quinta-feira, 12 de março de 2015

Marchamos junto em defesa da Petrobras, da Democracia e dos trabalhadores e trabalhadoras

Foto Pepo Santarem
Na tribuna da Câmara Municipal de Porto Alegre, a vereadora Sofia Cavedon (PT) disse estar com orgulho dos movimentos sociais e sindicais, que se concentraram nas manifestações desta quinta-feira (12/3) em defesa da Petrobras. Ressaltou que cada um dos grupos ligados a esses movimentos protestou de acordo com as suas especificidades, mas todos foram unânimes em cobrar a realização de uma reforma política que liberte os mandatos políticos do poder econômico. Que não torne os governos reféns de um sistema que elege bancadas milionárias, que desvirtuam o conjunto das instituições brasileiras. Sofia destacou que é legítimo o combate às políticas de arrocho fiscal e ao Estado mínimo.

Sofia disse ainda que o Brasil está vivendo um marco de nacionalidade muito importante. Elogiou os partidos de oposição ao governo brasileiro, citando DEM e PSOL, que condenam qualquer tipo de golpe ou violência. “Nós não temos guerrilha, temos democracia”, afirmou. Disse que a delação premiada faz com que os bandidos, lamentavelmente, encurtem suas penas, mas permite que, pela primeira vez, corruptores e corruptos sejam levados à prisão. “Empresários desonestos tem que ir para a cadeia e devolver dinheiro, e é isto que está acontecendo no Brasil”, afirmou Sofia.

Trabalhadores e Trabalhadoras, do campo e da cidade, abraçam a Petrobras e marcham em defesa da democracia

Da Redação Sul21

Foto Sofia Cavedon
Desde as 6h desta quinta-feira (12), as centrais sindicais e movimentos sociais do campo e da cidade se mobilizaram para ocupar a capital gaúcha em nome da democracia e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Milhares de pessoas foram às ruas contra “o oportunismo da mídia e da oposição” na exploração da Operação Lava Jato.

Foto Marta Resing
Organizada com camisetas em defesa da Petrobras, a pluralidade de sindicalistas compartilhava o mesmo discurso. “Temos a humildade de deixar nossas pautas cooperativas para nos unir com outras categorias porque a defesa da Petrobras cabe a todos os trabalhadores. O petróleo é nosso e deve ser destinado para saúde e educação, que todos precisam”, defendeu Marco Antônio Trieiveiler, da Via Campesina.

Cerca de 4 mil camponeses que acampam na capital desde terça-feira (10), se uniram aos atos desta quinta-feira (12). A mobilização integra agenda nacional de lutas das centrais em defesa do governo eleito e contra a especulação do mercado internacional na exploração do petróleo brasileiro. “As pessoas que cometeram crimes, que sejam punidas. Mas não podem penalizar os 85 mil trabalhadores. Estamos retomando o amor próprio com os funcionários que enfrentam a cobrança da sociedade nas ruas pelo dinheiro público desviado como se todos fossem corruptos”, diz o integrante do Sindipetro RS, Fernando Maia da Costa.
Segundo ele, os trabalhadores não concordam com a excessiva exploração do nome da companhia para servir aos interesses políticos e estrangeiros. “Não temos dúvida que há um interesse em privatizá-la. A história da Petrobras surge do enfrentamento dos interesses de países exploradores do petróleo. Continuamos enfrentando esta mesma resistência das multinacionais hoje. Assim como a Venezuela, segunda maior reserva de petróleo do mundo, que vive em atrito com Estados Unidos. No Brasil, com certeza há este lobby no Congresso Nacional e na mídia”, denuncia o petroleiro.

Manifestantes no centro da capital em defesa da Petrobras

A cada fala de lideranças, o Levante Popular da Juventude contribuía com mensagem política em forma de música. “Dessa vez, custe o que custar, a Petrobras não vai privatizar. Lá no morro ninguém mais acredita nas mentiras que a Globo vai contar”, cantavam os jovens de Porto Alegre, Região Metropolitana e Rio Grande.

Quadros políticos do Partido dos Trabalhadores também integraram os atos. Entre eles, a vereadora da capital Sofia Cavedon e o ex-deputado estadual Raul Pont. Ele considerou a ação uma atitude consciente das centrais sindicais em contraponto à manifestação convocada para o próximo domingo (15), que, para ele, “será o dia do negativismo e da luta sem origem”. 

Pont afirmou que os trabalhadores defendem o fim da corrupção no país, mas por meio do fim do financiamento público de campanhas que mantém a influência do poder econômico na política e favorece os desvios. “Diferente desta mobilização do Movimento Brasil Livre, que não se sabe que é. Quem saiu para a rua hoje tem nome e telefone. São lideranças e categorias conhecidas que não servem de manobra para aqueles que querem construir um país sem o contraditório e o confronto de ideias. As eleições servem para estabelecer o que é a maioria. Isto é democracia”, argumentou Raul Pont.