quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Projeto de vender o Estado de Sartori atinge frontalmente servidores e população

Foto Equipe Sofia Cavedon
Em apoio às mobilizações dos servidores estaduais a vereadora Sofia Cavedon (PT) disse nesta quinta-feira (03/9), na tribuna da Câmara Municipal de Porto Alegre que o projeto do governo estadual "atinge frontalmente os servidores do Estado e a população gaúcha".

Conforme Sofia, o governo Tarso Genro concedeu aumentos acima da inflação e enfrentou problemas estruturais, fazendo mudanças na previdência do RS e reescalonando salários mais altos, bem como iniciou processo de renegociação da dívida com a União. "O Governo Sartori confiscou salários dos servidores. Muitos ficaram sem dinheiro para pagar as contas. É uma falta de respeito com o funcionalismo público. Ninguém estaria fazendo greve se não houvesse parcelamento de salários proposital para convencer de que é preciso vender parte do Estado e aumentar impostos. O governo tem intenção de instalar o estado mínimo no RS" , salienta a parlamentar.

Milhares de servidores protestam, mais uma vez, contra o governo Sartori em frente ao Piratini

Por Patrícia Araujo/Cpers

Foto Sofia Cavedon
Nesta quinta-feira, dia 03, milhares de servidores públicos, em sua maioria educadores, realizaram mais um ato público em frente ao Palácio Piratini para denunciar os ataques do governo Sartori e seus aliados contra o funcionalismo público estadual e a população. Durante o ato, que lotou os espaços da Praça da Matriz, os servidores chamavam a atenção da sociedade para o fato do governo penalizar os servidores pela crise do Estado e, como consequência, precarizar os serviços essenciais, educação, saúde e segurança, justamente à população que mais necessita.

Foto Sofia Cavedon
O ato foi a culminância das mobilizações realizadas pelos servidores desde o início do dia na Assembleia Legislativa, onde ocorreram as audiências públicas sobre o PL 283/2015 e o Plano Plurianual – PPA e o PLC 206/2015. Representantes dos 42 Núcleos do CPERS participaram ativamente desde o início das atividades, às 9h.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou a importância de dar continuidade as mobilizações para a retirada dos PLs que prejudicam os servidores, da pauta de votações da Assembleia. “Nós não vamos recuar, não vamos nos apequenar, pois é só lutando que vamos ganhar desse governo. O secretário Biochi comprometeu-se em entregar nosso documento para o governador, mas nós temos que continuar a luta visitando os gabinetes para conseguir o máximo de deputados do nosso lado”, afirmou.

A importância de manter a unidade e a força dos servidores foi ressaltada pela vice-presidente do CPERS, Solange Carvalho. “Apesar do governo parcelar nossos salários, nossa garra e nossa força não foram parceladas. Estamos buscando forças no fundo da nossa alma e mostrando para esse governo que a unidade faz a diferença”, frisou.

“O que ocorreu no Paraná nos envergonha. Cada bomba que explodia era um ano de atraso na educação e no progresso desse país”

Na ocasião, a representante da CNTE, Selene Michelin, destacou o descaso do governo com os servidores e com a educação.  “Quando esse governo parcelou nossos salários, ele tirou a comida da boca de nossas famílias, os professores da escola, a segurança da rua. Vamos ver se o governador não tem mais assessores do que os 12 alunos para os quais ele fala que cada professor leciona. A CNTE está junto na luta com os servidores”, afirmou.

A mobilização também contou com a presença da secretária de finanças do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública – PPA, Marley Fernandes, que relatou o episódio de desrespeito e violência sofrido pelos professores do Paraná. “A luta vale a pena, fizemos o nosso governo recuar e retirar dois projetos que atacavam nossos direitos. Foram 30 dias de greve, mas com 90% de apoio da população. E um governo que hoje tem 98% de rejeição da população. A solidariedade que recebemos de vocês, fez com que eu viesse aqui hoje para dizer que estamos juntos nessa luta pela valorização e respeito aos servidores e a população gaúcha”, ressaltou.

O que ocorreu no Paraná nos envergonha. Cada bomba que explodia era um ano de atraso na educação e no progresso desse país. Mas aqui isso não vai ocorrer com os educadores, nós não vamos deixar”, garantiu o presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia – Ugeirm, Isaac Ortiz.

Fonte: Portal do Cpers/Sindicato.

Veja também:
Reunião Ampliada do Conselho Geral aprova propostas de mobilização Na ocasião, os conselheiros deliberaram sobre as propostas de mobilização para o Conselho Geral da entidade. A principal delas decidiu pela manutenção da greve até o dia 11 de setembro, data da Assembleia Geral do CPERS.