sexta-feira, 31 de julho de 2015

Sartori penaliza servidores por inoperância e falta de coragem política

O governo do Rio Grande do Sul oficializou o parcelamento dos salários de servidores públicos nesta sexta-feira. Foi depositado o valor de R$ 2.150,00. Um novo pagamento de R$ 1 mil está previsto para até o 13 e o restante até o dia 25. O anúncio foi feito pelo Secretário da Casa Civil Giovani Feltes. Sem a presença do governador José Ivo Sartori.

Eleito por uma campanha recheada de factóides e jogadas de marketing, José Ivo Sartori mostra seu despreparo, anunciado em debates e entrevistas durante as eleições de 2014.

Sem qualquer atitude política ou administrativa, o governador deixa o Estado e os servidores a deriva, num vazio de ações e projetos que assusta até a oposição.

Agora, com o anúncio do parcelamento dos salários, direito inalienável dos trabalhadores, Sartori faz a opção de penalizar os servidores por sua completa inoperância e falta de coragem política.

A crise é real, mas não assustou nem paralisou o governo Tarso Genro (PT).

As medidas anunciadas, como corte nas despesas, atraso de salários e a preparação da venda de patrimônio público são medíocres. O que o Rio Grande precisa são medidas para alavancar a economia, atrair investimentos, para se desenvolver gerando emprego e renda. Mas não é isso que vemos, vemos um Estado paralisado e uma administração incompetente que aposta no caos para privatizar, política inerente aos governos do PMDB gaúcho.

É preciso projeto e ações fortes. É preciso controle fiscal, incidir fortemente na renegociação da dívida, tratar da Lei Kandir, e injetar recursos para dinamizar as vocações do Estado, que são muitas e vão desde o agronegócio à agricultura familiar, com mão de obra qualificada e uma localização geográfica privilegiada no Mercosul.

Um projeto responsável

O PT/RS ressalta o parecer do TCE-RS pela aprovação das contas do governo Tarso Genro, que será encaminhado à Assembleia Legislativa, onde o Tribunal reconhece as ações corajosas e o projeto político que governou o Estado  com responsabilidade e respeito aos seus servidores.

Segundo o relator do processo, conselheiro Algir Lorenzon, “o período examinado, embora apresente falhas, indica a adoção de política que produziu avanços importantes em áreas centrais para o interesse público, destacadamente quanto aos investimentos em Saúde e Educação

Lorenzon assinalou ainda que a conduta do gestor público deve ser avaliada considerando a dimensão dos problemas a serem resolvidos. “O exame a ser feito, assim, não é apenas de natureza contábil. Deve-se examinar o conjunto dos atos administrativos e suas repercussões na solução das carências que afligem o bem comum”, disse o conselheiro.

O Serviço de Auditoria, Instrução do Parecer Prévio e Acompanhamento da Gestão Fiscal (SAIPAG) assinalou ainda, sobre o exercício de 2014, “que os números apurados nos demonstrativos contábeis indicam a adoção de uma política adequada à realidade das finanças do Estado, na busca do equilíbrio e da viabilização da capacidade de realizar investimentos com recursos próprios, com foco na obtenção de maior qualidade na aplicação do dinheiro público e na valorização das ações vinculadas à administração tributária, tanto na fiscalização como na arrecadação ou cobrança, e na concessão ou fruição de benefícios fiscais”.

Fonte: Portal do PT/RS

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