quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Frente Brasil Popular é lançada com amplitude e unidade

Foto Equipe Sofia Cavedon
A vereadora Sofia Cavedon (PT), participou em BH da Conferência Nacional Popular em defesa da democracia e por uma nova política econômica. Avançar o poder popular para superar o ajuste, a corrupção e as tentativas de golpe!

Por Nalu Faria

Com mais de 2 mil participantes de 21 estados e do DF ocorreu em Belo Horizonte, no dia 5 de setembro, a “Conferência Nacional Popular em defesa da democracia e por uma nova política econômica”. Foi um vigoroso encontro que decidiu lançar a Frente Brasil Popular, da qual participam dezenas de movimentos populares, de mulheres, negros (as), estudantes, camponeses, centrais sindicais, intelectuais e partidos políticos.

Foto Lidyane Ponciano 
A presença na Conferência expressou boa parte da pluralidade dos movimentos sociais brasileiros e contou com lideranças partidárias e intelectuais, como Tarso Genro, Roberto Amaral, Samuel Pinheiro Guimarães e diversos parlamentares como os senadores Lindbergh Farias, Roberto Requião, e as deputadas Jandira Feghali e Luizianne Lins.

Sua criação representou um avanço importante no processo de articulação e mobilização que envolve esse conjunto de setores frente a ofensiva da direita e a tentativa de golpes e retrocessos no processo político brasileiro. Essas mobilizações têm se pautado pela necessidade de construção de unidade da esquerda diante do acirramento da luta de classes. A situação atual exige uma mudança da correlação de forças para garantir o aprofundamento das mudanças no país rumo em favor da maioria da classe trabalhadora e dos setores oprimidos.

O ato político final expressou um processo de maturidade política dos movimentos ao conseguir construir uma resposta que ao mesmo tempo enfrenta a direita conservadora e se posiciona criticamente frente as limitações atuais do governo federal. De forma muito lúcida, compreende que a solução dos atuais impasses passa pelo fortalecimento do projeto que esse governo representa e que é necessário efetivar o programa com o qual foi eleito.

Foto Sofia Cavedon
O manifesto de lançamento da Frente Brasil Popular aborda essas questões em torno a 4 eixos: a defesa dos direitos dos e das trabalhadoras e dos direitos sociais, defesa da democracia e por outra política econômica, soberania nacional e processos de integração latino-americana e reformas estruturais e populares. Tem como ponto de partida a defesa intransigente da democracia e aponta reformas estruturais necessárias para alterar esse quadro de crise institucional, com a defesa da reforma política e outras mudanças, inclusive como forma de atacar as raízes da corrupção. Defende a urgência de alterar a atual política econômica, interromper a recessão e optar por uma política que promova crescimento, distribuição de renda e ampliação de políticas sociais.

Reforçar a mobilização e ampliação da Frente

Um dos objetivos é ampliar a presença tanto dos movimentos como de coletivos, intelectuais e ativistas em geral. Outro é o de organizar e ampliar o calendário de lutas, retomando as ruas como espaço da disputa política popular. Importante também registrar que a Frente tem por definição deliberar por consensos.

Foto Sofia Cavedon
A participação no lançamento superou as expectativas dos organizadores. E em vários estados já há articulações que farão parte da frente, permitindo prever que esse é um processo que rapidamente estará enraizado nacionalmente. Com isso espera-se ampliar a capacidade de mobilizações e ações simultâneas para o dia nacional de luta e a primeira reunião nacional, que está prevista para 26 de setembro. Para ela serão convocados dois representantes por organização, inclusive com a orientação que garanta a paridade entre homens e mulheres nessa participação e representação étnico-racial.

O dia 3 outubro foi escolhido como o dia nacional de mobilização com atos em todas as capitais do país, e terá como eixo central a defesa da soberania nacional, que tem como símbolo a Petrobrás, patrimônio do povo brasileiro, que a direita busca privatizar. Nesse dia vamos ocupar novamente as ruas por mais direitos, mais democracia, em defesa da Petrobrás e por uma nova política econômica.

Leia o Manifesto aprovado.