quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Aprovada Solidariedade a concursados da Susepe

Foto Divulgação Correio Brigadiano
Na tarde dessa quarta-feira (18/2), a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou o requerimento nº 110/14, de autoria do vereador Delegado Cleiton (PDT), de Moção de Solidariedade em favor dos aprovados em concurso da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) do Estado do Rio Grande do Sul que aguardam nomeação e chamamento.

 “...não é possível que um gestor em qualquer Estado da Federação ou cidade, se resigne a não ter recursos, a não investir em política pública...” Sofia Cavedon

A vereadora Sofia Cavedon (PT/PoA) manifestou-se, na sessão plenária desta quarta-feira, a favor da Moção de Solidariedade aos concursados da Susepe.

Leia a íntegra de seu discurso:

Foto Divulgação Gabinete
Sr. Presidente, Ver. Mauro Pinheiro; Sras. Vereadoras e Srs. Vereadores é evidente que nós vamos aqui apoiar a solidariedade aos concursados da Susepe, porque nós entendemos que não é possível que um gestor em qualquer Estado da Federação ou cidade, se resigne a não ter recursos, a não investir em política pública. Não tem recursos, não nomeia. Não tem recursos, não faz. Infelizmente, entendi esse tom do Secretário de Segurança; ouvi, Ver. Delegado Cleiton, a entrevista que o Secretário de Segurança deu na rádio Bandeirantes, e diante de um quadro gravíssimo de segurança – sempre grave –, essa resignação à condição e à incapacidade de receita de orçamento é muito ruim, ela é nefasta para o povo gaúcho.

Quero lembrar que quando nós recebemos o Estado, na área da Segurança o Rio Grande do Sul pagava o pior salário básico para os policiais militares do País. Soldados e Oficiais da Brigada Militar estavam sem aumento real durante toda a gestão anterior. A defasagem era mais de 13 mil servidores na Brigada Militar; na Polícia Civil faltavam mais de 2 mil servidores; no sistema prisional, os déficits de vagas para presos chegou a 11 mil em 2009. Esse era o quadro, esse era o diagnóstico quando o Tarso assumiu o Governo do Estado, o diagnóstico simplificado.

Nesses quatro anos, o Governador Tarso não parou de investir, de nomear, de fazer concurso; construiu uma recuperação salarial sem igual, mais de 100% de reajuste salarial aos funcionários; construiu, mediou com as categorias, com as representações. Se na Segurança resultam ali na ponta assassinatos, roubos, violência, violência contra a mulher – é essa a opção que o Governo faz, temos que ver qual é a receita –, imaginem num grau crescente de violência, infelizmente, no estado bélico, um país violento que nós ainda não conseguimos debelar, e reconhecemos a dificuldade, o resultado de uma opção como essa.

Mas quero falar da gestão de forma geral, porque, se fizer na Educação o que está sendo anunciado... E aí é ao jornal Zero Hora dando conta da falta de milhares de professores para o início do ano letivo, porque não houve uma nomeação. Nós fizemos dois concursos; no primeiro, nomeamos todos os aprovados, e, no segundo, fomos nomeando gradativamente. E o Estado nunca nadou em facilidades orçamentárias, sempre com dificuldades.

A opção do Governador Tarso foi buscar recursos fora, no Governo Federal, nos bancos internacionais, para fazer investimentos e utilizar a folha, utilizar o orçamento próprio para valorizar servidores e para suprir cargos de pessoal. Poderia aqui elencar a quantidade de professores nomeados: mais de 10 mil professores nomeados, 31 mil professores especialistas promovidos.

A promoção de professores também não acontecia, o plano de carreira estava completamente desautorizado, desconhecido, porque os professores não seguiam na sua carreira, e assim também na área da segurança.

Então o que quero dizer, senhores, apesar de não ter avaliação sobre o Secretário de Segurança, é que, com a opção de colocar um político, uma equipe que não domina, que não tem criatividade, não vejo uma proposta de aumento de receita, de reequilíbrio de contas para o Estado, apesar da sua situação, continuar investindo. É muito importante, é possível, porque o Estado tem mil possibilidades, tem que repactuar com a sociedade gaúcha. Estamos no segundo mês do Governo Sartori e, lamentavelmente, o que a gente vê é: resigne-se a política pública ao que tiver de receita – e isso é um desastre. (Não revisado pela oradora.)

Fonte: Portal da CMPA