sexta-feira, 27 de março de 2015

Assembleia Geral do CPERS aprova pauta de reivindicação e propostas de mobilização

Foto Divulgação Sofia Cavedon
A vereadora Sofia Cavedon (PT) estava presente na Assembleia da sua categoria

Milhares de educadores de todo o Estado estiveram reunidos nesta sexta-feira (27) na Assembleia Geral do CPERS realizada no Gigantinho, em Porto Alegre. Na ocasião, a categoria votou e aprovou por unanimidade as pautas de reivindicação e as propostas de mobilização, que foram entregues, pela Direção Central do Sindicato, logo após o término da Assembleia, ao governador José Ivo Sartori.

Outra votação ocorrida na Assembleia foi sobre a continuidade ou não da filiação do CPERS a CUT. Através de voto em urna, e por uma pequena diferença, a proposta de desfiliação foi aprovada.

Foto Divulgação Cpers/Sindicato
A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, entregou o documento ao governador e destacou a importância do retorno, o mais breve possível, das questões apresentadas. “Pedimos, entre outras coisas, que o governo atente para a precariedade do atendimento do IPE, para que nos repasse de imediato os 13,01% do reajuste de janeiro e que apresente uma proposta para o pagamento do Piso. Primamos pelo diálogo e pela negociação, mas já está na hora do governo nos apresentar respostas e soluções concretas”, afirmou.

Ao final da audiência, ficou acordado que na próxima semana, o Secretário Estadual de Educação comunicará ao CPERS a data da próxima reunião, quando o governo deverá apresentar o retorno quanto as reivindicações entregues hoje.

Fonte: Portal do Cpers/Sindicato.

Veja também:
Direção do CPERS faz auditoria e anuncia comissão de sindicância

Por Marco Weissheimer/Sul21

A direção do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS Sindicato) decidiu instaurar uma comissão de sindicância para tratar de possíveis irregularidades apontadas por uma auditoria independente sobre a situação financeira da entidade. A auditoria realizada na entidade abrangeu o período entre 2011 e 2013 e apontou, entre outros problemas, despesas financeiras incompatíveis com a arrecadação e a finalidade da entidade, doações irregulares a entidades sindicais com depósitos em nome de pessoa física sem recibo, doações a pessoas físicas sem a comprovação de finalidade e omissão do registro de valor relativo às contribuições previdenciárias parceladas. O relatório dessa auditoria foi divulgado aos integrantes do Conselho Geral da entidade, quinta-feira, em uma reunião que entrou madrugada adentro.

Auditoria aponta irregularidades

O levantamento realizado pela auditoria constatou ainda significativa dívidas bancárias e dívidas com o INSS pela falta de contribuição patronal e repasse dos valores descontados de beneficiários. A auditoria apontou a omissão do registro no valor de R$ 671.347,49, relativo a contribuições previdenciárias parceladas. Os auditores solicitaram a entidades sindicais informações sobre doações recebidas no período citado. Apenas duas entidades, CUT e Conlutas, atenderam a solicitação. A Central Sindical e Popular (Conlutas) apontou o recebimento de mensalidades no valor de R$ 1.000,00 no período. Já os registros do CPERS apontaram um repasse de R$ 31.650,00 para essa entidade em várias parcelas. A CUT acusou um débito do CPERS de mais de R$ 177 mil, sem contar a contribuição de janeiro de 2015 que ainda não havia sido registrado quando da realização da auditoria.

As doações, consideradas irregulares, para entidades sindicais em nome de pessoa física teriam gerado prejuízos de mais de R$ 100 mil para os cofres da entidade. Em seu relatório final, a auditoria recomendou um pedido de esclarecimentos à diretoria do período em questão e também do Conselho Fiscal que aprovou as contas da mesma.

Na noite desta quinta-feira, a direção do CPERS apresentou o resultado da auditoria aos integrantes do Conselho Geral e decidiu criar uma comissão de sindicância cujos integrantes serão definidos nos próximos dias. A principal tarefa dessa comissão, assinala Helenir Schürer, será ouvir integrantes da direção da entidade no período citado. Para a presidente da entidade, há várias questões a serem esclarecidas como o repasse de dinheiro para entidades às quais o CPERS não é filiado. “A Comissão de Sindicância vai ouvir as pessoas para fazer o contraditório”, informou.

Publicado no Portal Sul21.