terça-feira, 22 de setembro de 2015

Situação do Grupo Afrosul Odomodê é debatida na Cece

Foto Marta Resing
A Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre se reuniu na tarde desta terça-feira (22/9), para falar sobre a atual situação do Grupo Afrosul Odomodê.

Segundo a representante da entidade, Iara Deodoro, o Instituto Sociocultural Afrosul Ọdomodê foi criado por jovens negros, em Porto Alegre, em 1974. "É uma instituição social e cultural que funciona como movimento de valorização da cultura negra e do direito à livre expressão da pessoa humana, com objetivo de lutar contra o racismo e divulgar a história e a música negra através de seus espetáculos", disse.

Iara contou que a entidade sempre lutou na busca por mais espaço para o povo. "Independentemente de cor ou de crença, oferecemos a todos um pouco mais de educação e cultura, com toda a humildade e sabedoria que nos traz força para lutar", disse.

Ela afirmou que o Grupo Afrosul tem uma responsabilidade com as futuras gerações, pois delas depende a herança da cultura. "Sabemos que podemos fazer muito mais, pois as pessoas acreditam no nosso trabalho e, se o governo nos ajudasse, seríamos ainda mais abrangentes no nosso trabalho social", destacou.
Foto Marta Resing

Apoio do poder público

A vereadora Sofia Cavedon (PT) afirmou que o tema da cultura é muito caro a todos os porto-alegrenses que buscam a criação de uma identidade cultural. "É preciso que se lute em conjunto para adquirir conquistas e, ao que parece, não há um movimento de ajuda por parte do governo municipal para auxiliar o Grupo a ter uma nova sede", disse. A vereadora destacou que o diálogo com a prefeitura já ajudaria muito.

Problemas estruturais

A representante do Ministério da Cultura, Margarete Moraes, destacou que a inclusão social e étnica é uma responsabilidade das três esferas de poder do país e que esta reunião diz respeito à democracia racial, pois, hoje, se trabalha muito neste sentido. "Tenho uma experiência de 35 anos militando pela cultura e agora tenho a oportunidade de destacar o trabalho do Grupo Afrosul nesta comissão", disse. Margarete ressaltou que a situação do Grupo não é muito boa, porque, há anos, exerce o seu trabalho com problemas estruturais em sua sede.

Nova sede

O secretário municipal de Direitos Humanos, Luciano Marcantônio, afirmou que o governo tem um compromisso firmado com o Grupo Afrosul na busca da viabilidade de transferência de sede.

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