quinta-feira, 21 de maio de 2015

Municipários exigem diálogo e equidade - Por Sofia Cavedon*

Artigo publicado na edição impressa do Jornal do Comércio desta quinta-feira (21/5)

Foto Marta Resing
Os municipários estão em greve por opções da prefeitura que os desrespeitam e não deixam alternativa. É ela que precisa fazer gestos e avançar na negociação para superar este impasse que só prejudica a cidade! Primeiro gesto, simples, objetivo e sem custos para a prefeitura: retirar da Câmara o projeto de lei que altera o Plano de Cargos e Salários do funcionalismo.

Não há acordo da categoria com ele. Ela não aceita que a alternativa para o questionamento do Ministério Público do suposto efeito cascata na sua aplicação, seja o estabelecimento de parcela autônoma e de redução nos ganhos nas próximas etapas da carreira.

A reivindicação dos municipários é modesta: nenhum centavo a menos. No entanto, desde o ano passado a categoria vive a angústia ou de perder em torno de 30% de seus rendimentos na simples aplicação do entendimento do MP sobre a questão ou de ver a maioria da Câmara, alinhada com a prefeitura, votar um plano que lhe prejudica. Ao invés disso, de construir com a categoria uma solução dialogada, a prefeitura provoca mais indignação ampliando o incentivo em metas e correspondentes ganhos salariais para fiscais e exatores da Secretaria da Fazenda. Um gasto que chega em R$ 17 milhões/ano já em 2017 com pouco mais de uma centena de funcionários. A argumentação? Aumento certo da arrecadação municipal!

Foto Atempa
O conjunto dos municipários, que no ano passado precisou fazer greve para conquistar a recuperação da inflação; que aguarda há dois anos a publicação das promoções do plano em vigência; que convive com milhares de terceirizados ganhando o salário-mínimo, trabalhando horas a mais, sem estabilidade, recebendo atrasado e parcelado; lutou, se mobilizou contrariamente e sentiu-se violentamente agredido por esta medida. Para culminar, a proposta da prefeitura para a data-base é parcelar em um ano a reposição da inflação. Daí, a greve se tornou a única alternativa!

Tenho certeza que diálogo, transparência e política para todos e não para poucos privilegiados podem resolver esta questão.

*Vereadora (PT) de Porto Alegre

Fonte: Portal do Jornal do Comércio.

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Municipários exigem diálogo, transparência e equidade - Por Sofia Cavedon - Artigo publicado no Portal Sul21 no dia 21 de maio

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