quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

#oRioGrandeFezEssaEscolha?!

O governador que se elegeu sem propostas, não sabe dar respostas. Sofia Cavedon

Há que se mobilizar a indignação, pois o que se desenha para o Estado do Rio Grande do Sul é a combinação da incompetência, falta de ética e retirada do estado das funções estratégicas de proteção social.

- a extinção da Secretaria das Mulheres num estado violento e machista
- a rendição aos altos salários e privilégios na sanção aos reajustes dos salários
- a suspensão de pagamentos e nomeações, em especial em educação e segurança, imperando a rendição à impossibilidade orçamentária, sem capacidade de reação, de proposição de alternativas
- a nomeação da esposa para Secretária Estadual... sem constrangimento
- o uso de helicóptero público para festa particular... sem arrependimento

Na sessão plenária desta quarta-feira (18/2), a partir d a discussão do requerimento de Solidariedade aos concursados da Susepe, as e os vereador@s iniciaram um debate sobre os governos de Tarso Genro (PT) e o atual governo de Sartori (PMDB).

Leia abaixo a manifestação da vereadora Sofia Cavedon (PT-PoA). 

Foto Marta Resing
Sr. Presidente, Sras. Vereadoras, Srs. Vereadores, não vou entrar numa polêmica adjetiva. Gostaria que depois fossem contestados os números. Não tenho como comparar hoje o Governo Tarso com o Governo Sartori – nós temos dois meses, é verdade.

Quero aqui dizer que, claramente, um governo que diz que não vai gastar mais do que recebe não vai fazer política pública, porque não está disposto, por exemplo, a fazer, no mínimo, um pacto com os altos salários, enfrentar, por exemplo, o fechamento do Tribunal Militar, sugestão da Rosane de Oliveira na “Página 10”, atual “Política +”, que é uma luta antiga do Deputado Raul Pont, que os Deputados da Assembleia, da base do Sartori, não deixam andar; um custo para o Estado inútil, grave, assim como a sanção dos altos salários. Mas quero comparar, quero dar dados para a população, porque não vale vir aqui dizer que não fez nada, não vale!

Daqui a duas semanas começa o tema da mulher, e a Patrulha Maria da Penha, que é uma política nova do Governo Tarso, foi, de fato, o único indicador, porque ninguém vem aqui dizer que se constituiu segurança; segurança pública é algo muito complexo, muito difícil.

Em Porto Alegre, nós tivemos quatro Territórios da Paz, onde se colocou muita investigação, muitas horas extras, muita prisão, mas não obtivemos o sucesso que gostaríamos, porque não havia a retaguarda de políticas públicas, a municipalidade sequer se envolveu com os Territórios da Paz de Porto Alegre. E a queixa era a seguinte: “Nós não foram notificados do que aconteceu”.

A Patrulha Maria da Penha conseguiu, nos últimos anos, diminuir muito os casos de violência contra a mulher e mortes de mulheres por violência.

O comparativo possível de fazer, senhores, com todo o respeito ao debate feito aqui, é que no Governo Yeda foram gastos R$ 2 bilhões anuais, em média, com segurança pública; no Governo Tarso, R$ 2,5 bilhões. Os reajustes aos policiais: 53% no Governo Yeda; no Governo Tarso, 104% para os soldados da Brigada Militar; 169% para inspetores de polícia; 214% para agentes penitenciários.

Falei primeiro do diagnóstico, agora vou falar das medidas.

Foram contratados 2.800 novos soldados; 104 capitães; 780 agentes de polícia; 815 agentes penitenciários; 64 peritos do IGP. Quero dizer para o Ver. Valter que está pronto o presídio de Canoas, foram contratados funcionários, eles trabalharam todo o mês de dezembro – eu questionei isso no ar –, agora o Sartori tem que encaminhar os presos!

(Aparte antirregimental do Ver. Valter Nagelstein.)

Mas o presídio está pronto e tem funcionários!

Vamos lá, as promoções: foram promovidos 7.700 brigadianos, 5.580 policiais civis, 4.300 agentes penitenciários. Uma questão importante é a dos homicídios. Nós criamos três delegacias, havia uma delegacia de homicídios em Porto Alegre, hoje temos quatro. Isso significa que, antes, 30% dos homicídios da Capital eram elucidados, e esse indicador subiu para 73%. Ora, quando os homicídios não são elucidados, não se chega aos grupos, aos bandidos.

Todos sabemos que não há solução fácil, mas muito foi feito. Até o final de 2014 foram 8.330 vagas novas criadas no sistema prisional, e nós desejamos que isso continue, e sim, que se encerre o Presídio Central. Sim, porque é uma grande escola do crime, é um sistema autônomo de organização do crime, nós sabemos disso. Cinco presídios estão em construção, oito mil e tantas vagas já estão prontas. E houve a criação do Centro Integrado de Comando.

Encerro, apenas para dar os dados, para não se negar a história: sim, apoiamos a nomeação para os novos funcionários. (Não revisado pela oradora.)

Veja também:
Aprovada Solidariedade a concursados da Susepe

Fonte: Portal da CMPA.