quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Sofia participou da IV Ação Internacional da Marcha Mundial de Mulheres (MMM)

Foto Divulgação MMM/RS
Sofia Cavedon, vereadora do PT e Procuradora da Mulher na Câmara Municipal de Porto Alegre, participou no final de semana da IV Ação Internacional da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), realizada em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul em fronteira com o Uruguai.

A parlamentar relatou na tribuna do Legislativo Municipal nesta quarta-feira (30) as discussões políticas que acompanhou. "O fundamental é que seguiremos em marcha até que sejamos todas livres do capitalismo patriarcal, machista, racista e colonialista que nos oprime, bem como dos mercados financeiros e das grandes empresas transnacionais", resumiu, definindo o Estatuto da Família, recentemente aprovado em comissão da Câmara dos Deputados, como um manifesto religioso.

Foto Divulgação MMM/RS
É incompreensível que o Congresso Nacional, representante da democracia brasileira, cuja Constituição Brasileira determina que o Estado é laico, que o Congresso Nacional vote preceitos de família que compõem credos religiosos, que família é homem e mulher, que essa composição de família que terá direito à assistência social, a políticas públicas, etc. O 5º Encontro da Marcha Mundial de Mulheres repudia frontalmente isso porque determinar por lei o comportamento individual dos seres humanos, a sua opção de afetividade, de nucleação familiar é um equivoco e se assemelha a fenômenos que todos repudiam e que dizima milhões de homens e mulheres, que são fenômenos onde Estado e Igreja estão juntos, ou os credos fundamentalistas estão gerindo ações, como é o Estado Islâmico”, destaca Sofia.

Foto Divulgação MMM/RS
No encontro a Vereadora participou da Caravana da Marcha nas Escolas estimulando coletivos feministas em cada uma delas e a investir na democratização da gestão e currículo desde a sala de aula ao sistema - do debate das legislações que oprimem as mulheres e a sua autonomia à construção da educação feminista.

Leia aqui a íntegra da manifestação de Sofia Cavedon.

500 mulheres em marcha na fronteira Brasil-Uruguai por aborto livre, seguro e gratuito

Após um final de semana de atividades de formação, intercâmbio, cultura e mobilização, as feministas presentes na Primavera do direito ao corpo e à vida das mulheres, que integra a IV Ação Internacional da MMM no Brasil, saíram em marcha pelas ruas de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul em fronteira com o Uruguai.

O encontro tinha como eixo central o direito à autonomia das mulheres e a legalização e despenalização do aborto, pautando os enfrentamentos feministas no Brasil, Argentina e Uruguai (onde o aborto é legalizado, mas ainda existem obstáculos para a efetivação da lei para todas as mulheres). Seu encerramento marcou o dia 28 de setembro, Dia Latinoamericano e Caribenho pela Legalização do Aborto, com um dos maiores atos da data em todo o Brasil.

Foto Divulgação MMM/RS
Com a presença de mulheres do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Argentina e Uruguai, a concentração do ato reuniu apresentações que evidenciavam as distintas realidades das regiões. Houve a interpretação de relatos de mulheres que abortaram no Brasil, coletados a partir do projeto Somos Todas Clandestinas, bem como de um relato literário sobre aborto na Argentina, produzido pelas Socorristas em Red pela recente publicação do livro Código Rosa. Também se apresentou a rapper e militante uruguaia María Apellído, com músicas sobre combate à violência e feminismo, e a Fuzarca Feminista do Rio Grande do Sul agitava a concentração com uma grande batucada.

Foto MMM/RS
O ato, que saiu do Parque Internacional, passou pelas ruas de Santana do Livramento e dialogou com a população, que foi receptiva e apoiou a manifestação. Diversas moradoras e moradores, ao serem questionados sobre o ato, afirmaram ser favoráveis às reivindicações e que as mulheres ainda têm muito a avançar em nosso país.

Com muita música e cartazes criativos, as mulheres exigiam uma vida livre, reivindicavam a solidariedade e a autonomia de seus corpos e sexualidades e afirmavam que não irão aceitar mais retrocessos no Brasil. O ato se encerrou no Parque, onde uma grande ciranda feminista ultrapassou as fronteiras geográficas e reforçou a união latino-americana por um mundo de igualdade e liberdade.

Fonte: Blog da Marcha Mundial das Mulheres/RS