quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Câmara destaca o Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência contra a Mulher

Foto Guilherme Almeida/CMPA
O período destinado às Comunicações Temáticas na tarde desta quinta-feira (26/11), na Câmara Municipal de Porto Alegre, debateu o Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência contra a Mulher. A proposição foi da vereadora Sofia Cavedon (PT), procuradora da Mulher na Casa Legislativa, também autora da  Lei 11.279/2012 que institui o 25 de Novembro como Dia Municipal pela Eliminação da Violência contra as Mulheres na capital.

Em sua manifestação, Sofia afirmou que ainda falta muito ao Brasil para garantir efetivamente a igualdade entre homens e mulheres. A vereadora expôs que, entre 1980 e 2010, mais de 92 mil mulheres morreram em casos de feminicídio no país, quando a violência ocorre em função da vítima ser uma mulher. "É lamentável que no campo da política institucional tenhamos tantas iniciativas que vão contra as mulheres, apenas aprisionando-as e limitando suas perspectivas ainda mais", ressaltou.

Dirigente do Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública do Estado, Lísia Mostardeiro Tabajara citou o trabalho exercido no combate à violência contra a mulher. "O projeto circula há oito anos e tem o objetivo de defender e direcionar mulheres que sofreram qualquer tipo de violência." Lísia destacou que outros sete defensores públicos trabalham juntos no estudo de casos de mulheres vítimas de agressões verbais e físicas no Estado.

Foto Guilherme Almeida/CMPA
Lísia ressaltou a importância deste núcleo em defesa da mulher para a sociedade, além de promover a segurança e o cuidado com as vítimas. "Trabalhamos muito em prol da segurança destas mulheres, que muitas vezes são julgadas pela sociedade. Realizamos oficinas e capacitações sobre a questão dos direitos das mulheres, em diferentes comunidades da Capital."

Conforme destacou, as vítimas de violência são direcionadas e acolhidas por diversos profissionais especializados. "As mulheres que procuram por auxílio recebem ajuda de psicólogos e serviços sociais, além de monitoramento que promove a segurança. Nenhuma vítima é desamparada. Hoje, 224 mulheres estão cadastradas nos projetos e nenhuma sofreu lesões depois de assistida."

O bairro Lomba do Pinheiro é o pioneiro em casos de violência contra mulher, seguido pelos bairros Restinga e Rubem Berta. Segundo dados, a média de idade das mulheres assistidas é de 25 anos, sendo mais da metade moradoras de comunidades carentes.

Foto Guilherme Almeida/CMPA
Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Vera Daisy Barcellos citou o Cronômetro da Violência no Brasil. "Se repararmos, o cronômetro aumenta a cada dois minutos. Este é o número de mulheres violentadas no país", disse. Vera destacou o evento mundial, conhecido como 16 Dias de Ativismo, que tem o objetivo de promover a denúncia de casos contra a mulher. "Esta data começa, no Brasil, no dia 20 de Novembro, junto ao Dia da Consciência Negra, para lembrar que muitas mulheres afro-descendentes são vítimas da violência contra a mulher.

Fonte: Portal da CMPA.

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