quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Apoiadores da Ocupação Saraí realizam ato cobrando ações do governo estadual

Foto Divulgação Gabinete
Mais uma vez na rua, o Movimento de Luta por Moradia busca a solução para as famílias da Ocupação Sarai, em prédio que o governo Tarso Genro decretou que seja para isso destinado, mas que precisa continuidade pelo novo governo!Sofia Cavedon 

Vamos ocupar as ruas com nossa arte e alegria e reafirmar nossa conquista! 

Depois de nove anos de luta, quatro ocupações do prédio da Caldas Junior com Av. Mauá, mobilizações e uma criativa campanha “Defesa Pública da Saraí” que mobilizou milhares de pessoas na cidade, no estado e no país, conquistamos o decreto para desapropriação do prédio para fim social, através da Procuradoria Geral do Estado (PGE)que entrou com o processo na Justiça Federal, pois o imóvel estava em nome da Caixa. No entanto, o órgão provou que não é mais proprietário do local, o que significa que processo deve ser de responsabilidade estadual.

Foto Filipe Castilhos/Sul21 
Com a nova condição, é necessário que a PGE entre com nova ação, agora na Justiça Estadual, para responsabilizar o verdadeiro proprietário atual, a empresa Risa Administração LTDA. O imóvel realmente pertencia à Caixa, que o vendeu para a iniciativa privativa nos anos 2000. Desde então, o prédio permaneceu vazio, o que resultou em quatro ocupações para fim de moradia.

O prédio que esteve abandonado por mais de 10 anos, foi ocupado em 2005, 2006, 2011 e 2013 pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia- MNLM e permanece ocupado há um ano e meio pelas famílias da Ocupação Saraí. A última foi a realizada no fim de 2013, que resultou em mobilizações e protestos pedindo que o prédio fosse vendido para os moradores, organizados pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia.

Com a negativa do proprietário em negociar, a campanha então se voltou para pressionar o governo do estado, que assinou o decreto de desapropriação. A ação da PGE na Justiça é o passo seguinte necessário para dar continuidade ao processo. A Justiça Federal, no entanto, determinou um prazo que se encerra nesta quinta-feira (26) para que isso ocorresse.

Foto Filipe Castilhos/Sul21 
Para dar visibilidade aos novos fatos, um ato foi realizado na Esquina Democrática, com a presença de cerca de 50 pessoas, entre crianças, jovens e adultos. Os pequenos se divertiam pintando com tinta guache, enquanto faixas espalhadas no chão alertavam para a causa, com dizeres como “Saraí: unidos pela moradia popular” e “Reforma urbana já”.

Por volta das 19h, uma roda de capoeira chegou para integrar o ato, contagiando os manifestantes, que se reuniram em volta dos berimbaus e assistiram aos jovens e crianças que jogavam.

O Sul21 contatou a PGE para buscar esclarecimentos sobre o caso, mas até o fechamento da reportagem não obteve retorno sobre as ações que devem ser tomadas.

Fontes: Portal Sul21 e Página do Movimento Ocupação Saraí