quarta-feira, 15 de abril de 2015

Sindicatos articulam novos e maiores protestos para o dia 1º de maio

Foto Elisamar Rodrigues 
A vereadora Sofia Cavedon (PT) participou nesta quarta-feira (15/4) das manifestações contra o Projeto de Lei 4330, que dispõe sobre a terceirização da atividade fim de empregos.

Se perdermos no Congresso mais difícil retomar as precarizações que se pratica por aqui”, afirma a vereadora que tem atuado desde 2007 contra o sistema de terceirização adotado pela atual gestão da prefeitura da capital.

Neste mesmo dia Sofia entrou com uma representação no Ministério Público de Contas (MPC) solicitando que seja realizada auditoria nas contratações de empresas pelo Governo Municipal, que intermediam mão-de-obra na FASC, SMED e SMS. (Veja aqui)

Foto Elisamar Rodrigues
Na caminhada a parlamentar encontrou em frente à Prefeitura funcionários da Fasc protestando. “Bravo povo o da Assistência Social que merece todo nosso apoio. Já não basta ser tão pesado o dia a dia do seu trabalho com o público vulnerável, a terceirização em larga escala, abala a ação na área”.

O próximo passo das mobilizações contra o projeto das terceirizações é transformar o 1º de maio em um dia de grandes manifestações em todo o país, anunciaram sindicalistas.

Por Marco Weissheimer/Sul21

Foto Elisamar Rodrigues
O presidente da Central Única dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul (CUT-RS), Claudir Nespolo, classificou o projeto de lei das terceirizações, que tramita atualmente no Congresso Nacional, como “o mais grave ataque aos direitos dos trabalhadores desde a promulgação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)” no Brasil, em 1943. Falando no encerramento do ato dos sindicatos e centrais sindicais, no início da tarde desta quarta-feira (15), em frente ao Palácio Piratini, Nespolo alertou para a ofensiva conservadora em curso no Congresso promovida por uma bancada de mais de 300 deputados que, além do projeto das terceirizações, pode aprovar retrocessos na legislação sobre o trabalho escravo, redução da maioridade penal e na mudança no modelo de partilha do pré-sal.

A pauta dos trabalhadores está sendo estraçalhada e isso exigirá um trabalho redobrado da nossa parte para levarmos esse debate às nossas bases”, acrescentou o sindicalista. Nespolo anunciou que as entidades sindicais devem intensificar a mobilização nos próximos dias para promover um grande protesto no próximo dia 1º de maio. O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Rio Grande do Sul (CTB-RS), Guiomar Vidor, comemorou o alcance das manifestações desta quarta-feira e falou sobre a possibilidade de construção de uma greve geral. “Os trabalhadores estão mobilizados contra essa atrocidade”, disse Vidor.

As centrais sindicais promoveram manifestações em 18 estados contra o PL 4330. Ocorreram atos e paralisações em Santa Catarina, Alagoas, Amapá, Goiás, Piauí, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Sergipe, Tocantins, Pará, São Paulo e no Distrito Federal. Segundo a CUT, houve paralisações no transporte público em pelo menos cinco capitais: Porto Alegre, Florianópolis, Salvador, Recife e Brasília.

Próximo passo

Foto Elisamar Rodrigues
O próximo passo das mobilizações contra o projeto das terceirizações é transformar o 1º de maio em um dia de grandes manifestações em todo o país. A reunião plenária organizada no dia 1º de abril pela Coordenação dos Movimentos Sociais do Rio Grande do Sul (CMS-RS), no salão da Igreja Pompeia, em Porto Alegre, definiu que os movimentos sociais devem concentrar seus maiores atos no 1º de maio, juntamente com as demais centrais sindicais, entidades do movimento social, estudantil, feminista e da juventude. O tema geral dessas manifestações deve ser a defesa dos direitos e da democracia plena. 

Fonte: Portal Sul21