marcha Lésbica e teve como tema “Todo Corpo é Político”.

Em uma mistura de ato e festa em que chama atenção a pluralidade de corpos, nenhum slogan poderia ser mais apropriado. Neste domingo (23), milhares de pessoas marcharam, dançaram e assistiram às performances de mais de 30 artistas, em sua maioria drag queens, transformistas, transexuais e travestis.

Foto Filipe Castilhos/Sul21
O evento começou às 14h, próximo ao Espelho D’Água da Redenção, com as apresentações artísticas, seguiu em marcha em torno do parque por volta das 18h e retornou ao local de início, onde mais performances aconteceram até as 22h. A grande atração foram as drag queens, especialmente as que usavam poucas roupas, favorecidas pelo calor de 30 graus que atingia a capital gaúcha.

Os shows foram apresentados por três nomes conhecidos na cena LGBT gaúcha: Glória Crystal, Charlene Voluntaire e Cassandra Calabouço.

Durante o evento, a Secretaria Estadual de Saúde, que apoia a organização, distribuiu preservativos e informativos, além de ter um cartaz em um dos carros chamando atenção para a importância dos cuidados com a saúde. A Parada também tem o apoio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos.

Foto Filipe Castilhos/Sul21
A Parada Livre surgiu em 1997, por iniciativa do grupo Nuances, A Parada é o protesto pela aceitação de todos os corpos, gêneros e orientações sexuais. O slogan deste ano surgiu a partir de uma cena do documentário “Meu Mundo é Esse”, produzido pelo Grupo Minas de Cor, com direção de Márcia Cabral, conforme explica Roselaine Dias, coordenadora da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL). É no filme, que trata de lésbicas negras, que foi proferida a frase “Meu corpo é político”, que foi adaptada, com o “Todo” substituindo o “Meu” para o evento. “Esse slogan resume toda a compreensão que temos, é uma leitura da história lésbica e do que pensamos que a Parada significa”, relatou Roselaine. Após assistir o documentário, a LBL levou a ideia para os outros organizadores, que o transformaram em slogan, embora sua essência tenha sempre estado presente no evento que celebra ambos os corpos e a política da população LGBT. 

Leia a integra da matéria no Portal Sul21 Por Débora Fogliatto