segunda-feira, 23 de novembro de 2015

TCE investiga obra de primeira creche sustentável de Porto Alegre

Segundo empresa, obra foi paralisada para que fosse realizada alteração no Plano Diretor da Capital

Foto Marta Resing
Em dezembro de 2012 a vereadora Sofia Cavedon (PT) entrou com representação no Ministério Público de Contas (MPC), entregando documento com diversas denúncias de abandono companhia de transporte público da capital Carris, ao então procurador geral do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RS), Dr. Geraldo Da Camino. Entre as denúncias o abandono da obra da Creche.

Prédio fica no terreno da Associação dos Funcionários da Carris 

A obra da primeira creche sustentável de Porto Alegre, conforme reportagem exclusiva do Correio do Povo, publicada no dia 17 de novembro, é alvo de investigação do Tribunal de Contas (TCE). A construção foi anunciada em 2011, numa parceria da Secretaria Municipal de Educação e a Carris, isso porque parte das 120 vagas seriam destinadas a filhos de funcionários da Carris. Porém, após quatro anos, o projeto ainda não foi concluído, apesar de parte da obra ter sido iniciada.

Foto Marta Resing
Uma inspeção especial realizada pelo TCE em 2013 identificou que a obra já estava parada e na apuração que teriam sido gastos R$ 24 mil na compra de materiais de construção e outros custos que não foram efetivamente usados na obra. Segundo a apuração, após visita ao local, identificou-se que os materiais não tiveram a devida destinação e nem existiam em estoque.

Foto Marta Resing
A apuração foi julgada pelo Pleno do Tribunal em 15 de abril deste ano. Após recurso, está tramitando um processo aberto um processo no Ministério Público de Contas (MPC), para que possa elaborar um Parecer Jurídico. Assim, a apuração ainda não foi julgada, mas continua sendo acompanhada pelo TCE.

Em visita ao local, que fica dentro do terreno da Associação dos Funcionários da Carris, é possível ver que há apenas o esqueleto do projeto, com as fundações prontas e em algumas partes até a base do segundo andar. Segundo a Carris, a obra foi paralisada para que fosse realizada uma alteração no Plano Diretor da Capital, já que o terreno seria cortado por uma rua. A estimativa da empresa é de retomar o projeto no próximo ano.

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Fonte: Portal do Jornal Correio do Povo.