segunda-feira, 9 de março de 2015

08 de Março - Dia Internacional de Luta e Mobilização da Mulher

Foto Alexandre Böer
Mandato da vereadora Sofia Cavedon (PT) presente no Brique da Redenção neste domingo - 08 de Março -, Dia Internacional de Luta e Mobilização da Mulher.

Veja o registro em fotos aqui.


Foto Sandra Ilíbio Braz
À tarde, Sofia participou do encontro de mulheres na  Vila Chácara da Fumaça, bairro Mario Quintana, promovido pela liderança local, Irma da Rosa. "Bonito trabalho da liderança comunitária Irma e grupo, reunindo as mulheres, oportunizando que pudéssemos conversar sobre o que melhora suas vidas. É dessas mulheres, que estão na vida de luta pelas condições básicas, que a presidenta Dilma fala quando afirma que não voltaremos atrás nas políticas sociais", destaca a vereadora.

No Dia da Mulher, movimentos fazem ato e mutirão feminista na Redenção

Por Débora Fogliatto/Sul21

Foto Filipe Castilhos/Sul21
Centenas de mulheres de todas as idades participaram, neste domingo (8), de atividades relacionadas ao Dia Internacional da Mulher promovidas no Parque Farroupilha (Redenção), em Porto Alegre. O chamado “mutirão feminista” começou às 13h e foi encerrado às 17h, quando a Frente Feminista realizou uma marcha até o Largo Zumbi dos Palmares

Promovido pela Iniciativa Mulheres Unidas, o mutirão contou com três rodas de conversa, discutindo “Mulheres negras e movimento: vivências e auto-afirmação”; “Mulheres e política: Das ruas ao Parlamento, lugar de mulher é onde ela quiser”; “Problematizando a lei da guarda alternada” e “Violência contra a mulher”, as duas últimas as quais aconteceram juntas.

Além do espaço de trocas e conversa, o mutirão contou também com diversas tendas, incluindo uma de orientação jurídica e pequenos comércios, como artesanato e imãs. Um mural contendo artes e frases de empoderamento e feminismo também foi colocado para ser fotografado e compartilhado. Além disso, as organizadoras coletaram doações que serão encaminhadas para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Evento também contou com roda de conversa e compartilhamento de vivências 

Foto Filipe Castilhos/Sul21
Nas rodas, mulheres e meninas se sentiam seguras para compartilhar suas histórias. Quando a temática foi violência, quase todas as presentes tinham algum relato para contar: insegurança nas ruas, relacionamentos abusivos, falta de autoestima, maternidade sem apoio, entre outros.
O coletivo “Se essa rua fosse nossa” também participou do ato, colhendo depoimentos de mulheres sobre como elas se sentem nas ruas e distribuindo adesivos e cartazes. Em uma faixa branca, as participantes também podiam se manifestar sobre insegurança e assédio.

No meio da tarde, um ato começou a acontecer em frente ao Monumento ao Expedicionário, puxado pela Frente Feminista, coletivo formado recentemente composto por diversos movimentos. Cantando “Cadê o homem que engravidou, por que o crime é da mulher que abortou?” e outras músicas pedindo mais direitos para as mulheres, as participantes saíram em marcha pela Cidade Baixa.


Ato contou com coletivos, entre eles a Marcha Mundial das Mulheres

Foto Filipe Castilhos/Sul21
As manifestantes carregavam faixas e cartazes com dizeres  “Corpo de bêbada tem dona sim”, “Machismo mata” e “Mexeu com uma, mexeu com todas”, entre outros. Durante a marcha, enquanto parte do ato cantava músicas criticando o governo, como “Não sou miss, nem avião, minha beleza não tem padrão”.

Conforme explica Maria Fernanda Salaberry, do Coletivo de Mulheres da UFRGS, a Frente surgiu “da demanda de vários movimentos se unirem” para realizar ações conjuntas durante o mês de março. O ato foi composto por diversas mulheres e coletivos, como Marcha Mundial das Mulheres, União Brasileira de Mulheres, Coletivo de Mulheres da UFRGS, Liga Brasileira de Lésbicas, Levante Popular da Juventude, além de militantes de partidos políticos, anarquistas, movimento estudantil e coletivo de mulheres do hip hop.

Marcha seguiu pela Cidade Baixa

A proposta é realizar, ao longo do mês, diversas atividades unificadas “para debater a questão da mulher na sociedade”, explica Maria Fernanda, que também é uma das organizadoras da Marcha das Vadias de Porto Alegre. “Quanto mais unidades estivermos, mais visibilidade conseguimos. Juntamos coletivos que antes faziam atos separados, isso fortalece”, afirmou.

A caminhada começou pela rua Santana, de onde foi para a Avenida Venâncio Aires e pegou a rua Lima e Silva. De lá, chegou na Loureiro da Silva e terminou no Largo Zumbi dos Palmares, onde foi encerrada com uma roda de mulheres cantando “Companheira me ajude, que eu não posso andar só. Eu sozinha ando bem, mas com você ando melhor”.

Fonte: Portal Sul21