segunda-feira, 25 de maio de 2015

Mulheres na política - Evento na AL reuniu as principais lideranças femininas do Estado

Foto Divulgação Sofia Cavedon
A vereadora Sofia Cavedon (PT) participou nesta segunda-feira (25/5) do lançamento no Estado da campanha “Mais Mulheres na Política”, que também apresentou a Procuradoria para Mulheres da AL-RS. Sofia é autora do projeto de resolução aprovado na Câmara Municipal de Porto Alegre que cria  a Procuradoria Especial da Mulher na Casa Legislativa. “Estamos na luta por mais mulheres na política, uma das tarefas da Procuradoria que criamos na capital. É para alterar a vida das mulheres que fazemos política”, afirma a parlamentar.

Por Luís Eduardo Gomes/Sul21

A Comissão de Cidadania dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (Al-RS) reuniu-se nesta segunda-feira (25) no Teatro Dante Barone para a apresentação da Procuradoria para Mulheres da AL-RS e o lançamento no Estado da campanha “Mais Mulheres na Política”, que visa promover uma maior inserção feminina no cenário político nacional.

Um dos principais temas discutidos no evento foi a reforma política e a aprovação do chamado “distritão”, mudança eleitoral que passaria a priorizar os candidatos mais votados independente do atual sistema de coeficiente eleitoral partidário.

Foto Juliana Mutti/Agência ALRS
O evento contou com a presença de centenas de mulheres envolvidas com política e movimentos sociais na plateia e foi dividido em dois momentos: no primeiro, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), falou sobre a experiência da criação da Procuradoria no Senado e da criação da Procuradoria na AL; no segundo, comandado pela deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), foi dedicado a falas de deputadas estaduais do Rio Grande do Sul e representantes dos movimentos sociais gaúchos sobre a atual situação das mulheres na política brasileira.

Vanessa Grazziotin, uma das principais lideranças da campanha “Mais Mulheres na Política”, afirmou que a aprovação do “distritão” representaria um retrocesso para as candidaturas femininas. “Como ele encarece ainda mais a campanha, ele vai alijar ainda mais as mulheres, os negros, os pobres, aquelas camadas mais desprovidas da sociedade”, disse ao Sul21 após o evento. Diante do estado da discussão da reforma política na Câmara, dividida entre a aprovação do “distritão” ou do fim das coligações, Grazziotin afirma que só “resta o caminho” da reserva de 30% das cadeiras do Parlamento de acordo com o gênero.

Em seu pronunciamento no evento, a senadora lembrou que o Brasil ocupa uma das piores posições no ranking mundial de equidade de gênero no Parlamento, atrás de todos os países da América Latina e à frente apenas da ilha caribenha de São Cristóvão, Belize e Haiti no continente americano. “Na Arábia Saudita, onde as mulheres andam de burca, a participação feminina é maior”, disse. Ela afirmou ainda que, na Argentina, uma mudança na legislação eleitoral permitiu que a representação feminina no Parlamento local saltasse de 13% para 37%.

Procuradoria da Mulher

A senadora Grazziotin afirmou que a criação da Procuradoria é uma forma de reconhecimento “do próprio poder de colocar a sua estrutura a serviço de uma parcela que, apesar de ser a maioria da sociedade, ainda é discriminada, e fortemente discriminada”. Ela ainda salientou que, a partir do lançamento dessa Procuradoria, será possível coordenar as políticas para mulheres das Câmaras de Vereadores do Estado.

Foto Divulgação MMM/RS
Críticas ao governo Sartori 

Em diversas oportunidades, representantes dos partidos e dos movimentos sociais criticaram a decisão do governo Sartori de acabar com a Secretaria de Políticas para as Mulheres.

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