quarta-feira, 1 de abril de 2015

Plenária dos Movimentos Sociais intensifica luta pela democracia

Foto Divulgação PT/PoA
Central dos Movimentos Sociais, CUT e CTB em grande plenária de organização para as lutas do próximo período! Dia 07, terça próxima, grande mobilização por Direitos e Democracia, e, especialmente, para impedir a votação no Congresso Nacional, do PL 4330/04, que regulamenta a terceirização, causando inúmeros prejuízos à classe trabalhadora. Estamos juntos!

A vereadora Sofia Cavedon (PT) participou da atividade que aprovou nota contra a redução da maioridade penal e definiu a mobilização para o dia 07 de abril, com ato no aeroporto a partir das 5h

Por Renata Machado (CUT-RS)

Com o salão da Igreja Pompéia lotado de integrantes dos Movimentos Sociais do Rio Grande do Sul e de partidos políticos, a manhã desta quarta-feira, 1º de abril, foi de debate sobre a importância de defender a democracia e enfrentar o golpismo.

A Plenária dos Movimentos Sociais aconteceu no dia que o golpe militar completou 51 anos e contou com depoimentos de pessoas que sofreram as repressões da ditadura. A vereadora de Porto Alegre, Jussara Cony (PCdoB) lembrou os anos de chumbo e afirmou que o regime democrático está ameaçado.

Essa juventude que espantosamente pede intervenção militar precisa saber o que é uma ditadura”, declarou o coordenador da Comissão Estadual da Verdade, Carlos F. Guazzelli, informando que aqui no estado, as perseguições iniciaram antes do golpe.

Foto Divulgação CUT/RS
Guazzelli abordou o trabalho realizado na Comissão que resultou no Relatório Final, onde consta as mais graves violações aos direitos humanos praticadas entre janeiro de 1961 e outubro de 1988, no Rio Grande do Sul ou mesmo fora dele, mas contra seus naturais.

“Esperamos que as revelações reconstruam a verdade histórica e estimule a cidadania brasileira, no sentido de repudiar, com firmeza, os recentes arreganhos da eterna direita golpista. Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça”, finalizou sob os aplausos da plenária.

Formação de base é essencial

Falando sobre a conjuntura atual, o educador popular, Cláudio Nascimento, acredita que o principal desafio dos movimentos sociais e sindicais é a formação de base e de dirigentes. “Precisamos enfrentar os grande meios de comunicação, criar rede de informações com os movimentos, exigir políticas públicas de controle social que promovam o desenvolvimento, além de enfrentar o ataque da direita. Só vamos conseguir isso com a formação da nossa base.”

Após o debate ser aberto para a plenária, o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, ressaltou que o papel dos movimentos sociais é estratégico para garantir que o governo federal avance com uma pauta comprometida com a classe trabalhadora.

Já o coordenador do MST-RS, Cedenir de Oliveira, destacou a importância de retomar um trabalho de base na capital e nas cidades do interior, “para reafirmar a nossa pauta e enfrentar o conservadorismo que nos ameaça.”

Próximas mobilizações

Outro objetivo da atividade era discutir estratégias e preparar as duas grandes mobilizações de rua que acontecerão nos dias 7 de abril, para impedir a votação no Congresso Nacional, do PL 4330/04, que regulamenta a terceirização – o que causará inúmeros prejuízos à classe trabalhadora, e no 1º de Maio, Dia do Trabalhador.

A próxima terça-feira - 07 de abril - será marcada por atos em Brasília e em diversos estados do país. 

Em Porto Alegre haverá uma mobilização a partir das 5h no Aeroporto Internacional Salgado Filho, após será realizada uma caminhada com panfletagem e conscientização da sociedade, até a Assembleia Legislativa.

Encerrando o evento de hoje, o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, enfatizou que é necessário intensificar a defesa das bandeiras de luta dos movimentos sociais. “Agora é o momento de diminuirmos a burocracia, de ficarmos o mínimo possível dentro das nossas entidades. É hora de irmos para as ruas defender a nossa pauta, pois temos história e um projeto para a sociedade”, declarou.

O dirigente afirmou que todas as jornadas do mês de abril culminarão num grande ato unitário no Dia do Trabalhador, 1º de maio, a partir das 14h, no Gasômetro. O  1º de maio será em defesa da democracia e dos direitos  - contra as Medidas Provisórias 664 e 665, que prejudicam os trabalhadores.

Maioridade penal

Durante a atividade, a CMS aprovou uma nota com a redução maioridade penal aprovada na terça-feira, 31, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. Confira:

Leia aqui a Nota contra a redução da maioridade penal aprovada na Plenária dos Movimentos Sociais

Leia também:
- A ilusão da redução da maioridade penal
- Maioridade penal: 18 motivos contra a redução

Fonte: Portal da CUT-RS