sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Em defesa da Fundação Zoobotânica do RS

Foto Caroline Ferraz/Sul21
O mandato da vereadora Sofia Cavedon (PT) esta na luta contra o fechamento da Fundação Zoobotânica do RS. “Vamos mostrar a força de quem defende a nossa mãe terra”, convida Sofia para as ações em defesa da FZB.

Participe do Piquenique contra a extinção da FZB

Todos no Jardim Botânico domingo (16/8) à tarde, das 13h às 17h, em defesa da Fundação Zoobotânica! No Jardim Botânico de Porto Alegre - Rua Dr. Salvador França, 1427.

E na segunda-feira (17.08), às 09h, ato em frente a Sema (Av. Borges de Medeiros, 261) em defesa da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.

Ambientalistas se mobilizam para evitar fechamento da Fundação Zoobotânica

Publicado no Portal da Rádio Guaíba

FZB é uma das maiores fornecedoras de material para fabricação de soro anti-ofídico no país e responsável por pesquisas para preservação de espécies

Entidades de defesa do meio ambiente estão mobilizadas para pressionar o governo a retirar o projeto ou garantir que os deputados votem contra a extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB). Um abaixo-assinado criado na última sexta-feira já conta com mais de oito mil apoiadores. Junto à Fepps (Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde) e à Fundergs (Fundação de Esporte e Lazer do RS), a FZB é alvo do corte de gastos proposto pelo governo de José Ivo Sartori (PMDB). Os ambientalistas alegam, porém, que o custo de manutenção da fundação não representa nem 0,5% do orçamento.

O coordenador da Apedema (Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul) e professor do Instituto de Biociências da Ufrgs, Paulo Brack, alerta que o fechamento do órgão pode afetar, inclusive, a produção de remédios contra veneno de cobras no Brasil. A coleção de serpentes mantida pela equipe no Estado fornece grande parte do material para produção de soro anti-ofídico no Centro do país. A FZB também é responsável por monitorar a lista de espécies com risco de extinção no Rio Grande do Sul e pela manutenção do jardim botânico da Capital, considerado um dos quatro melhores do país.

Foto Caroline Ferraz/Sul21
O professor, que divulgou uma carta aberta em repúdio à medida proposta pelo governo, afirma que encerrar os trabalhos da Fundação Zoobotânica causaria um apagão na gestão da biodiversidade no Rio Grande do Sul. “Vai até contra a lei, porque a legislação brasileira fala em conservação ex-situ, fora do ambiente natural, da fauna e da flora ameaçada. a única instituição que faz conservação ex-situ é a FZB. Se a fecharmos, teremos uma imensa perda e, a nível internacional, é até vexatório que venhamos a fazer isso”, adverte Brack.

Ainda, o especialista ressalta que a equipe técnica concursada pela fundação tem expertise em áreas ambientais não amparadas pela Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental) e pela Sema (Secretaria do Meio Ambiente), até mesmo sendo acionada para processos de concessão de licenciamento ambiental. A mesma preocupação se aplica ao zoológico de Sapucaia do Sul, que conta com profissionais familiarizados com o cuidado dos cerca de mil animais abrigados no local.

Pelo projeto do Piratini, os cerca de 200 servidores da Zoobotânica acabariam demitidos e o zoológico seria concedido a uma empresa privada. A secretária do Meio Ambiente, Ana Pellini, declarou que as pesquisas realizadas no órgão poderiam ser substituídas por parcerias com universidades. Como forma de protesto, um grupo de defensores do meio ambiente vai promover um abraço simbólico no Jardim Botânico de Porto Alegre nesta terça-feira pela manhã. O abaixo-assinado deve ser encaminhado ao governo do Estado e deputados estaduais em novas tentativas de diálogo.

Clique aqui para apoiar a petição pública das entidades ambientais contra a extinção da Fundação Zoobotânica

Leia a carta aberta divulgada pela coordenação da Apedema (Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul)

Fonte: Portal da Rádio Guaíba.