domingo, 4 de outubro de 2015

Seminário Internacional teve reflexões e relatos sobre a Escola Cidadã no Século 21

Foto Marta Resing
Reflexões e relatos retomaram o debate da Escola Cidadã durante o Seminário Internacional realizado pelo mandato da vereadora Sofia Cavedon (PT) neste final de semana em Porto Alegre. A abordagem da história, conceitos e dimensões da Escola Cidadã foram debatidas por cerca de 500 educadores e educadoras que participaram do encontro.

Foto Marta Resing
Na abertura, Sofia Cavedon, também Procuradora da Mulher na Câmara Municipal, destacou que “sabíamos desde sempre que a transformação da escola ou é permanente ou não existe. Por isso, a gestão democrática da educação desde a sala de aula até o sistema, com congressos municipais deliberativos a cada quatro anos e a formação permanente, feita de registro e troca de experiência, de diálogo com o saber acadêmico e do saber da experiência feito, ou eram processos continuados, ou a escola não seria cidadã. Nossos saberes e nossas inovações no âmbito das escolas espalharam-se pelas redes de ensino e nos debates acadêmicos é parte de resoluções nacionais da educação, modificaram currículos pelo mundo afora”. Acesse aqui.

Palestras:

Mesa 1 – Educação como direito

Foto Alexandre Boer
Márcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Ábramo, fez uma análise da conjuntura passada e atual dizendo que a agenda de futuro do país está sendo bloqueada pela "ditadura do curtoprazismo", lógica do mercado financeiro. O economista afirmou que “em pleno limiar da sociedade do conhecimento, o Brasil precisa abandonar a concepção conservadora e ultrapassada do trabalho como obrigação pela sobrevivência para reconstituir uma nova transição do sistema escolar para o mundo do trabalho. O alongamento da expectativa média de vida está a exigir um novo papel à educação, a estar presente de forma continuada ao longo do ciclo de vida”. Veja a entrevista concedida ao jornalista Marco Weissheimer, do Sul21 - “Não há base política para um governo diferente do que está aí”, diz Pochmann.

Foto Marta Resing
Nalu Farenzena, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS, apresentou dados referentes à educação básica como direito na organização federativa da educação no Brasil e sobre as (Co)responsabilidades das esferas de governo na educação. Acesse aqui.

Sofia Cavedon, a professora e vereadora da capital gaúcha, falou sobre as dimensões da democratização da educação, afirmando que “dos sistemas à sala de aula, do planejamento à aplicação dos recursos, dos congressos de educação à eleição de diretores, mais do que construir mecanismos, o e a professora precisam assumir as práticas democráticas e precisam decidir para que serve o conhecimento”. Acesse aqui.


Mesa 2 – Qual o currículo para o século 21?

Foto Marta Resing
Andréa Fetzner, professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/ UNIRIO, fez uma análise da conjuntura brasileira e mundial: desafios de escolarizar nesta sociedade; sobre os projetos em disputa e qual currículo para o século 21? Ineditismo, Polifonia e Interpelação mútua. Acesse aqui.

Foto Marta Resing
Bernd Fichtner, o professor da Universidade de Siegen, da Alemanha, afirma que o conhecimento está no papel do Professor. “O compromisso com a aprendizagem para todos, a formação para a emancipação, as práticas inclusivas participativas, introduziram na educação e na pedagogia como ciência humana, novas perspectivas entre outros na investigação socioantropologica, no aprender nos ciclos da vida, nos complexos temáticos. Sobretudo “os complexos temáticos” apresentam para mim uma provocação positiva e um desafio de tematizar um assunto que nos discurso acadêmico atual quase não é mencionado: o conhecimento”. Acesse aqui.

Foto Marta Resing
Maria Teresa Esteban, professora da Universidade Federal Fluminense/ UFF, apresentou informações sobre a escolarização no Brasil. Abordou o desafio da escola pública de qualidade para todos; as políticas de avaliação e o cotidiano escolar e a diferença cultural e seu potencial. Acesse aqui.



Mesa 3 – Dimensões que desafiam a educação contemporânea: ciência, trabalho, cultura, tecnologia e o espaço escolar

Foto Marta Resing
Jose Clovis de Azevedo, o professor do Centro Universitário Metodista/ IPA e ex-secretário estadual de Educação do RS, abordou as concepções de educação em disputa no século XXI: as matrizes epistemológicas da educação conservadora e da educação transformadora, e como a visão transformadora pode ser traduzida numa proposta prática como foi o caso do RS. Acesse aqui.

Foto Marta Resing
Maria Benites, a professora da Universidade de Siegen, da Alemanha, discorreu sobre o potencial metodológico e lógico da internet e as possibilidades que podem ser utilizadas no desenvolvimento e apropriação de subjetividades. A construção do próprio discurso visual narrativo em oposição à invasão de narrativas via diferentes meios visuais. Acesse aqui.

Foto Marta Resing
Regina Scherer, professora da Rede Municipal de Porto Alegre, abordou as dimensões que desafiam a educação contemporânea, focando no espaço educativo. Apresentou conceitos e alguns recortes históricos de como o tema foi se constituindo na área da educação. Destacou elementos que vem sendo enfatizados como importantes para que projetos pedagógicos e arquitetônicos não sejam dissociados a escola. Acesse aqui.